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Economia

Em tempos de home office, aprenda a ler e entender a fatura de energia

Documento detalha formação de um do preço de insumo básico para a população

Marta Ferreira | 01/04/2021 19:10
Em tempos de home office, aprenda a ler e entender a fatura de energia
Cliente segura conta de energia, que traz informações detalhadas sobre composição da tarifa. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Em época de crise sanitária, que levou muita gente para o trabalho em casa, além de tirar as crianças da escola, a conta de energia é um dos compromissos financeiros que mais pesam no orçamento. Material explicativo divulgado pela empresa responsável por abastecer a maior parte dos municípios de Mato Grosso detalha o “DNA” da formação dessa tarifa.

Em abril, haverá o reajuste anual e por isso quando mais informação o consumidor tiver, melhor acompanha o processo.

Segundo a explicação, do total  do valor pago, 27% ficam com a concessionária. Os 73% restantes vão para outras empresas que operam no sistema que leva a energia até os clientes, como as geradoras e as transmissoras de energia, além da destinação ao pagamento de tributos.

“Com esse valor a empresa distribui energia a todos os clientes, paga fornecedores e prestadores de serviço, renova e faz a manutenção da sua frota, mantém e amplia a rede e os sistemas elétricos, garantindo o atendimento 24 horas e 7 dias por semana, além de investir na modernização e melhoria crescente da qualidade dos serviços prestados”, explica a Energisa sobre a parte que lhe cabe do valor pago pelo insumo.

O consumo detalhado – Segundo a empresa, a conta de luz é calculada com base na tarifa de energia elétrica, que varia de acordo com cada local. Fazem parte da composição do preço base os custos de transmissão e geração de energia, os encargos e impostos e os custos de distribuição.

No texto esclarecendo os clientes, é lembrado que o preço da tarifa é estipulado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), responsável por definir regras e fiscalizar o setor elétrico no Brasil.

A cada ano, existe o reajuste, processo previsto no contrato de concessão da distribuidora, “com normas e metodologias bem definidas pelo órgão regulador”. De cinco em cinco anos, há a revisão tarifaria, também prevista em contrato e, extemporaneamente pode haver a revisão tarifária extraordinária, quando existe mudança brusca de cenário, definida pela Aneel.

O cálculo, pontua a Energisa, depende da Aneel e “é feito olhando para o cenário individual de cada concessionária”.

Esse panorama considera todo o processo até que a energia chegue aos consumidores. “É possível separar o sistema de energia em três etapas básicas: a geração da energia, a transmissão dessa energia para as cidades e, por último, a sua distribuição que chega no consumidor final, incluindo residências e estabelecimentos comerciais ou industriais”.

“Quando a conta chega ao consumidor em uma fatura única muitas vezes ele não percebe que nela já estão embutidos outros valores que compõem a tarifa. Estes valores são arrecadados pela distribuidora, por meio da conta de energia, e repassados diretamente às empresas responsáveis por cada uma dessas fases do processo produtivo da energia”, observa Marcelo Vinhaes, diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul.

A empresa, assim como outras concessionárias, cuida de distribuir a eletricidade das subestações até as unidades consumidoras e arrecadar os custos desse processo para repassar às empresas que fazem parte do sistema, por meio da conta que chega até os clientes.

Os detalhes dessa divisão podem ser acompanhados direto na conta, a fatura que chega todo mês. O documento traz informações que ajudam a entender para onde vai o valor pago.

“É possível fazer comparativo da média diária da energia consumida em relação ao mês anterior, para verificar se está utilizando mais ou menos energia no dia a dia”, aconselha a empresa.

Isso tudo permite, segundo orientado, reavaliar hábitos diários e, quando necessário, aplicar estratégias de uso consciente para economizar. O valor total da conta pode variar de acordo com o período de leitura, que pode ser entre 27 e 33 dias, informação também disponível na atura.

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