Depois da chuva, lamaçal é transtorno que fica por dias na porta de casa
A 22 km de distância, moradores relatam o mesmo problema no Jardim Noroeste e no Lageado
RESUMO
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A estudante de Biomedicina Kristh Lauren, 28 anos, e o vendedor William Igor Fernandes, 39 anos, moram em lados opostos de Campo Grande, a uma distância de 22 quilômetros. Têm rotinas igualmente opostas, mas enfrentam o mesmo problema: a rua da frente da casa alagada e muita lama, dias após a chuva.
É o que está acontecendo esta semana, depois da chuva na madrugada da terça-feira (25). As reclamações chegaram ao portal por meio do canal Direto das Ruas.
William mora no Bairro Lageado, “nascido e criado”, conforme relatou à reportagem. Mora na rua Laura Franco e diz que, desde a última chuva, a via é pura lama. “A casa fica suja, até deixo o carro do lado de fora”, conta. Parte desta rua é linha de ônibus e, segundo ele, somente neste trecho é asfaltada.
O vendedor lembra, ainda, do cheiro desagradável por conta da água empoçada. Diz que o problema também é recorrente em outras ruas do bairro. “Se pelo menos jogarem um cascalho aqui, já ajuda”, pediu. “Já ligaram várias vezes, mas não tomam providência”.
Na Rua Urupês, no Jardim Noroeste, é Kristh quem relata o problema, muito semelhante. A estudante mora há cerca de 15 anos no bairro e também reclama da sujeira e do transtorno que a lama causa. “Para entrar e sair de casa, meu marido sempre atola”, contou.
A jovem conta que a linha de ônibus fica na esquina e está passando por obras. O motorista desvia o caminho e também enfrenta dificuldades nas ruas enlameadas. Segundo ela, a associação de moradores já encaminhou reclamação, mas só recebe como resposta que vão abrir chamado.
Em resposta ao Campo Grande News, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que, na Rua Urupês, o serviço de drenagem foi concluído, o meio-fio está sendo construído e, quando parar de chover, a pavimentação será retomada.
No Lageado, segundo assessoria, a manutenção está sendo feita com patrolamento e cascalhamento, mas que a instabilidade tem atrapalhado o cronograma. Informou que, em vias não pavimentadas, a passagem das máquinas pode até piorar o lamaçal.
A instabilidade também prejudica o cascalhamento, que pode ser levado em outra chuva. A compactação leva dias e precisa de fluxo de carros para auxiliar nesse trabalho.
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