Policial civil é preso após atirar em festa sertaneja nos altos da Afonso Pena
Segundo testemunhas, Gilberto Tolon Ribeiro retornou armado ao local depois de uma discussão com clientes
O perito papiloscopista da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Gilberto Tolon Ribeiro, de 37 anos, foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (17) após sacar uma arma e efetuar um disparo durante confusão em uma festa sertaneja nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande.
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Policial civil Gilberto Tolon Ribeiro, de 37 anos, foi preso em flagrante após sacar uma arma e efetuar um disparo em festa sertaneja nos Altos da Afonso Pena, em Campo Grande, na madrugada de domingo. Ele retornou armado ao bar após ser retirado por confusão. O projétil passou próximo à perna do dono do estabelecimento. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e disparo de arma de fogo na Depac Cepol.
Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar faziam patrulhamento pela região quando receberam a informação de que havia ocorrido um disparo de arma de fogo no estabelecimento, cuja entrada fica na Rua Abdul Kadri, no Bairro Cidade Jardim.
Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito sendo contido no chão por frequentadores do bar. Testemunhas relataram que Gilberto entrou no local em visível estado de alteração, se apresentou como policial civil e começou a discutir com algumas pessoas.
Conforme o relato do proprietário do estabelecimento, o policial foi retirado do bar após a confusão inicial. Pouco tempo depois, porém, voltou armado. Ainda de acordo com o comerciante, Gilberto entrou novamente no local já com a pistola em mãos, o que provocou correria entre os clientes.
Na tentativa de impedir que algo pior acontecesse, o dono do bar lutou com o policial para tomar a arma. Durante a briga, houve um disparo e o projétil passou próximo à perna esquerda do empresário. Ele não foi atingido, mas sofreu queimadura causada pelos gases do tiro.
Frequentadores conseguiram desarmar Gilberto e entregaram a pistola calibre .40 aos militares. A arma funcional estava desmuniciada e acompanhada de um carregador com oito munições intactas. Uma cápsula deflagrada e outra munição também foram recolhidas no local.
À polícia, Gilberto afirmou que havia sido agredido durante a confusão e alegou que o disparo aconteceu enquanto tentava segurar a arma após cair no chão.
O boletim ainda aponta que o policial apresentava lesões no rosto e no nariz, além de sinais de embriaguez e comportamento bastante agitado. Ele recusou atendimento médico e pediu para ser levado diretamente à delegacia para passar por exame de corpo de delito posteriormente.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e disparo de arma de fogo na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. A arma funcional do policial foi apreendida.
Em resposta à reportagem, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul informou que não coaduna com qualquer desvio de conduta eventualmente praticado por seus servidores. No caso acima, será determinado a instauração de processo disciplinar para apuração de eventual responsabilidade administrativa decorrente do evento, observados os princípios do contraditório e da ampla defesa.
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