Trio que matou homem após briga por som tem prisão preventiva decretada
Crime aconteceu na noite de sábado e acusados foram presos em flagrante horas depois tentando fugir da cidade
Anderson Faustino Rosa, Luiz Carlos de Barros e Assis Morel de Campos, cunhado da vítima, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça neste domingo (11). Eles são acusados de matar a facadas o idoso Manoel Nunes Ferreira, 73 anos, na noite de sábado (10), após uma briga pelo volume do som. O caso aconteceu na Rua São João, em Rio Negro, a 153 quilômetros de Campo Grande.
A decisão é assinada pelo juiz plantonista da comarca da VX Região, Ronaldo Gonçalves Onofri. Segundo magistrado, “os elementos constantes do presente auto de prisão em flagrante dão conta da existência do delito e apontam indícios suficientes de autoria, em especial os boletins de ocorrência e os depoimentos dos flagrados e das testemunhas ouvidas pela autoridade policial”.
Além disso, os três envolvidos possuem antecedentes criminais. Anderson é reincidente na prática de homicídio e estava com mandado de prisão em aberto expedido pela 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. O que aponta que a conduta dos acusados representa “grave ameaça à ordem pública”. Ele também determinou que os três passem por audiência de custódia ainda neste domingo.
Crime - Conforme o boletim de ocorrência, equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada por volta das 20h30 de sábado pela esposa da vítima. No local, Manoel estava sentado em um sofá na varanda da casa já morto. Polícia Civil e Perícia foram acionadas.
Aos policiais, a mulher contou que estava dormindo e o marido ficou sentado na varanda. Em certo momento, ela escutou um barulho e foi ver o que tinha acontecido. Quando chegou, encontrou Manoel já ferido. Ela então foi até a edícula nos fundos da casa e pediu ajuda a seu irmão que foi até o hospital, mas o homem morreu antes do socorro chegar.
Equipe da PM realizou buscas após o cunhado da vítima relatar que horas antes do crime Manoel foi reclamar do barulho do som na casa que fica nos fundos da residência, onde ele e mais dois homens ingeriam bebidas alcoólicas e suspeita que eles seriam o autor das facadas.
Os dois homens foram presos pedindo carona na saída da cidade. Em depoimento, Anderson relatou que conheceu a vítima na casa de Assis há cerca de três semanas e que nunca teve qualquer desavença com Manoel. Que no sábado estavam confraternizando e o homem foi duas vezes na casa do cunhado pedir para que abaixassem o som.
a segunda vez, Assis teria se levantado e dito que resolveria o problema do cunhado. Com isso, pegou uma faca embaixo do colchão e perguntou se os dois amigos teriam coragem de matar Manoel. Ambos responderam que sim. Anderson então pegou a faca e atingiu a vítima no abdome.
Manoel saiu correndo e foi atingido novamente só que na mão direta. Luiz Carlos tomou a mãe de Anderson e foi em direção da vítima que já estava perto do sofá caído. Ele deu mais duas facadas e os dois fugiram em seguida. A versão foi confirmada pelo amigo, também preso na rodovia.
Segundo apurado pela Polícia Civil, Assis já tinha desavenças com o cunhado e em 2020 foi investigado por esfaquear uma outra pessoa junto com Luiz. Anderson foi condenado em 2014 a 14 anos de prisão por matar Ribamar Cavalcante de Lima com golpes de foice.