Quadrilha que furtou lojas de shoppings na Capital agia de forma itinerante
Grupo usava dispositivo para burlar sistema de segurança e furtou roupas de 4 lojas em Campo Grande, GO e RJ
A quadrilha presa por furtar roupas em lojas de departamento em Campo Grande tinha como estratégia agir de forma itinerante e já tinha passagens por crime semelhante em Goiás e Rio de Janeiro. O grupo foi flagrado quando despachava pela Rodoviária de Campo Grande as roupas subtraídas de quatro estabelecimentos de dois shoppings da cidade.
Ontem, foram presos três adultos, sendo uma mulher de 30 anos, e dois homens, de 28 e 35 anos, e apreendida uma adolescente de 16 anos. A polícia apreendeu as roupas que seriam despachadas de ônibus para Goiás e ainda outras peças furtadas que ainda estavam na pousada onde o grupo estava.
O delegado João Paulo Sartori, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), disse que a polícia havia recebido informação de que o grupo de Goiás estava em Campo Grande para furtar lojas varejistas de roupas masculinas e femininas.
Na investigação, a polícia apurou que os ladrões usavam dispositivo que burlava o sistema de segurança usado pelas lojas, o lacre atrelado às peças de roupa. O foco deles eram lojas de departamento de shoppings da Capital e não há informação se eles agiram no centro da cidade. As roupas seriam revendidas de forma física e virtual em Goiás.
Sartori disse que pelo menos quatro lojas de departamentos foram alvo da ação dos criminosos, e os representantes legais estão sendo convocados para que forneçam imagens do circuito interno de segurança.
“Eles têm como característica a migração, para não ter investigação muito direcionada”, disse o delegado, explicando que a prisão foi possível por conta da integração das polícias e troca de informações com outros Estados.
Segundo o delegado, a investigação está praticamente concluída e prosseguem para identificar eventual receptador. Os envolvidos serão indiciados por furto qualificado, associação criminosa e corrupção de menores.