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Capital

"Não foi feminicídio", diz defesa sobre morte de esposa de cardiologista

Advogado apontou que cardiologista responderá por posse irregular de armamento e fraude processual

Por Gustavo Bonotto | 18/05/2026 23:51
"Não foi feminicídio", diz defesa sobre morte de esposa de cardiologista
Sacada que dá acesso ao quarto do casal. (Foto: Maya Severino)

O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi autuado por crimes relacionados a armas de fogo e fraude processual após a morte da esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, encontrada nesta segunda-feira (18) em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande, com marca de tiro.

RESUMO

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Médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi autuado por posse irregular de armas e fraude processual após a morte da esposa Fabiola Marcotti, de 51 anos, encontrada morta em uma chácara em Campo Grande. A Polícia Civil descartou feminicídio. O boletim policial registrou suicídio. O médico, que é CAC, nega ter atirado contra a esposa e aguarda audiência de custódia marcada para quarta-feira (20).

A informação foi confirmada ao Campo Grande News pelo advogado José Belga Trad, responsável pela defesa do médico, no fim da noite de hoje.

Em nota, divulgada posteriormente, o advogado apontou que a disposição do cliente em realizar o exame residuográfico, que mostrará se o médico disparou tiros ou não, afastou "qualquer suspeita da hipótese de feminicídio".

“Ele foi autuado pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso restrito e permitido e fraude processual. Aguarda audiência de custódia, marcada para a manhã de quarta (20)”, afirmou o advogado. A Polícia Civil diz que o caso segue em investigação.

Mais cedo, a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) havia informado que ainda apurava as circunstâncias da morte e não descartava investigar o caso como feminicídio. No decorrer da noite, porém, a linha de investigação foi deixada de lado.

O boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar classificou o caso como suicídio. Conforme o documento, João contou aos policiais que a esposa realizou normalmente a rotina da manhã antes de subir ao quarto do casal, no andar superior da residência.

Segundo o relato do médico, ele estranhou a demora da mulher no cômodo, bateu na porta e não recebeu resposta. Em seguida, voltou para a cozinha e tentou ligar para o celular da esposa. Pouco tempo depois, encontrou a esposa caída no chão.

Ao retornar ao quarto, encontrou Fabiola caída no chão. O cardiologista acionou o ex-caseiro da propriedade, identificado como Elodir Hofmann, que chamou a Polícia Militar pelo telefone 190.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e perícia estiveram no imóvel rural durante a tarde. O corpo da fisioterapeuta foi retirado do local após os trabalhos periciais.

Durante a vistoria na chácara, policiais apreenderam armas longas e munições. Conforme a defesa, Jazbik Neto possui registro ativo como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

Belga Trad afirmou que o cliente nega ter atirado contra a esposa. “O que eu peço para todos é que a gente dê o benefício da dúvida, que deve ser garantido a toda pessoa investigada ou acusada”, declarou.

O boletim da PM informa ainda que o médico e testemunhas foram encaminhados para prestar esclarecimentos na delegacia, sem necessidade do uso de algemas.

(*) Matéria atualizada às 9h01  e às 13h44 de 19 de maio para acréscimo e correção de informações, respectivamente.

Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelo telefone e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.