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Saúde e Bem-Estar

HU de Dourados contrata intérpretes de guarani para o atendimento aos indígenas

Os mediadores contratados atuam na comunicação entre as equipes médicas e indígenas guarani e kaiowá

Por Ketlen Gomes | 02/04/2025 16:55
HU de Dourados contrata intérpretes de guarani para o atendimento aos indígenas
Paciente indígena e intértprete no HU-UFGD. (Foto: Divulgação)

Em março, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados) passou a oferecer atendimento a indígenas das etnias Guarani e Kaiowá com o auxílio de intérpretes de guarani.

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O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) iniciou, em março, um serviço de intérpretes de guarani para melhorar o atendimento a indígenas das etnias Guarani e Kaiowá. Dois intérpretes foram contratados para facilitar a comunicação entre pacientes e equipes médicas, promovendo um atendimento mais humanizado. Eles atuam na recepção e em busca ativa nas unidades de internação e ambulatórios. A iniciativa visa garantir que falantes de guarani tenham acesso adequado aos serviços de saúde, melhorando o diagnóstico e tratamento. O hospital também mantém um Comitê de Saúde Indígena para discutir melhorias no atendimento.

Para melhorar a comunicação entre as equipes médicas e os pacientes e tornar o atendimento mais humanizado, o hospital contratou dois intérpretes por meio de licitação. Eles foram alocados estrategicamente na recepção da internação da unidade.

Segundo a assessoria, os profissionais auxiliam os indígenas desde o primeiro contato com o hospital e realizam busca ativa nas unidades de internação, ambulatórios e na Casa da Gestante para identificar pacientes que possam enfrentar dificuldades de comunicação devido ao idioma.

As equipes de saúde também podem acionar os intérpretes pelo ramal da recepção para atendimento em unidades específicas. O superintendente do HU-UFGD, Hermeto Macario Amin Paschoalick, afirma que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações para melhorar o acolhimento e a inclusão de indígenas no hospital, garantindo que falantes de guarani tenham acesso adequado e compreensível aos serviços de saúde.

Uma das intérpretes contratadas, Maria Celina, atua há mais de 20 anos na saúde indígena e disse estar muito feliz em facilitar a comunicação entre profissionais e pacientes. Além de intérprete, ela pertence à etnia Kaiowá.

Para Francimara Benites Ferreira, de 24 anos, a contratação foi essencial para garantir uma comunicação eficaz no atendimento médico. A dona de casa saiu da Aldeia Pirajuí, em Paranhos, para dar à luz no HU-UFGD.

Em guarani, ela contou que já enfrentou dificuldades para se comunicar com enfermeiras e médicos, mas a presença dos intérpretes fez toda a diferença. Disse ainda que, às vezes, tem dificuldade em se expressar em português e que, com a tradução para sua língua, os profissionais entendem melhor suas necessidades.

A atuação dos intérpretes também facilita o entendimento dos sintomas, contribuindo para diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, já que os pacientes passam a compreender melhor as orientações médicas e o uso correto dos medicamentos.

Desde 2022, o hospital mantém o CSIN (Comitê de Saúde Indígena), que promove reuniões mensais para discutir e implementar melhorias no atendimento a indígenas.

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