Intenção de consumo do campo-grandense tem pior índice desde janeiro
Maior parte dos entrevistados, 53,3%, disseram que estão comprando menos em relação ao ano passado
O mês de abril apresentou o pior resultado para intenção de consumo das famílias campo-grandenses desde janeiro.
De acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o ICF (Índice das Famílias Campo-grandenses) atingiu 86,3 pontos.
O índice completou um ano abaixo dos 100 pontos, marcada avaliada como negativa, efeito da pandemia da covid-19.
“De janeiro para março houve uma reação na disposição de compras do consumidor, porém, com o recrudescimento da pandemia, percebemos que novamente esse movimento arrefeceu”, diz a economista Daniela Dias, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio de Mato Grosso do Sul.
Segundo o levantamento, 10% dos entrevistados disseram estar desempregados e 20,4% se consideram menos seguros que em igual período do ano passado. Outros 19,4% afirmaram que houve piora da renda e que 37,6% consideram que o acesso ao crédito está mais difícil.
A maior parte dos entrevistados, 53,3%, disseram que estão comprando menos em relação ao ano passado e 45,1% têm perspectiva de consumo menor para 2021.
Dentre os indicadores que integram o índice, regrediram a aquisição de bens duráveis, como móveis e eletrodomésticos (-10,8%), perspectiva de consumo (-9,6%), o nível de consumo atual (-7,6%), perspectiva profissional (-4,8%), compras a prazo e acesso ao crédito (-3,2%).