Almoço fica mais caro com alta do feijão e clientes esvaziam restaurantes
A alta no quilo do feijão, que esta custando mais de R$ 10, fez com que donos de restaurantes de Campo Grande elevassem o preço das refeições, porém a medida tem afastado os clientes. A queda no movimento chega a 70% em alguns locais.
Na padaria Morena Bolo, localizada no bairro Moreninhas, o prato feito subiu de R$ 10 para R$ 15 em um mês, influenciado pelo preço do feijão carioquinha. Com isso, conforme a encarregada Gilda Rodrigues, o movimento caiu 70%. "Tem dias que fazemos comida e não conseguimos vender nem a metade, a situação ficou muito crítica".
A queda do movimento no restaurante Almoço do Chef, que fica na avenida Três Barras, é de 50%, depois de elevar o preço do mamitex em 20%.
"Temos dois tipos de marmita, uma que custava R$ 10 e outra R$ 12. Elevamos o preço da marmita menor e agora todas custam R$ 12, mas para não assustar os clientes, fizemos uma promoção com refrigerante, mas não teve jeito", explica a proprietária, Jeniffer Rodrigues Pinheiro de Souza.
Ainda conforme a proprietária, o forte do restaurante são as marmitas e vai ser preciso achar um jeito de baixar o preço, novamente. "Diminuímos a quantidade de feijão servida e também estamos usando feijão preto e fazendo promoções para atrair nossos clientes".
Para não aumentar preço das refeições, o proprietário do restaurante Hora do Almoço, Marcos Antônio Fernandes, trocou o feijão carioquinha, pelo preto. "Estamos há uma semana servindo o feijão preto e até agora nenhum cliente reclamou. A economia chega a 50% e não precisamos aumentar nossos valores", explica.
No restaurante que está localizado na rua Marechal Cândido Mariano, o selv service custa R$ 23 de segunda a sexta-feira, com 18 variedades. A comida também é servida por quilo e custa R$ 38,80.
Quem também não subiu o preço da marmita, foi o dono da padaria Piu Piu, no bairro Moreninhas. De acordo com Aldenor Centurião, se aumentar o preço, os clientes deixam de comprar. "Para não ter prejuízo, eu pesquiso onde o feijão está mais barato. Desde o começo do ano, senti queda na clientela de 50% e é preciso saber lidar com essas altas sem repassar para os clientes", afirma.