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<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><link>https://www.campograndenews.com.br</link><ttl>10</ttl><title><![CDATA[Campo Grande News - Conteúdo de Verdade]]></title><description><![CDATA[Veja notícias em Campo Grande e Mato Grosso do Sul - Campo Grande News - Últimas Notícias de economia, política, emprego, educação, ciência, saúde e cultura]]></description><copyright><![CDATA[Copyright Campo Grande News]]></copyright><language><![CDATA[pt-BR]]></language><managingEditor><![CDATA[redacao@news.com.br (Redação)]]></managingEditor><atom:link href="https://www.campograndenews.com.br/rss/rss.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><image><title>Campo Grande News - Conteúdo de Verdade</title><url>https://cdn6.campograndenews.com.br/ui/images/logo-128.jpg</url><link>https://www.campograndenews.com.br</link><width>128</width><height>128</height></image><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:46:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/enquetes/maioria-dos-leitores-diz-nao-ter-sido-afetada-pela-greve-da-caixa-e-dos-correios</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/enquetes/maioria-dos-leitores-diz-nao-ter-sido-afetada-pela-greve-da-caixa-e-dos-correios</guid><title><![CDATA[Maioria dos leitores diz não ter sido afetada pela greve da Caixa e dos Correios]]></title><description><![CDATA[   Para 69% dos leitores, a greve na Caixa Econômica Federal e nos Correios passou praticamente despercebida. Conforme a enquete do  Campo Grande News , realizada nesta sexta-feira (18), 30% dos leitores foram afetados por algum dos serviços que estão parcialmente paralisados. A greve acontece desde o dia 10 de setembro em todo país e, no caso dos Correios, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinou que 80% dos funcionários sigam trabalhando em cada unidade durante a greve.  Entre os leitores que relataram problemas, 11% disseram ter sido afetados pela paralisação dos Correios, enquanto 12% enfrentaram dificuldades  por causa da  greve na Caixa. Outros 9% afirmaram que foram prejudicados pelos dois movimentos.  Nas redes sociais do portal, o leitor Aquino Ronaldo afirmou que toda greve tem efeitos. "É um direito constitucional brigar por melhores condições de trabalho", detalhou. Ainda na opinião dele, essa é a oportunidade para que as demandas dos trabalhadores sejam ouvidas, e ele espera que em breve uma solução seja colocada à mesa e aceita tanto pelos trabalhadores quanto pelo Governo Federal. Outro leitor, Fábio Santos, afirmou: "Eu nem sabia".  A greve dos Correios começou na noite de 10 de setembro, após os trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo. Em Mato Grosso do Sul, o Sintect-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul) afirma que o movimento ganhou adesão. Entre os principais impasses está o plano de saúde dos trabalhadores, que, em alguns casos, chega a custar R$ 1,2 mil por mês no bolso dos funcionários. A categoria também reivindica a reposição integral da inflação e a manutenção dos direitos previstos no acordo coletivo.  No sábado (12), o TST determinou que pelo menos 80% dos funcionários permaneçam trabalhando em cada unidade durante a paralisação. A decisão abrange setores de atendimento, tratamento, transporte e distribuição de encomendas, além de áreas administrativas e de suporte.  Já a greve dos empregados da Caixa também começou no dia 10 e segue por tempo indeterminado. O banco desistiu de levar o impasse ao TST e informou que pretende retomar as negociações com os representantes dos trabalhadores, além de suspender punições anunciadas durante a mobilização.  Um dos principais pontos de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência dos empregados. A proposta apresentada pela instituição foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleias realizadas na sexta-feira (11), mantendo a paralisação.      ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae81906828b.jpeg" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:34:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/lado-b/diversao/primavera-dos-museus-tem-entrada-gratis-cinema-e-observacao-do-ceu</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/lado-b/diversao/primavera-dos-museus-tem-entrada-gratis-cinema-e-observacao-do-ceu</guid><title><![CDATA[Primavera dos Museus têm entrada grátis, cinema e observação do céu]]></title><description><![CDATA[   Entrada gratuita em museu, observação do céu com telescópios, sessões de cinema, exposições e até uma visita aos bastidores de um acervo estão entre as atividades da 20ª Primavera dos Museus em Mato Grosso do Sul. A programação ocorre entre os dias 21 e 27 de setembro, com ações em Campo Grande e municípios do interior.  Na Capital, participam espaços como o Museu da Imagem e do Som, Museu das Culturas Dom Bosco, Museu de Arqueologia da UFMS, Casa Quintal Manoel de Barros, Museu do Poder Judiciário e Planetário da UFMS. No interior, haverá atividades em Amambai, Aquidauana, Bonito e Costa Rica.  Uma das opções gratuitas será no Museu das Culturas Dom Bosco. No sábado (26), das 13h às 17h, o espaço terá entrada gratuita para todos os públicos. Durante a semana, o museu também promove visitas mediadas e uma atividade na Reserva Técnica, onde ficam preservadas coleções de história natural, arqueologia, etnologia, mineralogia e paleontologia.  Quem prefere ciência poderá aproveitar o sábado para olhar o céu. O Planetário da UFMS terá sessões das 16h às 17h45 e, das 18h às 20h30, promove observação astronômica com telescópios.  A programação começa oficialmente na segunda-feira (21), às 14h, no Museu da Imagem e do Som, localizado no Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho. Das 15h às 17h, o espaço recebe a roda de conversa “Museus para todas as pessoas! – Discurso ou realidade?”, com Felipe Sampaio, profissional especializado em Direitos Humanos, Inclusão e Arte e produtor de acessibilidade cultural.  Neste ano, a Primavera dos Museus tem como tema “Museus para todas as pessoas” e propõe ampliar o acesso aos espaços e acervos. Para a coordenadora do Sistema Estadual de Museus de Mato Grosso do Sul, Cristiane Almeida de Araújo Freire, a iniciativa também busca mostrar que esses locais vão além da preservação.  “A proposta é reforçar o papel do museu enquanto produtor de conteúdo cultural e histórico, um espaço de conhecimento, novas experiências e oportunidades”, explica.  No MIS, a programação segue com oficinas de conservação e preservação de acervos de artes visuais, no dia 22, e de acervos em papel, no dia 23. A segunda terá participação do professor mestre Douglas Alves da Silva, coordenador do Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul, e do professor doutor Carlos Eduardo Campos, coordenador do ATRIVM – Laboratório de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade, da UFMS.  A acessibilidade também aparece nas atividades do Museu de Arqueologia da UFMS. No dia 22, a ação “Arqueologia na Palma da Mão” utiliza modelos 3D de objetos numismáticos e líticos para ampliar as possibilidades de observação e interação com peças arqueológicas.  Já o Museu do Poder Judiciário recebe a exposição “Evolução da Proteção à Mulher”, com processos judiciais históricos produzidos entre 1885 e 1974. A mostra passa por temas como escravidão, liberdade, violência, desquite, direito de defesa e acesso à Justiça a partir de histórias de mulheres e meninas.  A literatura também entra no roteiro. A Casa Quintal Manoel de Barros terá visitas mediadas ao ambiente doméstico e de trabalho do poeta em diferentes dias da semana.   Programação completa   Campo Grande  Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS/MS) 21/9, às 14h – Abertura oficial da 20ª Primavera dos Museus em Mato Grosso do Sul. 21/9, das 15h às 17h – Roda de conversa “Museus para todas as pessoas! – Discurso ou realidade?”. 22/9, das 14h às 16h30 – Oficina “Conservação e Preservação de Acervos de Artes Visuais”. 23/9, das 14h às 16h30 – Oficina “Conservação e Preservação de Acervos em Papel”.  Museu das Culturas Dom Bosco 21/9, das 9h às 16h – Visita mediada à Reserva Técnica. 22 a 25/9, das 8h20 às 16h30 – Programa Educativo de Visitas Mediadas (PROVIS). 26/9, das 13h às 17h – “Museu de Portas Abertas para Todas as Pessoas”, com entrada gratuita.  Museu de Arqueologia e Museu de Ciência e Tecnologia da UFMS 22 a 25/9, das 13h30 às 16h – Exposição “Do tronco ao microscópio: Madeira, casca e ciência em cada detalhe”; ação educativa “Museu é de Todas as Pessoas: Memórias, Ciência e Pertencimento” e oficina “Raízes que nos une”. 22/9, das 14h às 16h – “Arqueologia na Palma da Mão: Modelos 3D de objetos numismáticos e líticos para acessibilidade”.  Casa Amarela – Museu de Arte Urbana 20/9, às 9h – “Locomotiva de Histórias”, com Tatiana De Conto. São 15 vagas, com inscrição prévia pelo WhatsApp (67) 99189-7034.  Casa Quintal Manoel de Barros 21/9, das 10h às 12h; 23 e 25/9, das 10h às 14h; e 26/9, das 10h às 11h – Visitas mediadas.  Museu do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul 21 a 27/9, das 12h às 18h – Exposição “Evolução da Proteção à Mulher”.  Casa de Ciência e Cultura/Planetário da UFMS 26/9, das 16h às 17h45 – Sessões de planetário. 26/9, das 18h às 20h30 – Observação astronômica.  Museu de História da Medicina de Mato Grosso do Sul 26/9, das 9h às 11h – Seminário “O Paciente na História da Medicina e na Relação Médico-Paciente”.  Interior  Amambai – Museu José Alves Cavalheiro 21 a 30/9, das 8h às 15h – Visitas mediadas com foco em acessibilidade universal e participação de públicos historicamente marginalizados.  Aquidauana – Museu de Arte Pantaneira Manoel Antônio Paes de Barros 23 a 25/9, das 18h30 às 21h – Exposição dos trabalhos premiados no 7º Concurso Artístico e Literário do município.  Bonito – Casa da Memória Raída 21 a 23/9, das 16h às 17h – Exibição do documentário “Entre Rios e Histórias, memórias do povo de Bonito”.  Costa Rica – Museu Interativo e Centro Histórico Cultural Nelson Silva Soares 22 a 25/9, das 13h às 18h – Sessões gratuitas de cinema, encerramento das atividades e depoimentos de usuários da instituição.  A Primavera dos Museus é realizada anualmente e coordenada nacionalmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).  ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae8312131ef.PNG" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:20:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/confirmada-4a-morte-de-acidente-entre-van-da-saude-e-carro-na-br-163</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/confirmada-4a-morte-de-acidente-entre-van-da-saude-e-carro-na-br-163</guid><title><![CDATA[Confirmada 4ª morte de acidente entre van da saúde e carro na BR-163]]></title><description><![CDATA[   Subiu para quatro o número de mortos do grave acidente registrado na tarde desta sexta-feira (18), no km 72 da BR-163, entre Eldorado e Itaquiraí, cidades a 442 km e 405 km de Campo Grande, respectivamente. A quarta morte foi confirmada oficialmente pela Prefeitura Municipal de Eldorado em nota de pesar.   O acidente envolveu uma van da Secretaria Municipal de Saúde de Eldorado, que transportava pacientes da região, e um carro de passeio. No veículo oficial morreram o servidor municipal Odair Torres e sua esposa Edimárcia Oliveira.   Já no outro veículo, segundo a Prefeitura de Eldorado, as vítimas foram Jildson Vera Martins, morador da Aldeia Cerrito, que fica na mesma cidade, e Edimilson Lopes, morador da Aldeia Porto Lindo, em Japorã.   Outras quatro pessoas continuam internadas em estado grave em unidades hospitalares da região recebendo atendimento médico.  Em nota, a Prefeitura de Eldorado lamentou as mortes e afirmou que a cidade se une em oração pelos familiares das vítimas “estendendo sua solidariedade pela recuperação daqueles que permanecem hospitalizados. Eldorado está de luto”, diz o documento.      Acidente  - O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira (18). O Corpo de Bombeiros de Itaquiraí recebeu o chamado por volta das 15h40 e enviou equipes ao local. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) e funcionários da Motiva Pantanal, concessionária responsável pelo trecho, também participaram do atendimento. A empresa mobilizou duas ambulâncias de resgate, duas viaturas de inspeção de tráfego e um guincho pesado.  Em nova nota divulgada nesta noite, a Prefeitura de Eldorado informou que oito pessoas estavam na van da Secretaria Municipal de Saúde.   A administração não detalhou para quais unidades os pacientes foram transferidos nem o quadro de saúde de cada um.  A prefeita Fabiana Lorenci (PP), a vice-prefeita Simoni e a secretária municipal de Saúde seguiram para Itaquiraí após o acidente. Segundo a Prefeitura, as três estão no hospital da cidade para acompanhar a situação e prestar suporte. O município também pediu cautela no compartilhamento de informações ainda não confirmadas.      ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae7d722832f.png" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:14:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/soneca-de-sucuri-e-furto-de-carga-de-gusttavo-lima-sao-videos-mais-vistos</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/soneca-de-sucuri-e-furto-de-carga-de-gusttavo-lima-sao-videos-mais-vistos</guid><title><![CDATA[Soneca de sucuri e furto de carga de Gusttavo Lima são vídeos mais vistos]]></title><description><![CDATA[      O flagra de uma sucuri de 6 metros descansando em um tronco no Rio Formoso foi o destaque da semana no  Campo Grande News . O vídeo foi feito por um salva-vidas, João Vitor, que estava andando de caiaque no momento. O animal não foi capturado nem retirado do local.  