Servidores do Judiciário criticam juiz federal por “pressão” contra greve
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Servidores em greve há dois meses por melhorias salariais e o Sindjufe/MS (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul), que encabeça o movimento grevista no Estado, criticam medidas tomadas pelo juiz federal, que responde interinamente pela direção da Justiça Federal em Dourados, a 233 km de Campo Grande.
Em nota, a assessoria do sindicato afirma que o magistrado impõe “normas e regras que inviabilizam e atacam a greve dos servidores”, reconhecida como legal pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
O coordenador geral do Sindijufe/MS, Antônio César Amaral Medina, afirma que em portaria assinada no dia 26 de agosto, o juiz afirma a “obrigatoriedade de retorno dos servidores grevistas no setor administrativo, com determinação de marcação de ponto na presença de superior hierárquico”. Segundo o sindicalista, essa e outras determinações inviabilizam o movimento grevista.
Sindijufe informa ainda ter tomado conhecimento que foi expedida portaria da 1ª Vara Federal determinando ao setor de protocolo “providências que inibam o movimento grevista dos servidores”.
Outra portaria, conforme o sindicato, expedida no dia 2 de setembro, impõe ao oficial de Justiça avaliador federal plantonista atribuições de protocolo de mandados que não lhe cabem.
“Em busca da manutenção do direito de greve dos servidores, o Sindjufe/MS ingressou com requerimento administrativo ao diretor do Foro de Dourados para que reconsidere e revogue as portarias ‘draconianas’. Pedimos também que sejam investigadas as denúncias de assédio moral em Dourados”, afirma Eliezer Inácio de Oliveira, também coordenador geral do Sindjufe/MS.