“Não querem o sucesso de Campo Grande”, diz prefeito sobre corte de ICMS
A previsão de que Campo Grande perderá R$ 48 milhões na arrecadação por causa da queda no percentual destinado à Capital no rateio
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A previsão de que Campo Grande perderá R$ 48 milhões na arrecadação por causa da diminuição do percentual destinado à Capital no rateio do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) irritou o prefeito Marquinhos Trad (PSD). Ele comentou sobre o assunto em agenda pública na tarde desta terça-feira (2).
“Daqui a pouco vão fazer com que a gente feche as portas da Prefeitura, não sei se esse é o anseio ou se desejam o insucesso de Campo Grande”, afirmou.
Marquinhos lembrou que em 2012, Nelsinho Trad (PSD) governou com repasse de 25% do ICMS arrecadado pelo Estado e Alcides Bernal (PP) tinha percentual de 22% na divisão para governar. A previsão da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) feita para 2020 é que a participação pode recuar dos 20,17% aplicados em 2019 para 18,04% no próximo exercício.
“De 2012 para 2019, tirar 7 ou 8 pontos, ou caiu uma bomba em Campo Grande e dizimou 700 mil habitantes ou não querem o sucesso de Campo Grande”, repetiu.
O secretário municipal de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, já havia avaliado que a possível redução é “bastante preocupante” e que poderia levar Campo Grande “a uma situação de insolvência fiscal”.
Segundo ele, a Prefeitura vai apresentar recurso contra a diminuição prevista. Os municípios têm até 30 dias para recorrer dos valores publicados pela Sefaz.