Em segundo lugar está o vídeo que mostra o caminhão carregado com geradores do cantor Gusttavo Lima. A carga é avaliada em mais de R$ 1 milhão e o motorista contratado por um site teria fugido com os geradores. Um sistema de monitoramento registrou na tarde de terça-feira a placa na MS-379, entre Dourados e Laguna Carapã.  O terceiro vídeo mais visto mostra um atirador de tocaia, minutos antes de matar homem no Jardim Leblon. A parte em que o autor surpreende a vítima, de aproximadamente 55 anos, e efetua os disparos, a câmera não registra.  A quarta posição é do caminhão que ficou atolado na Avenida Ministro João Arinos, no bairro Maria Aparecida Pedrossian. O caminhoneiro teve que dormir no caminhão que se prendeu no local na noite de sexta-feira, quando chovia forte em Campo Grande. No vídeo é possível ver o excesso de barro e enxurrada.   Em quinto e último lugar está o flagra de uma agressão em plena Avenida Afonso Pena. A gravação mostra duas mulheres espancando um homem que não foi identificado com pedaços de  pau  durante a madrugada de sábado em um posto de gasolina. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aad8c2dcc5c8.webp" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:12:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/colunistas/em-pauta/no-campeonato-mundial-da-carne-venceram-bifes-argentinos-e-uruguaios</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/colunistas/em-pauta/no-campeonato-mundial-da-carne-venceram-bifes-argentinos-e-uruguaios</guid><title><![CDATA[No Campeonato Mundial da Carne, venceram bifes argentinos e uruguaios]]></title><description><![CDATA[   Cerca de 2,2 milhões de toneladas de carne bovina foram exportadas pelo Brasil até agosto, gerando uma receita de US$ 12,7 bilhões. A China lidera as importações, EUA, Chile e Rússia também se destacam entre os principais destinos. Já a Argentina, exportou em período similar 411 mil toneladas, faturando US$1,76 bilhão. O Uruguai projeta exportar cerca de 520 mil toneladas no ano inteiro e faturar mais de US$ 2 bilhões. Entre os três países, a diferença fundamental está no destino da carne. A brasileira será usada prioritariamente na produção de hambúrguer, um alimento de segunda qualidade e valor. Argentinos e uruguaios procuram propagandear a excelência de seus bifes e não buscam destinos onde suas vacas virem hambúrguer. Eles ficam com as medalhas da qualidade de suas carnes, nós com a quantidade. É uma luta desigual. Eles agem profissionalmente, nós parecemos pastores medievais.        A organização do campeonato.   No lugar, assam centenas de quilos de carne. Na cozinha, escondida atrás do salão principal, um grupo de dez cozinheiros trabalham orquestrados e sob a marca da confidencialidade para que os jurados não identifiquem de onde provem cada bife servido. Os assadores dão voltas nos bifes sobre um assador elétrico rigorosamente marcado em 185 graus. Assam durante quatro minutos e meio de cada lado. Em seguida, distribuem uma das carnes para os jurados comensais constituídos por “sommeliers de carnes” de vários países.        Sabor, textura e sucosidade.   Avaliam três aspectos: sabor, textura e sucosidade. Os bifes são servidos sem sal e com cocção mediana. Não bebem nada a exceção de água. Os cortes são apenas de bife ancho e contrafilé, que por sua vez, se dividem em bifes provenientes de animais alimentados no pasto e os que provem de animais alimentados com grãos.        Os desacordos.   Nas mesas se misturam jurados de distintas nacionalidades. Cada um trás um gosto adquirido. Há desacordos e brigas nas mesas em que estão argentinos, brasileiros e paraguaios. Algo bem parecido com as arquibancadas do futebol. Nunca se entendem. Também há diferenças entre latinos e europeus. Os latinos preferem carnes jovens; os europeus se inclinam por animais mais pesados, de maior idade e carnes maduras.        Os argentinos e uruguaios vencem.   Duas medalhas de ouro para argentinos, uma para os uruguaios. O Brasil, tal como no futebol, ficou com a medalha da incompetência generalizada. Esse foi o resultado do Campeonato Mundial da Carne, ocorrido em solo argentino. Roubaram? Não é um resultado estranho. Na competição ocorrida na Inglaterra os resultados foram similares. Do lado latino, competiram Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e, estranhamente, o Peru (tinha levado uma medalha na competição anterior). Pelos europeus, entraram em campo ingleses, irlandeses e espanhóis. Apesar das medalhas argentinas e uruguaias, quem tem a melhor fama - e valor - no mundo são os bifes irlandeses. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae84dbbd956.jpg" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 08:06:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/sob-alerta-de-temporal-interior-amanhece-chuvoso-em-ms</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/sob-alerta-de-temporal-interior-amanhece-chuvoso-em-ms</guid><title><![CDATA[Sob alerta de temporal, interior amanhece chuvoso em MS]]></title><description><![CDATA[        O sábado amanheceu chuvoso no interior de Mato Grosso do Sul. Parte do Estado está sob alerta de tempestade válido entre este sábado (19) e domingo (20) e emitido pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).  A chuva em Jardim começou por volta das 7h, fraca e contínua. Já em Porto Murtinho, o acumulado do dia já chegava a 3 mm por volta das 6h30, segundo dados do instituto. Chove em Iguatemi e Ponta Porã neste momento.  Em Campo Grande, ainda não há registro de chuva. O sol apareceu entre nuvens nesta manhã.  A tempestade pode acontecer pontualmente, acompanhada de raios, rajadas de vento de até 70 km/h e eventual queda de granizo. As regiões oeste, sudoeste, centro-sul e sudeste de Mato Grosso do Sul são as que estão sob o alerta.  O tempo muda devido ao deslocamento de cavados, somado ao intenso
transporte de calor e umidade e à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica.  A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) indica temperaturas entre 19°C, a mínima, e 39°C, a máxima, em todo o Estado neste sábado.      ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae7ee327404.webp" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:51:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/homem-e-atingido-por-bala-perdida-ao-tentar-intervir-em-discussao-do-irmao</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/homem-e-atingido-por-bala-perdida-ao-tentar-intervir-em-discussao-do-irmao</guid><title><![CDATA[Homem é atingido por “bala perdida” ao tentar intervir em discussão do irmão]]></title><description><![CDATA[   Um homem de 35 anos foi atingido por com tiro no joelho ao ver o irmão ser baleado durante uma discussão na noite de quinta-feira (17), no Bairro Ponta Porã I, em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. O irmão da vítima, rapaz de 27 anos, foi socorrido em estado grave e permanece intubado.  Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi até a unidade de saúde onde o homem recebia atendimento médico. Ele relatou que o irmão estava discutindo com uma mulher em um comércio próximo à residência da família, na Rua Jatobá, quando o marido dela se dirigiu até o próprio carro, pegou uma arma de fogo e efetuou disparos contra o rapaz.  Durante o ataque, o homem acabou atingido próximo ao joelho por um dos tiros. Ele informou aos policiais não conhecer o agressor e nem a marca da arma utilizada, mas suspeita tratar-se de um calibre .22 pelo estampido e pela espessura da perfuração.  Enquanto ele aguardava exames de raio-X para a retirada do projétil e avaliação da lesão, seu irmão encontrava-se intubado devido à gravidade dos ferimentos sofridos. O caso foi registrado como homicídio simples na forma tentada e segue sob investigação da Polícia Civil de Ponta Porã. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae766005157.jpeg" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:47:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/politica/visita-de-presidenciavel-e-reunioes-marcam-agenda-de-candidatos-ao-governo</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/politica/visita-de-presidenciavel-e-reunioes-marcam-agenda-de-candidatos-ao-governo</guid><title><![CDATA[Visita de presidenciável e reuniões marcam agenda de candidatos ao governo]]></title><description><![CDATA[   Na reta final da campanha, os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul têm visita de presidenciável, reuniões e caminhada. Neste sábado (19), maioria dos concorrentes estarão no interior.  O candidato ao governo Daniel Lemes (PCO) acompanha a visita do candidato à Presidência da República pelo PCO (Partido da Causa Operária), Rui Costa Pimenta, à Aldeia Jaguapiru, em Dourados, cidade a 251 quilômetros de Campo Grande.  O candidato ao governo Delcídio Amaral (PRD) cumpre agenda no interior de Mato Grosso do Sul, onde visita aldeias indígenas, com encontros e diálogo com as comunidades.  O governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), continua percorrendo o interior. Durante a manhã, participa de reunião com apoiadores em Dourados. Durante a tarde, tem carreata com apoiadores em Itaporã e, à noite, participa de reunião em Ponta Porã.  O candidato ao governo pelo PT, Fábio Trad, também cumpre agenda em Dourados, onde deve participar de carreata. O petista também participará de carreata em Rio Brilhante. Na sequência, visita uma comunidade indígena em Caarapó.  A agenda do candidato ao governo, Jeferson Bezerra (Agir), é em Campo Grande. Ele fará caminhada no Bairro Jardim Noroeste.  Já o deputado estadual e candidato ao governo, João Henrique Catan (Novo), fará campanha no interior, mas não informou as cidades.  O candidato ao governo Lucien Rezende (PSOL) também estará no interior neste sábado (19). Durante a tarde, participa de encontro com eleitores, militantes e candidatos a deputado estadual e federal em Costa Rica.  O candidato Renato Gomes (DC) não divulgou a agenda de campanha para este sábado até a publicação desta matéria.  ***Todos os candidatos foram procurados pelo Campo Grande News. A divulgação das agendas é feita com as informações das assessorias que enviaram a programação dentro do prazo solicitado.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  Clique aqui para acessar o  canal do   Campo Grande News   e siga nossas   redes sociais  . ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae754fa921d.png" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:35:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/politica/perseguicao-a-familia-durante-a-ditadura-militar-levou-henrique-a-radicalizar</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/politica/perseguicao-a-familia-durante-a-ditadura-militar-levou-henrique-a-radicalizar</guid><title><![CDATA[Perseguição à família durante a ditadura militar levou Henrique a “radicalizar”]]></title><description><![CDATA[   Engenheiro mecânico, economista e professor aposentado, Henrique Neder tinha 11 anos quando o golpe de 1964 atingiu sua família, em Campo Grande. Filho do empresário Renê Neder e sobrinho de Alberto e Humberto, ele assistiu à prisão do pai e acompanhou, ainda criança, os efeitos da perseguição sobre os três irmãos. Décadas depois, ao falar sobre aquele período, resumiu a marca deixada pela repressão na família com uma imagem forte: “Eu sentia como criança e adolescente, essa atmosfera de exclusão. Foi um impacto muito grande na vida da família”, disse, em entrevista ao  Campo Grande News , com a sensação de que o período de trevas o acompanhou pela vida. “Acho que eu tenho um problema a ser resolvido com o meu passado.”  Segundo Henrique, os pais e os tios pertenciam a uma família de posição social em Campo Grande, mas passaram a conviver com a exclusão e o estigma de serem identificados com a esquerda em um estrato de cultura política conservadora. Ele lembra do ambiente de suspeita e das pessoas que, segundo sua memória, “dedavam” umas às outras. Entre elas, cita o médico Cláudio Fragelli, irmão do ex-governador e ex-senador José Fragelli e principal dirigente da Ademat (Associação Democrática Matogrossense), entidade de viés paramilitar que atuava como braço político-empresarial da ditadura. Também recorda a humilhação pública de Alberto, médico respeitado, levado algemado em um jipe pelas ruas de Campo Grande. “Foi uma tentativa de humilhá-lo publicamente”, afirmou.  Dos três irmãos perseguidos, Alberto era o mais convicto e instruído na política. Henrique lembra que o tio era visitado em Campo Grande por intelectuais de esquerda também de outros países, especialmente da França. Um de seus filhos, o médico Carlos Alberto Pletz Neder, não por acaso, foi secretário de Saúde da ex-prefeita Luiza Erundina, na capital paulista, ajudou a construir o SUS (Sistema Único de Saúde) e foi eleito três vezes seguidas deputado estadual em São Paulo, assumindo duas vezes como primeiro suplente e a última diretamente como titular. Um dos fundadores do PT, faleceu em 2021, aos 67 anos, por complicações da Covid-19.  A perseguição, na lembrança de Henrique, não ficou restrita aos homens presos. Ele conta que a condição de integrante da família Neder produzia constrangimentos também sobre os filhos. Na escola, diz ter sido exposto por uma professora que o chamava em público para falar sobre a família. Falar mal e constranger, é claro. Mais tarde, já adulto, a marca política reapareceria em sua trajetória profissional: em 1981, aprovado em concurso da Petrobras, não passou pela investigação social. O patrulhamento e veto ideológico é a única explicação que consegue dar para o episódio.     Herança e radicalização   A trajetória de Henrique acabou reproduzindo, em outra geração, o confronto com a repressão.  