Prateleira musical 100% sul-mato-grossense tem CDs de R$ 36 a R$ 4,90
Na pequena prateleira ao fundo da loja que expõe produtos típicos e a arte de Mato Grosso do Sul, há uma porção de discos de artistas do Estado. É a parada certa de quem não tem o apelo de super hits para emplacar o trabalho em grandes lojas, até porque, elas são cada vez mais raras.
Encontrar gravações de músicos do Estado em shoppings, supermercados ou redes de departamento é praticamente impossível, mas na Casa do Artesão, na esquina da Afonso Pena com a Calógeras, o espaço é 100% sul-mato-grossense.
Na lista dos mais procurados pelos turistas estão os músicos da família Espíndola - Jerry, Celito, Geraldo e Tetê. Depois aparecem Almir Sater, Paulo Simões e Dino Rocha.
Muita gente também quer ouvir Helena Meirelles e o Grupo Acaba, os mais procurados segundo Sirlei de Souza Rodrigues, de 68 anos, funcionaria da loja há 23 anos.
E o preço é muito bom. Coletâneas de CDs de música pantaneira instrumental, por exemplo, são vendidos a partir de R$32,00. O trabalho mais caro da loja é do músico Paulo Simões, que sai por R$36,00.
No outro extremo, o CD mais barato é do cantor Betinho Sacode, gravado em 2009, hoje vendido por apenas R$4,99.
Além do som regional, também há blues do cantor Boaventura, rock da banda Impossíveis e discos do primeiro suspiro do sertanejo universitário, com a dupla Thúlio e Thiago.
Sirlei conta que a busca pelas polcas paraguaias cresceu bastante e é possível encontrar discos do estilo a partir de R$12,00.
O local Val, inclusive, para uma pesquisa musical. Nas prateleiras também aparecem gravações de artistas que nem passaram do primeiro trabalho ou que há tempos não são mais vistos.
A Casa do Artesão fica na avenida Calógeras, 2050 e funciona das 8 às 18 horas.