Homem nega que abandonou cão doente e é solto em audiência
Pedreiro de 53 anos afirmou que não sabe o que animal tem e não tem dinheiro para levá-lo ao veterinário
Pedreiro de 53 anos, preso por abandonar Barão, cão de ração indefinida, na rua, negou o crime e foi solto em audiência de custódia neste sábado (22). Em depoimento, o homem afirmou que sabe que o animal está doente, porém não consegue descobrir o diagnóstico, pois não tem dinheiro para levá-lo ao veterinário. O flagrante ocorreu na quinta-feira (20), no Núcleo Habitacional Universitárias, em Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Pedreiro de 53 anos, preso por abandonar Barão, cão de raça indefinida, na rua, foi solto em audiência de custódia. Ele negou o crime e afirmou que o animal está doente, mas não consegue diagnóstico por falta de dinheiro. O flagrante ocorreu em Campo Grande. O pedreiro adotou o cão há um ano e diz que ele foge sempre que o portão é aberto. O juiz concedeu liberdade provisória, mas determinou cuidados ao animal sob risco de nova prisão.
No relato, o pedreiro contou que adotou o animal em uma fazenda há cerca de um ano e que nunca o deixou sem comida; no entanto, sempre que abre o portão, o cachorro foge para a rua e ele não consegue chamá-lo de volta – inclusive, foi assim que o animal acabou contraindo sarna. Quanto ao emagrecimento de Barão, o homem acredita que se deva a uma doença do carrapato.
Porém, ele não tem certeza, já que não dispõe de recursos para levá-lo ao veterinário. Ainda negou praticar maus-tratos, afirmando que o animal dorme na varanda da casa, em local coberto, e que, naquela manhã, fugiu quando o portão da residência foi aberto.
À delegada titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), o pedreiro informou que o animal não possui carteira de vacinação e não tomou as doses do imunizante contra a raiva. Ele também pontuou que as únicas testemunhas de que o cachorro dorme dentro de casa são sua esposa e o vizinho do terreno.
Ontem à tarde, o pedreiro passou por audiência de custódia, e o juiz Luiz Felipe Medeiros Vieira entendeu que não existiam indícios de que ele, em liberdade, colocaria em risco a instrução criminal e a aplicação da lei penal. Além disso, considerou que ele é réu primário, possui residência fixa e exerce trabalho lícito, concedendo-lhe, assim, a liberdade provisória.
No entanto, o magistrado determinou que o pedreiro ofereça os cuidados necessários ao cachorro, a fim de que ele tenha boa saúde, sob pena de ter a prisão decretada novamente, e que compareça a todos os atos do processo quando for chamado.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.