Depois de  estudar engenharia em São Paulo e seguir para a pós-graduação na Coppe, no Rio de Janeiro, ele se aproximou do movimento estudantil e da militância política. Em 1977, foi preso em casa por agentes de segurança e levado encapuzado para as dependências do DOI-CODI. Segundo seu relato, permaneceu três dias sob custódia dos órgãos de repressão,  sendo submetido  a agressões e a sessões de tortura. Depois, ficou cerca de 20 dias no DOPS.  Henrique conta que, naquele momento, estava próximo do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado), mas afirma que ainda não era formalmente um quadro da organização. Mesmo assim, documentos de segurança passaram a registrá-lo como membro do movimento. Ele diz ter sido tratado como se pertencesse a uma organização armada, embora o MEP, segundo sua descrição, defendesse a luta política, e não a luta armada.  A prisão desorganizou sua vida. De volta a São Paulo, passou anos desempregado e acabou vivendo na periferia da Zona Leste da cidade, onde militou em comunidades eclesiais de base. Foi nesse período, segundo ele, que decidiu “radicalizar”. A mudança aparece em sua própria narrativa como uma reação ao ambiente político e às experiências acumuladas desde a infância: a prisão do pai, a perseguição aos tios, o estigma social imposto à família e, finalmente, a própria prisão e tortura. Acompanhou ao vivo e a cores as greves do ABC paulista no final dos anos de 1970 e o surgimento de Lula como líder sindical.  “Eu passei algum tempo (...) tão desorientado assim na época,  por causa da  prisão, que eu resolvi radicalizar”, relatou.  O episódio de 1977 acrescentou uma forte experiência pessoal à história que Henrique carregava desde os 11 anos. Ele relata que ficou horas no  pau  de arara, apanhou e depois foi levado a uma sala onde havia uma cadeira de tortura, uma tática psicológica para ameaçar os presos.   Perseguição contínua   Para Henrique, a história da família Neder não pode ser compreendida apenas pelas prisões dos três irmãos. Ele afirma, sem dúvidas, que houve uma perseguição planejada à família, acompanhada de segregação e estigmatização social.  A própria trajetória posterior reforçaria, para ele, essa percepção. Henrique afirma ter encontrado mais de 40 dossiês com seu nome no Arquivo Nacional e diz que seu monitoramento continuou mesmo depois da redemocratização.  A imagem de uma atmosfera pesada reforça a perseguição como um trauma que ultrapassa a geração dos irmãos Neder. A repressão moldou a infância, as escolhas políticas, a vida profissional e a relação dele com a própria cidade onde cresceu. Anos depois, já aposentado como professor em Uberlândia, ele diz ainda carregar a necessidade de compreender aquele passado. “Meus pais sofreram”, afirmou. E completou: “isso daí jogou uma nuvem escura na nossa vida”.    ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aad8d5a66c2c.png" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:30:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/politica/repressao-politica-aos-neder-em-ms-atingiu-familia-reputacao-e-destruiu-negocio</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/politica/repressao-politica-aos-neder-em-ms-atingiu-familia-reputacao-e-destruiu-negocio</guid><title><![CDATA[Repressão política aos Neder em MS atingiu família, reputação e destruiu negócio]]></title><description><![CDATA[   Um breve olhar na galeria das vítimas da ditadura mostra que, além de torturar, matar e sumir com corpos, o aparato militar estruturado a partir do golpe de 1964 reprimiu com crueldade as famílias de opositores. Em alguns casos, como os Petit e os Grabóis, na Guerrilha do Araguaia, nenhum deles escapou do extermínio premeditado. Em outros, como a ferrenha perseguição aos irmãos Neder, em Campo Grande, pessoas respeitadas na sociedade foram presas, humilhadas em público, estigmatizadas pelo preconceito ideológico anticomunista e sofreram pesadas perdas, que vão da marginalização social patrocinada por setores da elite rural alinhados ao regime militar, a prejuízos econômicos.  “Foi uma nuvem escura sobre nossa família”, disse ao  Campo Grande News  o economista Henrique Neder, filho do advogado, empresário rural e colonizador Renê Neder, preso com os irmãos Alberto e Humberto. Os três ficaram detidos no porão da antiga superintendência da NOB (Noroeste do Brasil), na esquina das avenidas Mato Grosso com Calógeras, que funcionou também, segundo o Comitê Memória, Verdade e Justiça do Estado, como centro de tortura clandestina na capital.   Alvos antes do golpe   Os irmãos Neder entraram na mira dos órgãos de repressão bem antes da eclosão do golpe, em 31 de março de 1964. Eles eram monitorados pela chamada Operação Tarrafa, que os listava como prioridade número 1 de prisão. Dos três, o médico Alberto Neder era quem tinha ligações documentadas com o PCB (Partido Comunista Brasileiro), embora praticamente toda a família fosse à época conhecida por suas posições políticas progressistas.  Nenhum dos perseguidos políticos perdeu tanto quanto o empresário Humberto Neder, que estava no auge de sua trajetória empresarial quando ela foi interrompida pela repressão. Ele acabaria vivendo por mais de uma década, entre 1975 e 1985, exilado no Paraguai para proteger a família dos riscos impostos pela ditadura no período agudo dos anos de chumbo, que terminou com 434 mortos e desaparecidos políticos no país.  Numa ofensiva que atingiu opositores também em seu patrimônio, a história de Humberto se confunde com a empresa de telefonia de Campo Grande, a Teleoeste (Companhia Telefônica Oeste do Brasil), empreendimento que levou as telecomunicações a uma região ainda marcada pelo isolamento e pela precariedade da infraestrutura. A história da família Neder está sendo resgatada pelo Ministério Público Federal no chamado Despacho Saneador 149/2026 e em uma Ação Civil Pública que pretende reconstituir graves violações em um universo de mais de mil casos de perseguição política no antigo Sul de Mato Grosso.  Se Alberto e Renê foram atingidos pela repressão em razão de suas trajetórias políticas, Humberto Neder aparece numa dimensão mais complexa da perseguição. Advogado, banqueiro, industrial e empresário, ele não aparece nos documentos militares com a mesma identificação política atribuída a Alberto, formalmente apontado como secretário político do PCB. Humberto foi enquadrado no Plano Tarrafa como “Prioridade 01 de Prisão”, com determinação de prisão preventiva imediata sob a acusação de “advocacia de fomento comunista”. O documento do Ministério Público Federal, porém, não o identifica como dirigente ou integrante do partido.  Antes de se tornar empresário e político, Humberto teve uma passagem pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), durante a Segunda Guerra Mundial. Seu período na Itália ficou registrado em um diário de campanha posteriormente publicado, material que também ajuda a iluminar uma fase pouco conhecida de sua formação. Segundo o ex-deputado, jornalista e pesquisador Sérgio Cruz, que reuniu documentos e escreveu sobre a trajetória de Humberto, a experiência italiana aparece associada a um ambiente político em que ele manteve contato com militantes comunistas, embora isso não seja suficiente para classificá-lo como integrante do partido.  Essa passagem pela guerra ajuda a compor um personagem cuja trajetória política não cabe numa identificação única. Décadas depois, Humberto apareceria nos arquivos da repressão como alvo prioritário de prisão, mas sua vida pública havia sido construída também no empreendedorismo, no trabalhismo e na expansão das comunicações, combinação que torna sua trajetória especialmente reveladora sobre os diferentes caminhos percorridos pelos perseguidos da ditadura.   O homem que levou o telefone ao interior   Humberto Neder está associado à criação da Companhia Telefônica de Campo Grande, inaugurada em 1957. O Senado Federal o registra como advogado, banqueiro e industrial e também como presidente do Sindicato das Empresas Telefônicas do Estado de São Paulo. Em 1963, poucos meses antes do golpe, chegou ao Senado por Mato Grosso como suplente de Filinto Müller, nome fortemente associado ao período repressivo da ditadura Vargas, exercendo o mandato pelo PTB entre 3 de maio e 13 de junho daquele ano.  Mas foi no empreendedorismo das telecomunicações que Humberto deixou uma marca que, segundo os relatos reunidos pelo Comitê Memória, Verdade e Justiça, ultrapassava os limites de Campo Grande. Dirigente da entidade, o advogado Lairson Palermo o descreve como pioneiro das comunicações no antigo Sul de Mato Grosso e afirma que Humberto investiu recursos próprios na construção da rede, ampliou linhas já existentes e chegou a construir milhares de quilômetros de linhas telefônicas.  A dimensão da empreitada ajuda a compreender o personagem. Naquele período, quando as empresas eram regionais, levar telefone para o interior significava enfrentar grandes distâncias e uma infraestrutura ainda precária. Cada nova linha representava não apenas um negócio, mas a expansão de uma rede de comunicação em uma região que começava a se integrar econômica e socialmente.  Palermo conta ter conhecido pessoalmente os depósitos da companhia, onde estavam armazenadas grandes bobinas de fios, e compara a atuação de Humberto à de pioneiros nacionais da comunicação, como Davi Nasser e Roquette-Pinto. A comparação revela o conceito de homem com visão de negócios que o empresário adquiriu na memória de pessoas próximas e do movimento que hoje procura recuperar a história dos perseguidos pela ditadura.     Prisão e perdas   O golpe de 1964 interrompeu essa trajetória. O Plano Tarrafa, elaborado para organizar a repressão, colocou Humberto entre os alvos prioritários de prisão, abrindo um processo contínuo de perseguição que se estendeu à família Neder. O despacho do MPF que resgata a documentação da repressão registra que Alberto, Renê e Humberto, por discordarem do regime de exceção, viraram alvos também de ações destinadas a destruir suas reputações. No caso de Humberto, as acusações de vínculo os partidos comunistas falsas, destinadas a justificar a repressão.  Segundo Palermo, Humberto foi preso em 1964, mas continuou, naquele primeiro momento, proprietário da companhia telefônica. A perda do negócio ocorreu posteriormente, quando o regime, sustentado pelo AI-5 (Ato Institucional número 5) mergulhou definitivamente na ditadura, intensificando a repressão. Ainda de acordo com esse relato, Humberto foi pressionado a fazer um acordo que preservasse seus negócios, mas recusou a negociação. A partir de então, começou a sofrer consequências econômicas.  Palermo afirma que no auge da perseguição, a Companhia Telefônica foi desapropriada, e seu patrimônio, incorporado à estrutura da Telebrás, em 1972. Na avaliação de um dos filhos do empresário, Humberto Neder Filho, no final houve uma compensação financeira pífia, equivalente a menos de 20% do que valia a companhia.  Essa é uma das principais questões ainda abertas na investigação, já que a reconstituição da história deve embasar pedidos de reparação política e também financeira. A afirmação sobre a desapropriação e a ausência de indenização adequada será confrontada com documentos patrimoniais, societários e administrativos.  No mesmo período, a ditadura apertava o controle sobre a sociedade e o setor de telefonia, que era estratégico para o monitoramento de adversários por meio de grampos telefônicos usados largamente pelo aparato policial-militar. Outras operadoras, em diferentes regiões, também foram estatizadas.   O senador que virou alvo   A trajetória política torna o caso ainda mais singular. Humberto havia chegado ao Senado pelo PTB e ocupado temporariamente a cadeira de Filinto Müller em 1963. Menos de um ano depois, aparecia na documentação repressiva como alvo prioritário de prisão, um sintoma claro de represália a sua vinculação política ao trabalhismo de João Goulart e Leonel Brizola. A distância entre essas duas situações sintetiza a ruptura provocada pelo golpe em sua vida pública.  O despacho da procuradora do MPF, Samara Dalloul, dá hoje dimensão documental a essa ruptura. Alberto, Renê e Humberto são listados numa narrativa familiar entre as vítimas nominadas no inquérito. A procuradora determinou a busca, junto ao Comando Militar do Oeste, de livros de registro de presos, fichas de entrada e saída e IPMs referentes aos três.  A história de Humberto, contudo, não termina com a prisão. Depois do exílio no Paraguai, ao retornar a Campo Grande com a família, oito anos  depois de  encerrada a ditadura militar de 21 anos, não encontraria o mesmo lugar que havia ocupado antes do golpe. Sua trajetória empresarial no Brasil estava interrompida, e ele se tornaria personagem singular na vida política e econômica do antigo Sul de Mato Grosso: um empresário ligado à expansão da infraestrutura de comunicação da região cuja história foi quase apagada no que  viria a ser  Mato Grosso do Sul.    ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aad88db457bd.png" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:30:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/miaunews/pelo-pela-casa-toda-veja-quando-a-queda-do-cachorro-e-fora-do-normal</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/miaunews/pelo-pela-casa-toda-veja-quando-a-queda-do-cachorro-e-fora-do-normal</guid><title><![CDATA[Pelo pela casa toda? Veja quando a queda do cachorro é fora do normal]]></title><description><![CDATA[   Encontrar pelos do cachorro no sofá, na roupa e até pela casa inteira pode fazer parte da rotina de quem tem um pet. Mas existe uma diferença importante entre a queda natural da pelagem e aquela que pode indicar que alguma coisa não vai bem.  