Reforma de Câmara é paralisada após vereador apontar irregularidades na obra
Rogério Yuri, que também é arquiteto, disse ter identificado problemas estruturais e contratuais na reforma

A reforma do prédio da Câmara de Vereadores de Dourados foi paralisada nesta quarta-feira (26) e ficará suspensa por pelo menos 30 dias, para averiguação da parte técnica e jurídica do contrato firmado com a empresa Concresul Engenharia e Construções, de Rondonópolis (MT).
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A reforma da Câmara de Vereadores de Dourados foi suspensa por 30 dias após o vereador Rogério Yuri identificar irregularidades na obra. A empresa Concresul Engenharia, responsável pela reforma, teria feito alterações estruturais sem aprovação formal, levantando preocupações sobre a segurança do prédio. A obra, iniciada por outra empresa que usou documentos falsos, já havia sido paralisada antes. Durante a suspensão, será feita uma vistoria técnica e jurídica para garantir a conformidade com o projeto original.
A decisão foi comunicada pela assessoria do Legislativo e ocorre após o vereador Rogério Yuri (PSDB) constatar problemas estruturais e contratuais durante vistoria na obra. Arquiteto de formação e presidente da Comissão de Obras da Câmara, Yuri e o vereador Elias Ishy (PT) fiscalizaram os trabalhos na semana passada.
Localizado na Avenida Marcelino Pires, o prédio está fechado para reforma desde março de 2023. A obra, orçada em quase R$ 18 milhões, foi iniciada pela empresa Projetando Construtora e Incorporadora, de Coxim (MS). Três meses depois, o contrato foi cancelado pela Câmara após ficar comprovado que a empresa usou documentos falsos para vencer a licitação.
Segundo Rogério Yuri, o responsável pela execução da obra admitiu ter tomado decisões por conta própria, sem aprovação do arquiteto do projeto ou da prefeitura (contratante da obra). “Muito me preocupou a fala do responsável da obra, quando ele disse que teve de tomar decisões por achar que a maneira que estava sendo executada estava errada. Ele tomou a iniciativa de modificar a estrutura, retirando e inserindo pilares sem autorização formal”, afirmou o vereador.
Segundo ele, a fiscalização também apontou alterações estruturais no prédio sem a devida aprovação do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) ou do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo).
“A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) da empresa responsável pela obra não existe. Como uma obra desse porte está sendo conduzida sem a devida documentação? Cadê o projeto atualizado, aprovado pelos órgãos competentes?”, questionou o tucano.
Conforme o vereador, outra preocupação é com a segurança dos trabalhadores e servidores que frequentam o prédio. “Se essa estrutura vier a desabar, quem será o responsável? Somos nós, vereadores, que falhamos na fiscalização. Já vimos tragédias em nossa cidade, como o desabamento de lajes que resultaram em mortes. Precisamos evitar que isso aconteça aqui”.
A assessoria da presidente da Câmara, Liandra Brambilla (PSDB), informou que durante o período de paralisação será feita vistoria para verificar se os serviços já executados estão em conformidade com o projeto contratado. Há dois anos a Câmara funciona em espaço locado, no Shopping Avenida Center.
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