Campo Grande está entre capitais menos endividadas do Brasil, aponta estudo
Estudo aponta avanço do crédito no orçamento doméstico e alerta para risco de deterioração financeira no País

Campo Grande aparece entre as capitais brasileiras com menor nível de endividamento do País, segundo levantamento da FecomercioSP. A pesquisa “Radiografia do Endividamento de 2026” mostra que 70% das famílias da Capital sul-mato-grossense têm algum tipo de dívida, índice abaixo da média nacional, que chegou a 80% dos lares brasileiros.
RESUMO
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Campo Grande figura entre as capitais brasileiras com menor endividamento, com 70% das famílias em dívida, abaixo da média nacional de 80%, segundo a FecomercioSP. O País registrou 1 milhão de novas famílias endividadas desde 2023, pressionadas por juros altos e inflação. Belo Horizonte lidera a inadimplência, com 65% das famílias com contas atrasadas. A entidade alerta para a necessidade de educação financeira e aponta que programas como o Desenrola Brasil não resolvem o desequilíbrio estrutural.
Ao lado de Belém (PA), Campo Grande ocupa uma das posições menos críticas do ranking nacional de endividamento entre capitais, ficando atrás apenas de cidades como Macapá (69%), São Paulo (69%) e Florianópolis (73%).
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Apesar do cenário relativamente mais controlado em comparação a outras capitais, os dados revelam que sete em cada dez famílias campo-grandenses convivem atualmente com parcelas, financiamentos, cartões de crédito ou outras modalidades de débito no orçamento doméstico. O estudo aponta ainda que o avanço do crédito continua pressionando a renda das famílias brasileiras, mesmo em cidades com indicadores considerados mais equilibrados.
Enquanto Campo Grande aparece em situação menos preocupante, capitais como Belo Horizonte lideram o ranking da inadimplência no País. Na capital mineira, 65% das famílias começaram 2026 com contas atrasadas. Manaus (49%) e Fortaleza (48%) também aparecem entre os piores índices nacionais.
Na avaliação da FecomercioSP, o crescimento do número de famílias endividadas no Brasil acende um alerta para o sistema de crédito e para a capacidade de pagamento da população nos próximos anos. O estudo destaca que o País ganhou cerca de 1 milhão de novas famílias endividadas desde 2023, movimento impulsionado pelos juros elevados, inflação persistente e maior dependência do crédito para equilibrar as contas do mês.
A entidade também defende o fortalecimento de políticas de educação financeira para evitar agravamento da inadimplência e alerta que programas de renegociação, como o novo Desenrola Brasil, podem aliviar momentaneamente o problema, mas não resolvem o desequilíbrio estrutural do orçamento das famílias.