Segundo o médico-veterinário Thiago Oliveira, os cães passam naturalmente por um ciclo de nascimento, crescimento e queda dos pelos. Por isso, uma certa quantidade de fios espalhados pela casa é esperada, especialmente em períodos de troca de pelagem.  A intensidade também varia conforme a raça e o tipo de pelo. Algumas raças soltam bastante pelo ao longo do ano, enquanto outras apresentam uma queda bem menor. Mudanças de estação também podem aumentar temporariamente a quantidade de fios perdidos.  “É preciso observar o padrão da queda. Quando ela acontece de maneira uniforme, sem alterações na pele e sem outros sintomas, geralmente faz parte do processo normal de renovação da pelagem”, explica Thiago.   Quando a queda é normal? -  Uma das principais pistas é justamente a aparência da pelagem. Se o cachorro continua com os pelos distribuídos de maneira uniforme, sem falhas aparentes, feridas ou irritações na pele, a queda pode ser apenas fisiológica.  A troca sazonal também pode deixar a casa mais cheia de pelos por um período. Fontes especializadas em cuidados com cães apontam que essa mudança pode acontecer principalmente nas transições entre as estações, quando a pelagem se adapta às novas temperaturas.  A raça também pesa nessa conta. "Cães como Golden Retriever, Labrador, Pastor Alemão e Chow Chow estão entre os que naturalmente deixam bastante pelo pela casa. Já raças como Poodle, Maltês e Yorkshire tendem a apresentar uma queda menor", destaca.   Quando é hora de acender o alerta? -  O problema começa quando a queda deixa de ser apenas uma  grande quantidade  de fios soltos e passa a vir acompanhada de alterações no corpo do animal.  Thiago Oliveira orienta atenção quando aparecem falhas na pelagem, áreas completamente sem pelo, coceira intensa, vermelhidão, descamação, feridas, inchaço, crostas, mau cheiro ou secreções.  Outro sinal importante é quando a perda fica concentrada em apenas uma região do corpo. Uma queda localizada, formando manchas ou áreas de rarefação, merece investigação veterinária.  “Quando o tutor percebe que o cachorro está perdendo pelo junto com alterações na pele ou coçando muito, já não devemos tratar simplesmente como uma troca de pelagem”, alerta o veterinário.   O que pode estar por trás da queda excessiva? -  Entre as possíveis causas estão parasitas, como pulgas, carrapatos e ácaros, além de alergias, infecções, deficiência nutricional, estresse e alterações hormonais. Problemas como hipotireoidismo e síndrome de Cushing, por exemplo, também podem provocar queda excessiva.  A alimentação também entra na lista. Uma dieta inadequada pode levar à deficiência de nutrientes importantes para a manutenção da pele e dos pelos. Nesse caso, a pelagem pode ficar opaca, fraca ou áspera, além da queda acontecer de forma mais generalizada.  Por isso, a orientação é não tentar resolver uma queda anormal apenas com vitaminas ou produtos para a pelagem. Primeiro é necessário descobrir o que está provocando o problema.   Escovar ajuda? -  Quando a queda é natural, a escovação pode ajudar bastante a controlar a quantidade de pelos espalhados pela casa. O procedimento remove os fios mortos e também ajuda a evitar a formação de nós, especialmente em cães com pelagem mais longa.  Manter a higiene em dia e oferecer alimentação adequada também contribui para a saúde da pele e da pelagem. Mas, se houver coceira, feridas, falhas ou qualquer outra alteração, o caminho é procurar um médico-veterinário.  Acompanhe o  Lado B  no Instagram  @ladobcgoficial ,  Facebook  e  Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp  (67) 99669-9563 (chame aqui) .  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  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Ao volante está Charles Kettenhuber, de 46 anos, que há dois anos trabalha buscando e levando animais de estimação para os tutores.   A “UberDog” sobre rodas chama tanta atenção por onde passa que fisgou até a equipe do Campo Grande News, que encontrou a Kombi por acaso durante uma passagem pela rua.   Mas quem vê Charles transformando a Kombi em uma “limousine” para animais de estimação talvez não imagine que, antes dos cachorros ocuparem os bancos, quem viajava com ele eram humanos. Motorista de aplicativo, ele fazia corridas convencionais até que um pedido inesperado de um veterinário mudou o rumo do trabalho.  Apaixonado por animais, Charles recebeu uma ligação da clínica onde levava os próprios cachorros. O veterinário precisava transportar um cachorro com urgência e não encontrava quem fizesse o serviço. Perguntou se ele toparia. Charles aceitou, mesmo sem saber sequer quanto cobrar. “Eu transportava pessoas. Pet eu nunca tinha carregado”, lembra.  A primeira viagem deu certo. Depois veio uma segunda e, principalmente, o retorno dos tutores. Segundo Charles, o veterinário contou que os clientes haviam elogiado a maneira como ele tratava os animais e sugeriu que deixasse cartões na clínica para receber novas indicações.    No começo, apareciam poucos chamados, enquanto Charles continuava trabalhando como motorista de aplicativo. Aos poucos, porém, as indicações aumentaram e o transporte de pets deixou de ser um serviço ocasional para virar o trabalho principal. Hoje, ele afirma que a procura já supera sua capacidade de atendimento. “Eu dispenso mais quatro, seis pessoas por dia. Não consigo atender todo mundo e o foco ficou apenas nos animal”.  O transporte abriu caminho para Charles ampliar o negócio e passar de um carro simples para uma Kombi e criar também um hotel para cães, ideia que já cultivava havia algum tempo e ganhou força com o incentivo da esposa.  A confiança conquistada entre tutores e clínicas veterinárias ajudou, mas ele conta que encarou a novidade com ainda mais responsabilidade. “O transporte é muito sério. E o hotelzinho é mais sério ainda. Você vai ficar com o filho de uma pessoa”, afirma.    Uma das primeiras hóspedes foi Nina, cachorrinha de uma cliente que viajaria por cerca de 20 dias e já confiava em Charles  por causa do  transporte. Depois dela, outros clientes passaram a procurar a hospedagem. No local, a proposta é não usar baias: os cães ficam soltos, convivem entre si e acompanham a rotina da casa. “Aqui não tem baia. Aqui os cachorros ficam todos soltos, um perto do outro. Eles ficam lá na sala com a gente”.   Upgrade -  A Kombi surgiu como um desejo antigo de Charles, mas encontrar o modelo que queria não foi tarefa fácil. Ele procurava uma 2013 e se assustou com os preços e o estado dos veículos disponíveis.   “O pessoal estava pedindo R$ 60 mil numa Kombi e você ia gastar mais R$ 60 mil para arrumar”, conta. Foi quando pediu ajuda ao amigo Fabrício, apaixonado por carros e integrante de grupos de negociação. “Ele falou: ‘Charles, eu vou achar uma Kombi para você’. Aí começou a procurar e um dia disse: ‘Achei uma Kombi top para você’.”  Quando encontrou o veículo, porém, ele ainda estava bem diferente da versão que hoje circula por Campo Grande. “Ela não era assim. A roda era preta, estava toda adesivada de azul, o insulfilm era azul e a cortina era azul”, lembra. Depois da compra, Charles começou a transformação que deu à Kombi a identidade pet e a estrutura usada atualmente para transportar os animais.    Com a Kombi nas mãos, Charles começou a transformação. Antes de mexer no veículo, chegou a usar inteligência artificial para visualizar como ele ficaria com a identidade do negócio. Depois, colocou a ideia em prática: pintou o teto e os para-choques, reformou as rodas para deixá-las vermelhas, rebaixou o veículo e instalou película da mesma cor.   “Eu queria deixar ela com a cara do Pet Móvel”, conta. Para completar, vieram as cortinas estampadas com cachorrinhos. “Tinha que ser uma cortina que fosse a cara do Pet Móvel. A Amanda achou o tecido e tinha a medida certinha para fazer as cortinas. Não deu nem mais, nem menos. Eu falei: ‘Era para ser mesmo’.”  O resultado transformou a Kombi em atração por onde passa. Charles conta que recebe buzinas, elogios e olhares de crianças, adultos e idosos enquanto circula pela cidade.   “Você sai com ela e o pessoal pira. Tem gente que para no sinaleiro e fala: ‘Cara, que linda essa Kombi, parabéns’.” Além dos passageiros humanos que podem ocupar a parte da frente, a principal carga agora tem 4 patas. Segundo Charles, em um dia comum, ele transporta, em média, 7 cães. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aadbd7c9922f.jpeg" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:16:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/lado-b/diversao/homenagem-a-bisavo-de-98-anos-vira-nova-feira-em-campo-grande</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/lado-b/diversao/homenagem-a-bisavo-de-98-anos-vira-nova-feira-em-campo-grande</guid><title><![CDATA[Homenagem à bisavó de 98 anos vira nova feira em Campo Grande]]></title><description><![CDATA[     Aos 98 anos, dona Rita ainda tem força para voltar à feira e até tomar sua cervejinha. Foi justamente a história dela, que passou décadas atrás de uma barraca vendendo roupas e calçados para sustentar a família, que inspirou a criação da mais nova feira criativa de Campo Grande. A Oh Barakah estreou na noite desta sexta-feira (18), na Praça da Mandioca, no bairro Chácara Cachoeira.  A feira nasceu como uma homenagem da bisneta, mas acabou virando um projeto para reunir outros pequenos empreendedores. A responsável pela ideia é Milene Pereira Machado, bisneta de Rita.  “Eu cresci ouvindo as histórias da família sobre os tempos em que minha bisavó trabalhava como feirante. Ela criou 13 filhos e formou os 13 filhos vivendo de feira”, conta Milene.    Rita começou na atividade por volta de 1960, quando ainda havia comércio no antigo Mercadão e na Avenida Mato Grosso. Na barraca, a veterana vendia roupas e calçados. O trabalho acontecia aos fins de semana e era uma das principais fontes de renda da família.   “Eu levava meus filhos e eles dormiam embaixo da barraca. Eu tenho dois filhos homens, cada um dormia uma noite pra não ter que ficar desmontando e montando de novo”, lembra Rita.  Ela própria recorda que o dinheiro das vendas servia para manter a casa. “Sustentava a família. Pagava toda a despesa da casa”, destaca a idosa que segue lúcida apesar da idade avançada.    Mesmo  depois de  tantos anos, a relação com a feira continuou viva. Recentemente, Rita precisou ser internada e, durante esse período, Milene prometeu que quando a bisavó saísse do hospital, iria levá-la novamente a uma feira para relembrar os tempos de trabalho.  A promessa acabou se transformando em algo maior. “Eu pensei: ‘Por que não criar uma feira enquanto ela está aqui para ver isso?’”, conta Milene.  Assim nasceu a Oh Barakah. O nome vem do árabe e significa bênção, prosperidade e abundância. A proposta é reunir produtos e trabalhos de diferentes áreas em um mesmo espaço.    Na primeira edição, a feira reuniu cerca de 180 expositores, divididos em seis setores. Tem comida preparada na hora, alimentos, artesanato, decoração, crochê e até produtos feitos em impressão 3D.   “A feira não é só minha, é de todo mundo. Porque sem essas pessoas que estão aqui, nada disso seria possível”, afirma.  E quem inspirou tudo isso fez questão de conferir a estreia. Aos 98 anos, Rita chegou de cadeira de rodas, já que hoje não consegue mais caminhar, mas não perdeu a disposição. Ao rever o ambiente, ela avisou que pretende voltar. “Semana que vem eu estou aqui na feira. Vocês vão me ver aqui”, brincou.    Rita também não escondeu a emoção com a homenagem. “É  muito bom . Acho que eu não merecia isso não”, afirmou.  Para quem está começando agora, a antiga feirante deixou um conselho simples, baseado em uma vida inteira de trabalho: “Que trabalhe e trabalhe com honestidade”, aconselhou.  A Oh Barakah será realizada toda sexta-feira do mês, das 17h às 22h, na Praça da Mandioca, na Rua Jeribá, 1052, no Bairro Chácara Cachoeira.    Acompanhe o  Lado B  no Instagram  @ladobcgoficial ,  Facebook  e  Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp  (67) 99669-9563 (chame aqui) .  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats.  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Agora, parte importante do setor enfrenta o outro lado dessa história: dívidas bilionárias, margens estreitas e dificuldade crescente para pagar os financiamentos contraídos nos tempos de bonança.  Em junho, a inadimplência no campo chegou a R$ 48 bilhões. O valor representa crescimento de 2.300% em relação aos R$ 2 bilhões registrados cinco anos antes e expõe a pior crise de endividamento do agronegócio em mais de duas décadas.  Não existe uma única causa. O que sufoca o produtor é uma tempestade perfeita, na definição da senadora Tereza Cristina, formada pela queda dos preços das commodities, aumento dos custos de produção, juros elevados, oscilações cambiais, secas, enchentes e redução da proteção oferecida pelo seguro rural.  A origem do problema está, em parte, no período de prosperidade iniciado em 2020. Os preços da soja, do milho e do gado dispararam, enquanto os custos ainda estavam em patamares mais baixos. Com a taxa básica de juros em 2% ao ano, o crédito era barato e incentivava investimentos em máquinas, terras, armazenagem e ampliação da produção.  O cenário parecia favorável e muitos produtores assumiram financiamentos contando com a manutenção dos preços elevados. Mas a conta foi feita com base em uma realidade que não durou.  A partir de meados de 2023, as commodities agrícolas entraram em um ciclo de baixa. A soja foi um dos exemplos mais claros dessa mudança. Em Mato Grosso, a saca de 60 quilos chegou a superar R$ 190 no pico de março de 2022. Em menos de dois anos, caiu para cerca de R$ 105. Em agosto deste ano, ainda era negociada abaixo de R$ 130, segundo dados da Agrolink.  