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Interior

Justiça dá guarda de menina agredida por padrasto a casal de pastores

Na mesma decisão, juiz paraguaio determinou que o pai seja submetido a exame toxicológico

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 21/07/2026 19:41
Justiça dá guarda de menina agredida por padrasto a casal de pastores
Fachada do Palácio da Justiça, que abriga o Fórum de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã. (Foto: Reprodução)

A Justiça do Paraguai concedeu a guarda provisória da menina brasileira de 6 anos com TEA (Transtorno do Espectro Autista), internada após sofrer agressões em Pedro Juan Caballero, a um casal de pastores indicados pela mãe. A decisão foi tomada pelo juiz Edison Escobar, da 2ª Vara do Tribunal da Criança e do Adolescente, e divulgada nesta terça-feira (21).

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A Justiça do Paraguai concedeu a guarda provisória de uma menina brasileira de 6 anos, com autismo, a um casal de pastores indicado pela mãe. A criança foi internada em Pedro Juan Caballero após sofrer agressões pelo padrasto, de 23 anos, que foi preso. O pai e a avó paterna, de Ponta Porã, tiveram o pedido de guarda negado por residirem no Brasil.

O pai e a avó paterna da criança, moradores de Ponta Porã, também solicitaram a guarda, mas tiveram o pedido negado. Conforme informações divulgadas pela imprensa paraguaia, o magistrado considerou que ambos residem no Brasil e não possuem vínculo de residência no Paraguai. Na mesma decisão, determinou que o pai seja submetido a exame toxicológico.

Segundo os veículos do país vizinho, a mãe pediu que a filha ficasse sob os cuidados do casal por afirmar manter uma relação de confiança com eles, construída quando eram vizinhos.

A definição da guarda ocorre três dias depois de a menina dar entrada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero com hematomas nas costas, peito, pescoço, rosto, nádegas e outras lesões. De acordo com a investigação, a mãe havia saído para trabalhar e deixou a filha aos cuidados do companheiro. Ao retornar para casa, encontrou a criança machucada e a levou ao hospital.

O padrasto, de 23 anos, foi preso por determinação da Justiça paraguaia e transferido nesta terça-feira para a Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero. Segundo o médico legista Marcos Prieto, a menina apresenta múltiplas lesões, principalmente nos glúteos, braços e tórax. Ela permanece internada, recebe tratamento para os ferimentos e acompanhamento psicológico.

A família paterna afirma que a criança morava com a avó em Ponta Porã e foi levada pela mãe para Pedro Juan Caballero há cerca de oito meses. O pai declarou que não via a filha desde então e sustenta que ela permaneceu no Paraguai sem autorização dele.

A imprensa paraguaia informou ainda que a mãe responde a uma investigação por suposta violação do dever de cuidado, conduzida pelo Ministério Público daquele país. Os mesmos veículos divulgaram outras alegações relacionadas ao caso, mas elas não foram acompanhadas de documentos ou manifestações oficiais que permitam confirmação independente.

Até o momento, as autoridades paraguaias não divulgaram a íntegra da decisão nem detalharam os fundamentos para a concessão da guarda provisória ao casal de pastores. O Campo Grande News tenta contato com a família paterna e com as autoridades paraguaias para obter posicionamento sobre a medida.