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Para leitores, suspensão de CNH de agressores não reduziria violência doméstica

Maioria acredita que não seria uma forma efetiva para combater este tipo de violência

Por Raíssa Rojas | 28/02/2025 08:53
Para leitores, suspensão de CNH de agressores não reduziria violência doméstica
Mulher mostra os hematomas sofridos durante violência doméstica  (Foto: arquivo / Campo Grande News)

Uma das estratégias propostas pelo poder público como forma de reduzir a violência doméstica é suspender a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do agressor. Para o leitor do Campo Grande News, contudo, nada mudaria.

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A suspensão da CNH de agressores como medida para reduzir a violência doméstica é vista com ceticismo pela maioria dos leitores do Campo Grande News, com 73% acreditando que não seria eficaz. Em Mato Grosso do Sul, quase 3 mil mulheres denunciaram violência doméstica nos primeiros dois meses de 2025. Dois projetos de lei no Congresso propõem a suspensão da CNH para agressores, mas enfrentam críticas sobre sua eficácia. O Monitor da Violência Contra a Mulher foi lançado para guiar ações preventivas e repressivas. A discussão continua sobre a melhor forma de combater a violência de gênero.

A maioria, 73%, votou que a suspensão da CNH não reduziria a violência doméstica. Outros 12% acreditam que seria uma forma efetiva para combater os crimes contra a mulher.

Nos primeiros dois meses de 2025, quase 3 mil mulheres procuraram a polícia para relatar que foram vítimas de violência doméstica em Mato Grosso do Sul. Na Capital, o número de vítimas já ultrapassa 1 mil apenas neste ano. Esses dados são do Painel de Violência Doméstica em MS de 2025, que registra uma média de 56 casos por dia.

O Monitor da Violência Contra a Mulher foi disponibilizado ontem (27) para nortear ações preventivas e repressivas contra a violência de gênero. Até o dia 26 de fevereiro, o painel indicava um período de cinco dias sem registros de feminicídio no Estado.

"Eu acredito que devemos utilizar todos os meios possíveis para mudar esse cenário", comentou Adriana Viana nas redes sociais do jornal. No Congresso Nacional, dois projetos de lei em tramitação propõem a suspensão da CNH para agressores, com o objetivo de reduzir a violência doméstica.

O projeto de lei 3833/2024 prevê a suspensão da CNH para condenados por violência doméstica e familiar contra a mulher. A proposta segue a linha de medidas mais rígidas para punir os agressores e evitar reincidências. Atualmente, o projeto aguarda a designação de um relator.

Iago Arakaki dos Santos faz parte da maioria que considera essa medida ineficaz. "Achar que suspender a habilitação vai reduzir a violência doméstica, se nem a medida protetiva protege as vítimas... O que realmente faria diferença seria ter leis mais rígidas e profissionais que as façam valer, como delegadas, policiais e juízes", comentou.

Outro projeto, o 1168/2024, também propõe a inclusão da suspensão da habilitação entre as penalidades aplicáveis a quem cometer crimes de violência contra a mulher. Ele está aguardando a designação do relator desde 10 de abril.

Para leitores, suspensão de CNH de agressores não reduziria violência doméstica

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