Enquanto o valor recebido pelo produtor diminuía, os custos permaneciam elevados. Os fertilizantes ficaram mais caros, principalmente após a guerra na Ucrânia, que desorganizou o mercado internacional e pressionou a oferta de insumos. As oscilações do dólar também pesaram. O câmbio mais alto pode favorecer as exportações, mas encarece fertilizantes, defensivos, máquinas e outros produtos cotados em moeda estrangeira.  A crise climática completou o estrago. Secas prolongadas reduziram a produtividade em algumas regiões, enquanto enchentes destruíram lavouras, pastagens, estradas e estruturas de armazenamento em outras. O produtor passou a colher menos justamente quando precisava produzir mais para compensar a queda dos preços.  Ao mesmo tempo, diminuiu o percentual de produtores protegidos por algum tipo de seguro. Sem cobertura suficiente, o prejuízo provocado pelo clima não é dividido. Fica concentrado nas mãos de quem produz, que perde a safra, mas continua obrigado a pagar o banco, os fornecedores e os trabalhadores.  Quando os empréstimos começaram a vencer, a margem de lucro já havia desaparecido. E a taxa Selic, que estava em 2% em 2020, chegou a 15% em 2025. O crédito barato que estimulou investimentos virou uma dívida cara, difícil de renegociar e ainda mais pesada a cada novo vencimento.  É preciso evitar dois erros. O primeiro é tratar todo produtor endividado como mau administrador. Muitos foram atingidos por fatores que não controlam, especialmente o clima, os juros e os preços internacionais. O segundo é transformar qualquer renegociação em socorro indiscriminado, pago pela sociedade, inclusive para quem assumiu riscos exagerados durante os anos de lucro fácil.  O país precisa de critérios claros para renegociar dívidas, ampliar o seguro rural e melhorar os instrumentos de proteção contra perdas climáticas e oscilações de mercado. Crédito é necessário, mas não pode ser a única resposta. Empurrar vencimentos sem corrigir as causas apenas transfere a crise para a próxima safra.  O agronegócio continua essencial para a economia brasileira e tem peso ainda maior em estados como Mato Grosso do Sul. Justamente por isso, sua crise não pode ser escondida por slogans. O campo produz riqueza, empregos e alimentos, mas também está sujeito a riscos. Quando o seguro encolhe, o clima castiga, os preços caem e os juros sobem, nem mesmo um setor poderoso consegue colher prosperidade onde plantou dívida. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/15/6aa9c8dae2d9d.jpg" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:05:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/podcast/na-integra/lucien-rezende-defende-estado-mais-presente-e-revisao-de-beneficios-fiscais</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/podcast/na-integra/lucien-rezende-defende-estado-mais-presente-e-revisao-de-beneficios-fiscais</guid><title><![CDATA[Lucien Rezende defende Estado mais presente e revisão de benefícios fiscais]]></title><description><![CDATA[       O produtor rural Lucien Rezende, de 62 anos, é o candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) ao Governo de Mato Grosso do Sul. Natural de Campo Grande, ele defendeu mudanças na política de incentivos fiscais, ampliação dos serviços públicos e maior investimento em educação, saúde, segurança e apoio aos pequenos produtores.  Lucien participou do  Frente a Frente , rodada de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado nas eleições de 2026. A iniciativa reúne  Campo Grande News , SBT/MS, TV Guanandi, A Crítica, JD1 Notícias e Correio do Estado.  A sabatina foi mediada pelo jornalista Alexandre Giachetto e contou com perguntas de Daniel Pedra, Maristela Brunetto, Marcos Anelo, Nathalia Pelzl, Carlos Guilherme e Edir Viegas. Confira a entrevista:   Alexandre Giachetto -  Por que o senhor deseja ser governador de Mato Grosso do Sul?   Lucien Rezende -  Primeiramente, quero agradecer pelo convite e dizer que hoje é o dia em que se comemora a democracia. É dentro dessa democracia que colocamos a nossa candidatura para fazer esse debate sobre o Governo do Estado. Queremos governar Mato Grosso do Sul para mudar a lógica existente hoje, na qual são concedidos muitos privilégios aos ricos e há muito pouco a oferecer na área social. Queremos fazer o debate para construir um governo mais humanizado, mais próximo do povo e que atenda melhor às demandas sociais.   Arrecadação e finanças públicas    Daniel Pedra,  do Correio do Estado - O senhor defende uma presença maior do Estado e a ampliação dos serviços públicos. Como financiaria esse aumento de despesas em Mato Grosso do Sul, caso seja eleito?   Lucien Rezende -  É uma boa pergunta. Vivemos um momento em que o próprio governo afirma que o orçamento não é suficiente. O que estamos vendo é apenas o custeio do Estado. Não encontramos obras que causem impacto ou deixem um legado.  A única obra que vemos é a ponte sobre o Rio Paraguai, que, aliás, é feita pelo Governo Federal. Isso mostra a situação das finanças.  Para melhorar, temos que discutir seriamente as isenções fiscais concedidas aos ricos. Eram R$ 8 bilhões e agora já estão chegando a R$ 12 bilhões. Se esse governo continuar, chegarão a R$ 16 bilhões em isenções.  Acredito que muitas dessas empresas não precisam de incentivos fiscais. São multinacionais. Vou dar o exemplo da empresa de celulose que foi para Ribas do Rio Pardo. O setor de papel e celulose faz planejamento. Se a projeção indica que faltará papel no mundo daqui a dois ou três anos, constroem outra fábrica.  De qualquer forma, essa fábrica viria para Mato Grosso do Sul. Viria porque Ribas do Rio Pardo tem terras propícias para a plantação de eucalipto e terras baratas. Era um conjunto de fatores que já atraía a empresa.  Conceder incentivos dessa natureza e nesse volume, dos quais até o município deixa de arrecadar, é um crime contra o Estado diante das demandas sociais que temos. Estamos percorrendo Mato Grosso do Sul e vendo as reclamações das pessoas. A riqueza produzida no Estado não está chegando à ponta, onde as pessoas vivem e onde realmente acontece a vida do sul-mato-grossense.   Daniel Pedra -  E os benefícios fiscais concedidos às empresas de papel e celulose?   Lucien Rezende -  Acredito que esses benefícios precisam ser revistos, porque tem que existir contrapartida. Agora, a contrapartida não pode ser o governante voar em um jatinho de luxo da JBS. Você concede um benefício à empresa e, em contrapartida, usa um jatinho dela para viajar. Isso é falta de ética, é imoral.  As contrapartidas precisam estar relacionadas às questões sociais, para atender à população em alguma demanda, como saúde e educação. Não estamos vendo isso. Eu gostaria de ver as contrapartidas, porque participei recentemente de um processo em Ribas do Rio Pardo e a contrapartida é praticamente zero.   Maristela Brunetto, do Campo Grande News -  O senhor contou que sua experiência no Poder Executivo ocorreu como secretário em Ribas do Rio Pardo. Sem subestimar essa experiência, trata-se de uma cidade pequena. Assumir um Estado, com um orçamento infinitamente maior, representa um desafio também muito maior. Como o senhor imagina administrar esse orçamento? O senhor recebe apoio de lideranças nacionais do PSOL para estudar o orçamento e a distribuição da arrecadação, considerando que o custeio e a folha de pagamento absorvem praticamente tudo o que é arrecadado?   Lucien Rezende -  Não é difícil, Maristela, porque toda secretaria municipal ou estadual tem um corpo de funcionários públicos de carreira espetacular. São eles que conduzem a parte burocrática.  O gestor que assume politicamente é quem dará o tom da política. Ele decidirá se será uma política para atender aos ricos, como faz o governo atual, ou para atender à área social e à grande parcela de pessoas vulneráveis que existe no Estado.  Com o corpo de funcionários públicos que temos em Mato Grosso do Sul, com bons servidores em todas as secretarias, não é muito difícil administrar.  Difícil é administrar uma farmácia ou uma pequena loja na periferia. Esses comerciantes enfrentam concorrência e pagam os impostos até antecipadamente. Isso, sim, considero difícil de administrar.  No Estado, existe todo um corpo de servidores e ainda é possível convocar pessoas com experiência para ocupar cargos comissionados e participar do processo. Portanto, não vejo dificuldade para administrar.        Meio ambiente e sustentabilidade    Edir Viegas , do JD1 Notícias - O senhor defende maior fiscalização das mineradoras na região de Corumbá, mas não estabelece quais impactos seriam considerados inaceitáveis. Seu governo estaria disposto a suspender ou impedir a expansão de uma atividade minerária se estudos apontassem risco relevante para o Pantanal ou para os recursos hídricos?   Lucien Rezende  - Acompanhamos essa situação. Nos últimos anos, com o aumento do preço do ferro e do aço, vemos a BR-262 impactada por centenas de carretas transportando minério de Corumbá.  Temos conversado muito com companheiros de Corumbá, que fazem alertas sobre isso. Acredito que ninguém tenha visto fiscalização nessas mineradoras. Suspeitamos que existam muitas questões que precisam ser tratadas com transparência e apresentadas à população.  Se houver alguma situação envolvendo o meio ambiente que possa provocar algo semelhante ao que ocorreu em Minas Gerais, em Brumadinho e Mariana, não tenho dúvida de que será necessário suspender a atividade.  Se algo semelhante acontecer ali, poderá comprometer todo o Rio Paraguai e o sistema ambiental do Pantanal. Portanto, se for necessário suspender uma atividade para fazer uma revisão, isso terá que ser feito.  Sem o meio ambiente e sem essa beleza que temos, que é o Pantanal, não podemos focar apenas na riqueza e nos recursos financeiros enquanto a degradação ambiental avança.  É o que está sendo feito no Alto Taquari. Passei por lá recentemente e estão colocando máquinas até na beira do rio para plantar. Quem conhece a região sabe que, de Coxim para baixo, o rio está assoreado até chegar ao Rio Paraguai.  Isso é um crime que poucos denunciam. Em nome dos recursos, do progresso ou da produção, a situação está passando despercebida e muitas pessoas estão passando pano. Mas a realidade é séria e virá à tona. Não há como esconder porque a própria natureza mostrará o que está acontecendo.   Edir Viegas -  Mesmo que fosse contra um empreendimento que gera empregos, o senhor suspenderia a atividade? Caso suspendesse, de que forma enfrentaria o desemprego até que a situação ambiental fosse resolvida?   Lucien Rezende -  É o que acabei de dizer. Não podemos penalizar o meio ambiente em nome do lucro ou da produção, geralmente para proteger grandes empresários.  Sem dúvida, os trabalhadores seriam amparados e teriam proteção. Porém, não podemos, em hipótese alguma, permitir que a degradação ambiental continue avançando da forma como ocorre atualmente.  Quando eu era mais jovem, não víamos incêndios com tanta frequência no Pantanal. Hoje, percebemos que muitos desses incêndios são criminosos. Portanto, é um conjunto de fatores. Temos o fogo, as usinas que existem na região e outras atividades. Precisamos estar muito atentos a tudo isso.   Marcos Anelo , do SBT/MS - O senhor mencionou o assoreamento. Talvez o caso mais grave seja o do Rio Taquari. O que faria para resolver o problema?  Lucien Rezende: Existem estudos propondo a retirada do material que foi depositado dentro do rio pelas atividades produtivas, como terra e sedimentos.  Acredito que é necessário fazer um levantamento. Temos hoje uma atuação  muito boa  da PMA (Polícia Militar Ambiental). Ela trabalha e fiscaliza, mas, quando a fiscalização se transforma em valores e multas, não vejo essas penalidades serem efetivamente cobradas. Sempre aparece um padrinho político ou alguém para passar pano, e a multa não é paga.  Também precisamos valorizar o trabalho da PMA. Os policiais fazem a fiscalização, mas precisamos reunir especialistas na área ambiental para levantar as medidas necessárias para resolver o assoreamento.  Não tenho dúvida de que alguma coisa precisa começar a ser feita. A distância do Alto Taquari até o encontro com o Rio Coxim é muito grande, mas precisamos iniciar os estudos e apresentar soluções. Acredito que seria importante ter uma parceria com o Governo Federal para resolver o problema.   Educação    Carlos Guilherme , de A Crítica - Ao longo de sua trajetória e nas últimas entrevistas, o senhor afirmou que pretende valorizar os professores e realizar mais concursos. A maioria dos professores da Rede Estadual de Ensino é formada por temporários. O que faria de diferente? Essa situação é resultado da falta de prioridade política ou o governo se acomodou com a realidade atual?   Lucien Rezende -  Muitas coisas estão se tornando normais em Mato Grosso do Sul. O feminicídio está sendo normalizado. Quando se fala em corrupção, as pessoas também estão se acostumando com a situação. Entendemos que precisamos fazer diferente.  Na educação, foi prometida a equiparação salarial. Todos os profissionais da educação sabem que isso foi prometido, mas não aconteceu. Agora, novamente, não haverá acordo para contemplar os profissionais com essa equiparação.  A diferença é muito grande. Um professor efetivo ganha em torno de R$ 11 mil a R$ 12 mil, enquanto o professor temporário recebe a metade. Isso não é justo.  Vou além. Não são apenas os professores. Os servidores administrativos também ganham mal. E ainda nem estou falando sobre os alunos. Basta observar o Ideb para verificar a situação de Mato Grosso do Sul. O resultado é ruim, e isso faz parte de todo um conjunto.  A população precisa começar a analisar as promessas feitas pelo governo e verificar se foram cumpridas. Na educação, no que diz respeito aos professores, a promessa não foi cumprida e não será.  