Com cortes, PF faz malabarismo para manter segurança de juiz federal
Os cortes nos recursos do Ministério da Justiça para a PF (Polícia Federal) exigiu realocação de policiais para não desguarnecer a segurança do juiz federal Odilon de Oliveira. Alvo de planos de execução e autor de condenações contra narcotraficantes, o magistrado tem escolta 24 horas.
“A maioria vinha de outros Estados, mas teve a redução nas diárias”, afirma o presidente do Sinpef/MS (Sindicato dos Policiais Federais), Jorge Caldas da Silva.
De acordo com ele, policiais do plantão da superintendência de Campo Grande foram designados para a escolta do magistrado. Por motivo de segurança, o numero de policiais que atuam na proteção do juiz não é divulgado.
O sindicato também denuncia falta de efetivo no Aeroporto Internacional de Campo Grande. “Tem um único policial no plantão de 24 horas”. Segundo Jorge Calda, o policial se desdobra para atender as todas as atribuições, que vão de conter passageiros em aeronaves a verificação de entradas de estrangeiros.
Com o contingenciamento de recursos da União, falta de colete balístico à viatura para a PF em Mato Grosso do Sul. A situação compromete a atuação em regiões na fronteira com a Bolívia e o Paraguai, portas de entrada para armas e drogas.