Enxurrada leva asfalto de rua do Bairro Antônio Vendas
Equipes da prefeitura foram acionadas e irão verificar estragos nesta manhã
O asfalto da Rua Nelson Figueiredo Junior, região do Bairro Antônio Vendas, em Campo Grande, foi arrancado com a forte chuva que caiu durante a madrugada desta quarta-feira (26). O trecho está quase que intransitável, mas pedestres e condutores ainda se arriscam a passar nesta manhã.
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Após uma forte chuva em Campo Grande, crateras se abriram na Rua Nelson Figueiredo Junior, no Bairro Antônio Vendas, tornando o trecho quase intransitável. Moradores relatam que a rua alaga frequentemente devido a uma nascente próxima e obras na região. A água invadiu garagens e causou danos ao asfalto. Problemas como manilhas entupidas e uma barragem de contenção estourada agravam a situação, que já ocorre há meses. A comunidade local está preocupada com a recorrência dos alagamentos e os riscos associados.
A rua também ficou alagada durante o temporal. "Acordei durante a madrugada e vi que a chuva estava muito forte. Pensei que ia inundar minha casa inteira. Na varanda, já tinha uns 30 centímetros de água e não parava de subir", disse a moradora, a advogada Leide Dias, de 34 anos.
Leide explica que já é a quarta vez que a rua alaga com essa intensidade. "Existe uma nascente ali em cima e que passa aqui perto, mas a água não está indo pelo duto e sim por cima dele. Agrava mais por conta de uma obra privada aqui na região. Antes, isso não acontecia", comenta a advogada.
Nesta manhã, só restaram os estragos. "Na outra chuva tirou bastante do asfalto e caiu até árvore, mas dessa vez foi pior. Ali embaixo tem umas casas que acho que a água invade. A gente fica admirado porque é uma região de alto padrão, com uma situação dessa", diz a doméstica que trabalha em uma casa da região, Geane Rodrigues, de 39 anos.
O porteiro de um condomínio na Rua Nelson Figueiredo, Nilson Vieira, de 64 anos, quase não conseguiu passar de moto. "Subi na calçada", comenta. Ele conta que a água chegou a invadir até a garagem da primeira casa do prédio. "Já tinham começado os estragos, agora a água acabou de arrancar o resto. Não era para acontecer esse tipo de coisa. Da última vez foi o rapaz da obra que deu uma arrumada na rua com o maquinário".
A água desce do córrego nas proximidades. "Sei que lá tem duas manilhas, mas devem estar entupidas, porque a água está vindo tudo para cá", comenta.
Paulo Soares, 53 anos, é zelador de condomínio. Ele diz que a barragem de contenção do córrego está estourada e as duas manilhas grandes entupidas "com pedras e galhos de árvores". A água que desce, não entra na manilha. "Isso já acontece há meses. O pessoal da obra não pode mexer porque é área de preservação à beira do córrego", finaliza.
A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que equipes vão fazer a limpeza do sistema de drenagem e após a conclusão desse trabalho irá executar a recomposição do asfalto.
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