Em nosso governo, queremos fazer a equiparação salarial e realizar concursos públicos, para que todos possam ter os mesmos direitos dentro da educação e as condições que o Estado pode oferecer. Não é justo tratar de forma diferente profissionais que realizam o mesmo trabalho.   Carlos Guilherme -  O senhor pertence a um partido de esquerda. Um governo de esquerda pode aumentar os salários e manter uma rede com essas características sem prejudicar os alunos e os professores efetivos?   Lucien Rezende -  Se você equiparar os salários, não estará prejudicando o professor efetivo. Parabéns ao efetivo, que fez o concurso e foi aprovado.  Acredito que equiparar os salários é ser justo com quem trabalha e ministra a mesma quantidade de aulas. Tanto o professor efetivo quanto o contratado trabalham. Não vejo disparidade nisso.  O que vejo é falta de vontade política para melhorar o salário de quem ensina e oferecer uma educação de qualidade, para podermos avançar no Ideb.  Tudo passa pela educação. Se você não valoriza a educação e o profissional que está ali, chegamos à situação atual. Temos muita violência e agressões. Principalmente a questão do feminicídio passa pela educação. Portanto, acredito que todos os profissionais da educação precisam ser valorizados.   Nathalia Pelzl , da TV Guanandi - O senhor defende a ampliação das escolas em período integral. Como pretende garantir que os alunos tenham atividades permanentes nesse período adicional e que esse tempo contribua efetivamente para a formação, em vez de representar apenas mais horas dentro da escola? Como viabilizaria investimentos, recursos, tecnologia e profissionais diante do impacto na folha de pagamento do Estado?   Lucien Rezende -  Há cerca de 20 anos começamos a fazer esse debate e a apresentar a proposta de educação em período integral. A direita e a extrema direita sempre afirmaram que isso seria inviável devido ao custo.  Hoje, já vemos um candidato ao Senado ligado ao governo defendendo a educação em período integral em sua propaganda eleitoral. Portanto, eles já perceberam que é possível e que existem condições para fazer. Mas não queremos isso em meia dúzia de escolas. Pensamos em implantar em todas.  Morei nos Estados Unidos e pude acompanhar a rotina de crianças que saíam de casa por volta das 7h ou 8h e voltavam às 16h30 ou 17h, alimentadas e após terem realizado atividades escolares.  Não vejo isso como gasto. Vejo como investimento. Investir em educação é levar cultura, esporte e uma grade adicional de atividades.   Saúde         Nathalia Pelzl -  Uma de suas propostas é o programa Saúde em Casa. Na sua visão, qual problema da saúde pública de Mato Grosso do Sul esse modelo conseguiria resolver que não poderia ser enfrentado por meio do fortalecimento da estrutura que já existe?   Lucien Rezende -  Foi prometida a regionalização da saúde, mas ela não foi cumprida. Assim como ocorreu na educação, o atual governo não cumpriu a promessa de regionalização.  Estamos percorrendo o Estado e conversando com as pessoas. Vemos a dificuldade de acesso e as reclamações pela falta de atendimento, inclusive de alta complexidade, nos municípios.  Imagine uma pessoa sair de Miranda e viajar em uma ambulância até Campo Grande. Acredito que a regionalização é o primeiro passo para chegar ao outro modelo que pretendemos implantar.  Não é um projeto novo. Podemos aproveitar uma experiência que já funcionou. O programa foi implantado pelo governador Eduardo Campos, em Pernambuco, e teve um resultado ótimo naquele estado.  Acredito que levar o atendimento de saúde para dentro de casa, principalmente para as pessoas com mais de 60 anos, que já são quase 400 mil em Mato Grosso do Sul, ajudaria a desafogar os postos.  Também reduziria o impacto no transporte coletivo. Hoje, a pessoa precisa sair de casa e ir ao posto de saúde de ônibus, carro ou outro meio de transporte.  Com o atendimento em casa, conseguiríamos diminuir o fluxo nos hospitais e nas unidades de saúde. É um conjunto de ações. A regionalização precisa sair do papel para podermos também implantar o Saúde em Casa e atender essa população.   Nathalia Pelzl -  Como o senhor pretende implantar o programa sem retirar profissionais das unidades de saúde, que muitas vezes já enfrentam superlotação?   Lucien Rezende -  Como disse no início, é necessário fazer parcerias políticas. Hoje vemos muitos prefeitos sendo atendidos por meio de parcerias eleitorais, e não políticas.  Com o Governo Federal não é diferente. Independentemente de quem seja o presidente, é preciso manter diálogo para construir parcerias políticas.  Temos um programa maravilhoso, que é o Mais Médicos. É possível utilizar esse programa, contratar mais profissionais e fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde), que é o melhor sistema de saúde existente.  Existem várias medidas que podem ser adotadas para chegar a esse modelo de atendimento. Se Pernambuco fez, por que Mato Grosso do Sul não pode fazer?   Daniel Pedra -  Com quais recursos o senhor faria isso?   Lucien Rezende -  Com os recursos que já existem. Acredito que o que está faltando é gestão.  Vou dar um exemplo. Um prefeito do interior perde a eleição e, no dia seguinte, é nomeado na Governadoria, ganhando R$ 25 mil, R$ 30 mil ou R$ 35 mil por mês. E não é apenas um.  Se o governador chamar hoje todos os comissionados para comparecer à Governadoria, eles não caberão no prédio. Parecerá que está ocorrendo uma manifestação ou uma confusão.  Só nisso, muito dinheiro vai para o ralo. Tenho certeza de que, em sua fazenda, para tirar leite, o governador não contrataria três pessoas. Contrataria uma. Mas, como o dinheiro é público, meu, seu e de todos, são contratadas centenas de pessoas com salários altíssimos.  Esse já é um recurso que poderíamos utilizar para ajudar não apenas a saúde, mas outras áreas que estão deficitárias no Estado.   Segurança pública    Marcos Anelo -  “Não viaje” é uma orientação do governo norte-americano para uma faixa de 150 quilômetros na fronteira com Paraguai e Bolívia, em Mato Grosso do Sul. A frase está sendo repercutida por veículos de imprensa devido à atuação de facções criminosas nessa região. O senhor concorda com esse alerta?   Lucien Rezende -  Não concordo nesses termos, vindo dos Estados Unidos. Mas precisamos cuidar da nossa fronteira, que é extensa.  Isso precisa ser feito com inteligência, aplicação de recursos e mais equipamentos para os nossos policiais. Diga-se de passagem, temos excelentes policiais civis e militares em Mato Grosso do Sul. Isso não significa que o gestor seja bom. Os policiais são bons por natureza.  Acredito que precisamos investir mais. Atualmente, existem recursos de inteligência e drones que podem ser utilizados para auxiliar os policiais na fiscalização e no combate ao crime organizado.  Nosso Estado ocupa, pelo terceiro ano, a 15ª posição na área de segurança em nível nacional. O resultado é fraco. Precisamos melhorar, investir mais e buscar equipamentos e estrutura de trabalho para os profissionais da segurança.  Não adianta ficar apenas no discurso e apresentar números na televisão. O Governo do Estado é profissional em apresentar números, mas esses dados não chegam à ponta. Quando verificamos a realidade, aquilo que é anunciado não existe.  Precisamos sair do papel e do discurso e investir de verdade na segurança. Do jeito que está, a posição de Mato Grosso do Sul poderá piorar.  As facções não param de crescer nem de agir. Precisamos agir rapidamente enquanto ainda há tempo.   Marcos Anelo -  São 45 municípios total ou parcialmente localizados na região de fronteira. São 1,5 mil quilômetros de fronteira, sendo 700 quilômetros de fronteira seca. Em quais municípios o senhor agiria mais rapidamente?   Lucien Rezende -  Acredito que o maior fluxo esteja em Ponta Porã, Amambai e naquela região que vai até Mundo Novo. É onde vemos uma presença maior do tráfico de drogas e uma situação mais pesada.  Existem outros municípios em que a situação não é tão perigosa. A própria polícia sabe quais são os locais mais críticos e já realiza o monitoramento.  A partir desses estudos e do conhecimento dos profissionais, podemos identificar o que precisa ser melhorado. Não tenho dúvida de que precisamos investir mais em equipamentos e inteligência. Isso é fundamental.   Carlos Guilherme -  Quando se fala no PSOL e na história política de Mato Grosso do Sul e do Brasil, existe uma relação de amor e ódio por parte de alguns eleitores e até de profissionais da segurança pública. No senso comum, muitos dizem que o PSOL e outros partidos de esquerda costumam “passar a mão na cabeça de criminosos”. Como o senhor analisa essa afirmação? Qual seria o papel de um governador do PSOL diante dos problemas de segurança na fronteira?   Lucien Rezende -  Acredito que isso seja folclore. Não se deve passar a mão na cabeça de pessoas que cometem atos errados e prejudicam a população.  A polícia precisa agir com rigor, dentro da lei e da democracia, respeitando os direitos humanos. Isso é importante.  Mas não podemos ignorar que somente quem está na linha de frente enfrenta a tensão de realizar esse trabalho e consegue avaliar determinadas situações.  Acredito que precisa ser um trabalho sério, respeitoso e sempre atento à defesa da população.   Desenvolvimento econômico, tecnologia e inovação    Maristela Brunetto -  O senhor menciona em seu plano de governo que o Estado recebeu grandes fábricas, mas ainda apresenta muita desigualdade. Qual seria o modelo de desenvolvimento ideal? Seria necessário distribuir projetos em outras cidades, especialmente naquelas que possuem poucas iniciativas geradoras de emprego? Qual é a sua perspectiva de desenvolvimento econômico para Mato Grosso do Sul?   Lucien Rezende -  Quando falamos em desenvolvimento econômico, também precisamos falar em infraestrutura.  Desde 2010, já se dizia que grandes fábricas de celulose seriam instaladas em Mato Grosso do Sul. O governo que estava no poder teve tempo para fazer um planejamento e, pelo menos, duplicar a BR-262. Isso não foi feito.  As fábricas chegaram, foram construídas e já estão em operação, mas a BR-262 está completamente impactada. Isso mostra que não houve planejamento.  Também estamos discutindo a Rota Bioceânica. Mato Grosso do Sul será um corredor dessa rota, mas não vemos, do lado brasileiro, qualquer planejamento do Estado sobre a logística necessária para atender esse corredor e atrair empresas de fora, principalmente as ligadas à tecnologia.  Santa Catarina, por exemplo, é um estado extremamente tecnológico e possui um campo maravilhoso nessa área. Em Mato Grosso do Sul, não estamos vendo isso.  Temos estradas vicinais e pontes que, em pleno ano de 2026, ainda são feitas de madeira. Basta chover  para que sejam  levadas pela água. Não sou eu quem está dizendo. Toda a imprensa noticia isso. Aconteceu recentemente em Corguinho, Rochedo e agora em Anhanduí.  Temos um imposto pago especificamente para atender às estradas vicinais e às pontes. É um imposto que gera uma arrecadação significativa. Quando uma pessoa vende algumas cabeças de gado, o valor já é descontado.  Portanto, existem recursos para aplicar, melhorar a infraestrutura e atrair grandes empresas. Como atrairemos empresas se não temos infraestrutura nem planejamento? Quando há planejamento, são criadas oportunidades. Não estamos vendo isso.  Mato Grosso do Sul é um Estado maravilhoso e rico, mas não está sendo contemplado com planejamento.   Maristela Brunetto -  O que o Estado poderia induzir? O senhor contou que é pequeno produtor. O poder público poderia incentivar setores que dessem mais autonomia aos pequenos produtores de gado e alimentos e movimentassem a economia local, reduzindo a dependência das grandes fábricas?   Lucien Rezende -  Pode. Nosso programa prevê a instalação de cinco áreas verdes, que seriam polos de produção. Queremos implantá-las em Três Lagoas, Campo Grande, Dourados, Corumbá e Ponta Porã.  O objetivo é atender aos pequenos produtores. A implantação desses cinturões verdes geraria mais renda, oportunidades e empregos.  Se você for hoje à Ceasa, verá centenas de carretas vindas do Paraná, de São Paulo e de Goiás com produtos desses estados.  Temos terras iguais ou melhores do que as desses estados, mas não existe fomento à agricultura familiar por parte do atual governo.  Por isso afirmo que é um governo cuja política está direcionada aos ricos, e não aos pobres. Queremos inverter essa lógica e valorizar o pequeno produtor com a implantação dos cinturões verdes.        Edir Viegas -  Existem atualmente diversos programas de formação de trabalhadores, mas vemos pouca oferta na área tecnológica. Mesmo com iniciativas do Sebrae, da Fundação Social do Trabalho e das agências municipais, a demanda por mão de obra continua alta. Há vagas sobrando em supermercados, na construção civil e em outros setores. Como o Estado pode ajudar para que essas vagas sejam ocupadas?   Lucien Rezende -  A pergunta é muito importante. Temos hoje a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), que, acredito, está presente fisicamente em 16 ou 18 dos 79 municípios. Com a educação a distância, chega a cerca de 30 polos.  Acredito que essa presença precisa ser ampliada para levar formação à nossa juventude.  Vou dar um exemplo. Quando a fábrica foi instalada em Ribas do Rio Pardo, passou a gerar cerca de 3,5 mil empregos. Se 200 dessas vagas forem ocupadas por moradores de Ribas do Rio Pardo, já será muito.  Por que não existem mais trabalhadores locais empregados? Porque o Estado não se antecipou para oferecer formação aos jovens e trabalhadores.  Vieram profissionais de outros estados e ocuparam as vagas com melhores salários. Não sou contra esses trabalhadores. Quem trabalha precisa ganhar bem. Mas as oportunidades foram aproveitadas por pessoas de fora, enquanto os trabalhadores de Mato Grosso do Sul não tiveram acesso a elas.  Isso ocorreu porque não houve planejamento nem visão para formar os trabalhadores do Estado e oferecer a eles melhores condições de inserção no mercado de trabalho.   Alexandre Giachetto -  O senhor tem um minuto para as considerações finais.   Lucien Rezende -  Quero chamar o eleitor sul-mato-grossense para uma reflexão. O que mudou em sua vida nos últimos 20 anos com esse grupo político no poder?  Se sua vida melhorou, se você tem boa saúde e boa educação, se conseguiu formar seus filhos, se tem a casa que desejava e o emprego com que sonhou, continue votando neles.  Agora, se a sua situação não está assim, vote diferente. Teremos uma eleição em dois turnos. No primeiro turno, você pode votar na proposta que mais se aproxima do seu perfil. No segundo, poderá escolher entre os dois projetos que avançarem. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aad819b04a55.webp" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:03:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/mato-grosso-do-sul-tem-alerta-de-temporal-e-calor-de-ate-39-graus-neste-sabado</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/mato-grosso-do-sul-tem-alerta-de-temporal-e-calor-de-ate-39-graus-neste-sabado</guid><title><![CDATA[Mato Grosso do Sul tem alerta de temporal e calor de até 39 graus neste sábado]]></title><description><![CDATA[   Quem planeja curtir o fim de semana ao ar livre neste sábado (19) deve ficar atento ao tempo em Mato Grosso do Sul. O dia será marcado por instabilidade, com mistura de calor, abafamento e grandes chances de temporais em várias regiões. No Pantanal os termômetros devem atingir os 39°C.  Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o encontro do calor com a umidade vinda do Norte vai facilitar a formação de nuvens bem escuras e carregadas. Com isso, pode chover forte em pontos isolados, acompanhado de muitos raios, ventania e até chance de granizo.  Além da chuva, a previsão ainda indica rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h, podendo passar dos 70 km/h nas horas mais críticas do dia. Mas ainda assim, o calorão não dá trégua em todas as cidades do Estado; em Campo Grande o dia começou com 22°C, mas a máxima atinge os 31°C.  Já em Corumbá, as máximas podem bater os 39°C com dia abafado e umidade relativa do ar variando entre 20% e 90%. Na região há possibilidade de chuva isolada e previsão de céu com muitas nuvens. Em Porto Murtinho e Aquidauana os termômetros ficam na casa dos 35°C e 33°C, respectivamente.   Nas regiões Norte e Bolsão, o calor também deve predominar. Em Coxim a máxima atinge os 37°C, em Paranaíba e Camapuã chega a 36°C e em Três Lagoas 34°C. E as menores temperaturas ficam para a região Sul do Estado, onde o dia será mais fresco e agradável.  Em Dourados e Ponta Porã os termômetros variam entre 20°C e 27°C e em Iguatemi não deve passar dos 25°C. Na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, a umidade relativa do ar atinge os 100% e devem ocorrer pancadas de chuva com trovoadas durante o dia.   Vale lembrar que todo o Estado está sob alerta de temporal do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). São dois avisos, um laranja e outro amarelo, válidos até a segunda-feira (21).  ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/19/6aae6a1d02b56.jpeg" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 07:00:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/jogoaberto/desconforto-provocado-pelas-manchetes-nao-justifica-direito-de-resposta</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/jogoaberto/desconforto-provocado-pelas-manchetes-nao-justifica-direito-de-resposta</guid><title><![CDATA[Desconforto provocado pelas manchetes não justifica direito de resposta]]></title><description><![CDATA[  Três a zero -  O deputado federal e candidato à reeleição Marcos Pollon teve rejeitados três pedidos de direito de resposta contra os portais de notícias do Estado. As ações questionavam reportagens que relacionaram uma emenda de R$ 1 milhão destinada pelo parlamentar à entidade envolvida na investigação do filme “Dark Horse”.    Informação mantida  - Nas três decisões, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), entendeu que as matérias apresentaram informações verdadeiras, contextualizaram os fatos e não atribuíram a Pollon participação em eventual desvio. Para o relator, o desconforto provocado pelas manchetes não justifica direito de resposta, alteração dos títulos ou retirada das reportagens.   Tarde da noite  - A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), contou que quem faz parte do primeiro escalão municipal precisa entrar no seu ritmo de trabalho. Com os estragos da tempestade que atingiu a Capital, a progressista revelou que manda mensagem para os secretário em qualquer hora. A situação gerou um alerta do marido, o deputado estadual Lídio Lopes (Avante).    Ciúmes -  "O Lívio esses dias falou pra eu parar de mandar mensagem às 23h, meia-noite, uma hora da manhã: 'a mulher dele vai ficar brava'", contou a prefeita em referencia ao titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande), André de Moura Brandão.    24h de olho  - Adriane explicou que relata ao secretário todos os problemas que encontra. "Eu vou andando pela cidade e vou mandado o posicionamento é lâmpada queimada, é poste torno, buraco, é falta de meio fio", exemplificou. Sobre a possibilidade de atrapalhar a rotina do secretário, a prefeita não se preocupa. "Eu falei, ela [esposa do secretário] sabe quem tá mandando e sabe que é trabalho  e que  a gente está incansavelmente lutando pela nossa cidade", completou.   Subiu de posto -  Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro é o novo delegado titular da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). Ele já trabalhava na unidade como delegado adjunto e assumiu o comando com efeito retroativo a 1º de setembro. As portarias foram republicadas nesta sexta-feira (18) após correção do texto original.   Concurso na mira  - O Ministério Público recomendou à Prefeitura de Coronel Sapucaia que avalie a realização de concurso público para médicos e dentistas da rede municipal. A cobrança veio depois que o CSMP (Conselho Superior do Ministério Público) rejeitou o arquivamento de inquérito aberto para apurar a falta de estabilidade dos profissionais. Segundo o procedimento, o município ainda não apresentou cronograma definido nem medidas concretas para um novo certame.    Prazo correndo  - A prefeitura terá 60 dias para levantar quantos médicos e dentistas estão trabalhando, onde estão lotados, carga horária, tipo de vínculo e quantidade de cargos efetivos ocupados e vagos. Se o diagnóstico apontar necessidade permanente de servidores, o município deverá elaborar, dentro do mesmo prazo, um plano de regularização, incluindo impacto financeiro, eventuais mudanças na legislação e cronograma até a previsão de publicação do edital.   Raio-X da saúde -  A Prefeitura de Coronel Sapucaia entrou na mira do Ministério Público  por causa da  composição das equipes de saúde. O órgão recomendou à prefeita e ao secretário municipal de Saúde que façam, em até 60 dias, um levantamento sobre a necessidade de médicos e dentistas na rede pública.    Muitas perguntas -  O diagnóstico deverá mostrar quantos profissionais estão trabalhando, onde estão lotados, carga horária, tipo de vínculo e número de cargos efetivos ocupados e vagos. O MP também quer que o município diferencie quais serviços exigem profissionais permanentes e quais podem ser atendidos por contratações temporárias.    ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aada35431e7b.png" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Sat, 19 Sep 2026 06:30:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/artigos/modernidade-um-projeto-inacabado</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/artigos/modernidade-um-projeto-inacabado</guid><title><![CDATA[Modernidade: um projeto inacabado]]></title><description><![CDATA[ Em seu clássico livro A Cultura do Renascimento na Itália (1860), o historiador Jacob Burckhardt (1818-1897) apresenta uma das análises mais influentes sobre as origens da modernidade ocidental, vinculando-a, de forma inédita, diretamente ao Renascimento italiano. Para ele, esse movimento não representou meramente uma transformação nas artes, nas letras ou na cultura europeia, mas permitiu aflorar uma nova consciência do indivíduo, capaz de romper com a visão coletiva e dogmática da Baixa Idade Média.  Como mito fundador da modernidade, Burckhardt associou a célebre carta do poeta Francesco Petrarca (1304–1374) descrevendo sua escalada ao Monte Ventoux, na região da Provença, em 1336. Segundo o historiador, esse episódio representou um ponto de inflexão na história, capturando a emergência de uma nova percepção sobre o mundo e o próprio ser humano. A carta de Petrarca refletia, pela primeira vez, a contemplação da natureza não apenas como a expressão de uma ordem transcendental, mas como objeto de uma experiência interna e reflexão pessoal, inaugurando uma forma de individualidade que se tornaria uma das marcas distintas da modernidade.  A escalada ao Monte Ventoux constitui uma metáfora formidável para representar a ascensão conceitual do indivíduo em direção à autoconsciência e ao autoconhecimento. Essa descoberta do indivíduo seria acompanhada, nos séculos seguintes, por uma jornada ainda mais ambiciosa: a convicção de que o mundo exterior também poderia ser interrogado pela razão humana. As Revoluções Científicas do século 17 deslocariam progressivamente essa percepção da contemplação para a investigação sistemática da natureza, fomentando a capacidade humana de intervir sobre ela para promover um mundo melhor. Consecutivamente às revoluções científicas e ao Iluminismo, emergiram diversas outras revoluções que moldariam o mundo moderno em todas as suas dimensões, como a Revolução Francesa e a Revolução Industrial.  A modernidade não apenas transformou o modo como a humanidade  viria a perceber  o mundo, mas alterou, de maneira mais profunda,  a forma como  ela começou a investigar e intervir na natureza. Ao reivindicar a razão como o meio para decifrar as leis do mundo e, sobretudo, intervir sobre ele, a humanidade assumiu o protagonismo sobre seu próprio futuro. O que parece trivial na atualidade representou uma ruptura radical em relação ao pensamento medieval.  Entretanto, dessa narrativa histórica emergem questionamentos inevitáveis: de onde derivam a autoridade e a legitimidade dessa aspiração da modernidade de substituir uma ordem transcendental por uma construída e regida pela própria humanidade? É possível estabelecer uma conexão unívoca e universal entre a modernidade e o progresso linear? A modernidade realmente inaugurou uma trajetória irreversível de aperfeiçoamento da condição humana? Essa confiança no progresso não poderia ser meramente uma construção histórica?  Essas interrogações permanecem prementes na atualidade, porque, por trás do extraordinário otimismo que acompanhou a modernidade, consolidou-se um dos seus conceitos mais poderosos: a inerente associação entre racionalidade e progresso. No contexto da modernidade, a história passou a ser concebida não mais como uma mera sucessão de acontecimentos incontroláveis, mas como uma grande narrativa dotada de uma direção, configurando uma flecha temporal que apontaria para um futuro qualitativamente superior ao passado, como resultado da ação humana. O progresso, nessa perspectiva, deixou de ser somente uma possibilidade contingente para adquirir o status de uma aspiração histórica ou até um destino inevitável, em que cada geração poderia deixar como legado à seguinte mais conhecimento, liberdade e domínio sobre a natureza e, consequentemente, melhores condições de existência da humanidade. Assim, o futuro deixaria de ser apenas um lugar desconhecido para tornar-se o horizonte privilegiado da esperança moderna.  Entretanto, o otimismo generalizado da modernidade, que consolidou esse arcabouço intelectual e social no século 19, encontrou, desde as primeiras décadas do século 20, um contraponto cada vez mais poderoso: o ceticismo em relação à própria ideia de progresso. A modernidade havia propiciado conquistas extraordinárias, com avanços científicos e tecnológicos sem precedentes, aumento da expectativa e das condições materiais de vida e consolidação de sistemas políticos fundamentados na democracia. Ainda assim, as evidências históricas não permitiam estabelecer uma confiança ilimitada de que a combinação de conhecimento, razão e progresso poderia conduzir a humanidade numa direção irreversível de prosperidade.  As guerras frequentes, as crises socioeconômicas sistêmicas, a eclosão de sistemas políticos totalitários, a crescente dependência em relação às tecnologias e, posteriormente, a degradação ambiental introduziram um incômodo questionamento: se essa capacidade de conhecer e transformar o mundo não teria introduzido intrinsecamente desafios ainda maiores. A ciência passou a ser questionada não somente por sua capacidade de produzir conhecimento, mas também por suas pretensões de universalidade e neutralidade. A tecnologia, antes celebrada como instrumento de emancipação da humanidade, passou também a ser percebida como fonte de novas formas de dependência e ameaça. A própria ideia de progresso já não parecia mais tão cristalina e passaria, assim, a exigir uma justificativa ainda mais contundente.  O filósofo Karl Löwith (1897-1973) foi um dos críticos mais enfáticos da concepção histórica de modernidade. Em seu livro Meaning in History (1949), Löwith afirma que a modernidade, particularmente a ideia de progresso, não rompeu completamente com a visão teológica da história, mas simplesmente secularizou os dogmas antigos ao redor de uma doutrina de racionalidade. Assim, a modernidade não teria concebido nada de novo, mas somente estabelecido uma releitura da humanidade, em que o transcendental teria sido substituído pela razão humana. Löwith argumenta que a modernidade somente substituiu uma doutrina por outra, convertendo a busca pela salvação divina na busca por um futuro mais virtuoso. Sob essa perspectiva, a modernidade e o conceito de progresso, que norteiam grande parte das aspirações humanas na atualidade, ficariam totalmente desarticulados e sem sustentação conceitual.  A tese de Löwith captura aquela desconfiança generalizada em relação aos verdadeiros ganhos do projeto humano baseado no progresso e na racionalidade. É exatamente nesse ponto que o ceticismo moderno se torna desconfortável: se o progresso não é uma necessidade histórica, mas uma expectativa construída pelos próprios modernos, então a grande promessa da modernidade não seria uma descoberta sobre o funcionamento da sociedade, mas meramente uma construção secular de esperança, que guardaria afinidade com aquela estrutura dogmática anterior, da qual a própria modernidade havia aspirado a se distanciar.  Na primeira metade do século 20, várias escolas de pensamento já tinham questionado os fundamentos, promessas e pretensões universalistas do projeto de modernidade e o conceito de progresso. Nesse ambiente de incredulidade, Oswald Spengler (1880-1936) foi mais longe, não se limitando a questionar a narrativa da modernidade, mas qualquer narrativa universal da história que permitisse estabelecer uma flecha temporal. Em O Declínio do Ocidente (1918-1923), Spengler argumenta que aquilo que o pensamento moderno chamava de história universal poderia ser, na realidade, somente uma miragem da experiência ocidental sobre toda a humanidade. Para ele, as sociedades não percorrem uma mesma trajetória em direção a um futuro comum, mas possuem trajetórias próprias, comparáveis a organismos que nascem, florescem, amadurecem e declinam. A metáfora moderna da história como uma flecha temporal deveria, assim, ser substituída por uma concepção orgânica e cíclica do tempo. No contexto de Spengler, o futuro deixava de ser necessariamente o lugar do aperfeiçoamento para incorporar a possibilidade da decadência.  Enquanto Löwith e Spengler desarticulam as promessas da modernidade, o filósofo Hans Blumenberg (1920–1996) apresenta uma resposta contundente, que a reconstrói em novos alicerces. Em sua obra The Legitimacy of the Modern Age (1966), Blumenberg defende a singularidade histórica da modernidade e da experiência humana, recusando a ideia de que ela pudesse ser compreendida simplesmente como uma versão secularizada dos dogmas medievais ou uma miragem histórica ocidental.  Para Blumenberg, a modernidade surgiu da emergência de problemas para os quais a ordem medieval já não conseguia oferecer respostas satisfatórias. A crise da escolástica e, sobretudo, a perda de uma ordem cosmológica e metafísica que poderia conferir sentido à existência humana estabeleceram as condições favoráveis para uma nova e irreversível conceituação do mundo. É nesse sentido que Blumenberg reivindica a legitimidade da modernidade: ela não seria meramente uma herança disfarçada da ordem anterior, mas uma transformação epistemológica mais profunda. A sua legitimidade não repousa em descobrir uma verdade universal ou definitiva, mas em assumir a responsabilidade pela tarefa que antes estava depositada exclusivamente na transcendência abstrata.  Blumenberg encontra um resguardo para a ideia de progresso ao desvinculá-lo do utopismo e do determinismo tecnológico. Se o progresso não é garantido, como proposto por Löwith, e se a própria história não possui uma direção universal, como sugerido por Spengler, então a humanidade perde o conforto de acreditar que está naturalmente situada no lado virtuoso da história. Assim, o legado legítimo da modernidade não é a descoberta do progresso, mas a percepção de que, se a história não possui uma direção garantida, a responsabilidade por lhe dar essa direção passa a ser humana.  A modernidade vai muito além de um mero somatório de revoluções científicas, tecnológicas, sociais ou políticas. Como assinalou Alexandre Koyré (1892–1964), a ciência moderna não nasceu de um simples conjunto de inovações técnicas, mas de uma transformação profunda na própria percepção da realidade; uma verdadeira reconfiguração do conceito de mundo. Essa mesma análise se aplica à própria modernidade: mais do que uma mudança de estruturas ou normas, trata-se de uma nova forma de conceber a existência humana.  Na segunda metade do século 20, Jürgen Habermas (1929–2026) apresenta um desdobramento crucial a esse debate ao diagnosticar a modernidade como um projeto ainda em construção. Para Habermas, o erro do ceticismo radical não foi criticar os excessos da racionalidade, aquela voltada puramente para o domínio técnico e o controle da natureza, mas confundir essa dimensão estreita com a própria universalidade da razão. Habermas sustenta que as promessas de emancipação, justiça e liberdade do Iluminismo e, portanto, também da modernidade, não deveriam ser simplesmente descartadas, mas corrigidas, a partir da autocrítica, para o projeto seguir adiante.  Mesmo reconhecendo a ruptura irreversível que a modernidade consolidou, o século 21 demanda a transformação do otimismo ingênuo em moderação, ainda assim mantendo distância do ceticismo e da descrença. Em seu livro O Princípio Responsabilidade: Ensaio de uma Ética para a Civilização Tecnológica (1979), Hans Jonas (1903-1993) observa que a modernidade, a partir das ciências e tecnologias modernas, alterou radicalmente a natureza da ação humana, tornando obsoletos todos os princípios e fundamentos da ética clássica. Assim, Jonas propõe a refundação da ética, indo muito além do simples estabelecimento de um novo código normativo. Essa nova ética deveria estar focada no princípio da preservação da humanidade, em que as novas tecnologias deveriam ser sempre confrontadas com os impactos futuros de suas aplicações. No centro de suas ideias, Jonas critica o imediatismo e a superficialidade da era contemporânea, o consumismo desenfreado e o foco na satisfação instantânea.  Jonas identificou que a questão não é simplesmente produzir conhecimento, mas administrar o poder resultante desse conhecimento. Sua grande contribuição não é apenas defender uma nova ética, mas mostrar que a filosofia moral clássica foi concebida para um mundo em que os seres humanos tinham um alcance muito mais limitado sobre a natureza e sobre as gerações futuras. O século 20 revelou a ambivalência desse projeto de modernidade: o mesmo conhecimento que emancipa também amplia a capacidade humana de destruição.  A universidade representa a expressão mais sofisticada desse projeto de modernidade: uma instituição que transforma a curiosidade do presente em possibilidades futuras, preservando para cada geração o direito de ultrapassar o conhecimento que recebeu, mas atuando dentro das limitações que a responsabilidade impõe. A universidade não é apenas depositária do conhecimento acumulado, mas existe, fundamentalmente, porque o conhecimento de uma geração nunca deve constituir um limite epistemológico. Sua vocação é conservar a memória do conhecimento sem transformá-lo em dogma e cultivar a dúvida que permite que ele avance. A universidade não tem como missão prometer que o futuro será necessariamente melhor do que a atualidade. Sua tarefa é ainda mais desafiadora e fundamental: deve garantir que o futuro permaneça aberto àquilo que a humanidade ainda não é capaz de imaginar.  Assim, a universidade captura a tensão constitutiva da modernidade: ousar avançar no conhecimento sem prescindir dos limites éticos de sua aplicação. Ela deixa de ser a instituição que garante o progresso e passa a ser aquela que mantém aberta a responsabilidade pelo futuro. Mais ainda, ela institucionaliza a autocrítica da própria modernidade. Se Petrarca inaugurou a contemplação individual diante da paisagem infinita do Monte Ventoux, cabe à universidade contemporânea preservar esse projeto, não como miragem de uma redenção inevitável ou vertigem de um horizonte abstrato, mas como responsabilidade e autocrítica para manter abertas as possibilidades de futuro.  (*) João Francisco Justo Filho é professor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). ]]></description></item><item><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 23:57:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/crianca-pede-ajuda-na-delegacia-ao-ver-mae-ser-agredida-pelo-padrasto</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/crianca-pede-ajuda-na-delegacia-ao-ver-mae-ser-agredida-pelo-padrasto</guid><title><![CDATA[Criança pede ajuda na delegacia ao ver mãe ser agredida pelo padrasto]]></title><description><![CDATA[   Uma criança procurou a delegacia de Batayporã, município a 310 quilômetros de Campo Grande, nesta sexta-feira (18) para pedir ajuda  depois de  presenciar o padrasto agredir a mãe. Um investigador ouviu o relato e acionou uma equipe da Polícia Militar para ir até a residência da família. O homem, de 26 anos, foi preso no local.  A mulher confirmou as agressões e relatou ter sido atacada duas vezes em menos de 24 horas, segundo a Polícia Civil. O primeiro episódio ocorreu na noite anterior e fez com que ela deixasse a residência em busca de proteção. Ela retornou pela manhã e afirmou ter sofrido novas agressões.  Policiais civis e militares encontraram o suspeito na residência depois do pedido de socorro feito pela criança. Conforme a polícia, o homem resistiu à prisão e precisou ser contido. Ele foi levado para a delegacia de Batayporã, a 306 quilômetros de Campo Grande.  Em nota, a polícia informou que o homem já responde por outros episódios de violência doméstica. O delegado responsável pelo caso pediu que ele permaneça preso enquanto o episódio é apurado. A identidade dos envolvidos não foi divulgada para preservar a mulher e a criança.  Denúncias de violência doméstica podem ser feitas pelo telefone 190, da Polícia Militar. Em Batayporã, a delegacia também recebe informações pelo (67) 3443-1268. O atendimento pode ser solicitado pela vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aae06b5eef56.png" length="-1" type="image/jpeg"/></item><item><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 23:38:00 -0400</pubDate><link>https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/prova-anulada-por-respostas-marcadas-sera-reaplicada-em-setembro</link><guid isPermaLink="false">https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/prova-anulada-por-respostas-marcadas-sera-reaplicada-em-setembro</guid><title><![CDATA[Prova anulada por respostas marcadas será reaplicada em setembro]]></title><description><![CDATA[     A Câmara Municipal de Jardim marcou para 27 de setembro a reaplicação da prova do concurso público para advogado, anulada por falhas de impressão que destacavam as respostas corretas. A nova avaliação será realizada no município e a data foi divulgada nesta sexta-feira (18). Os candidatos também poderão pedir devolução da taxa de inscrição ou auxílio para despesas de transporte.  Conforme publicado pelo  Campo Grande News , a primeira prova foi aplicada em 16 de agosto e anulada depois que candidatos perceberam diferenças na impressão das alternativas. Em todas as 40 questões, as respostas corretas apresentavam letras mais apagadas do que as demais. O problema foi denunciado nas redes sociais e levou a Câmara a cobrar explicações da empresa responsável pelo concurso.  O IAN (Instituto de Avaliação Nacional) reconheceu que houve falha mecânica durante a impressão dos cadernos. Segundo a organizadora, o problema ocorreu no parque gráfico da própria instituição e provocou diferenças visíveis nas letras das alternativas. A empresa informou que só identificou a irregularidade depois da denúncia feita por um candidato.  Quem participou da primeira aplicação e não quiser fazer a nova prova poderá solicitar a devolução do valor pago pela inscrição até segunda-feira (21). O pedido deve ser feito pela Área do Candidato, no site do IAN. A medida vale apenas para os inscritos no cargo de advogado atingidos pela anulação.  Os candidatos que moram fora de Jardim e optarem pela reaplicação também poderão pedir auxílio para o deslocamento. O benefício será pago a quem residir a pelo menos 15 quilômetros do município e varia de R$ 30 a R$ 250, conforme a distância informada. Moradores de Jardim não terão direito ao pagamento.  A solicitação do auxílio também deve ser apresentada pela Área do Candidato. O IAN prevê efetuar os pagamentos até 25 de setembro, depois da análise dos documentos enviados pelos inscritos.  A prova anterior foi anulada pela Câmara em agosto,  depois de  uma auditoria confirmar as falhas apontadas pelos candidatos. Na ocasião, a organizadora atribuiu o problema à falta de tinta durante a impressão e assumiu os custos da nova aplicação.  A denúncia ganhou repercussão depois que o advogado Thin Sam dos Santos afirmou ter identificado o padrão durante a avaliação. Ele relatou que marcou apenas as alternativas com impressão mais fraca e acertou todas as questões conforme o gabarito oficial. O caso também foi levado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), ao TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) e à Polícia Civil. ]]></description><enclosure url="https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/09/18/6aae056b180f0.webp" length="-1" type="image/jpeg"/></item></channel></rss>
