Primeira "atleta" de MS treina para campeonato de escalada em árvores
Entre as modalidades estão subida rápida e lançamento de corda, que ganha quem fizer em menor tempo, além de resgate aéreo
A simples brincadeira de escalar árvores é assunto de marmanjo que virou competição e este ano chega por aqui, durante o 24º Congresso Brasileiro de Arborização Urbana e o 3º Congresso Ibero Americano de Arborização Urbana, marcados para ocorrer de 30 de agosto a 4 de setembro, na Capital.
Dentro do cronograma dos congressos estão o 11º Campeonato Brasileiro e o 2º Campeonato Latino-Americano de Escalada de Árvore, ambos previstos para ocorrer no Parque das Nações Indígenas. As duas competições integram o calendário esportivo de 2020 divulgado pela Funesp (Fundação Municipal de Esportes).
Mas apesar de sediar a competição curiosa, não há praticantes oficiais da modalidade em Mato Grosso do Sul, por fim, quem passou neste domingo pela praça da Vila Margarida, acompanhou o treinamento da nossa primeira representante.
Sydney Brasil é o presidente do Comitê de Escalada e está na Capital para o treinamento. Ele defende a modalidade não apenas como atividade física, mas como forma de mostrar o quanto a natureza é incrível.
Neste primeiro momento, Sydney está capacitando a Gissele Giraldelli, de 39 anos, superintendente de Fiscalização e Gestão Ambiental da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), primeira encarar as árvores desse jeito em Campo Grande.
"Eu vou ser a primeira a ser capacitada, mas vamos deixar aberto para todos que quiserem participar. Ano passado eu acompanhei a competição e fiquei encantada, então esse ano é a minha vez. É interessante porque ainda não existe a cultura de cuidado e preocupação com árvores aqui na cidade, o evento também chama atenção para isso", diz Gissele.
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Ele explica que a competição é dividida em dois dias. O primeiro serve para classificar e o segundo para as finais. Entre as modalidades estão subida rápida e lançamento de corda, que ganha quem fizer em menor tempo, além de resgate aéreo. “Esse resgate é para situações em que um colega se machuca e você precisa prestar socorro”.
“Toda a competição é avaliada com o princípio da segurança, não pode ter nada fora das normas. As modalidades simulam situações que os profissionais passam no dia-a-dia”, acrescenta.
Ele explica que a final pode ser feita em árvore de até 20 metros. Os participantes precisam colocar os equipamentos de segurança, lançar a corda, subir na árvore, passar por todas as etapas preparadas em cima da árvore, descer e retirar os equipamentos. São esperados cerca de 30 competidores, alguns deles de outros países.
O profissional explica que com este tipo de treinamento, os profissionais são preparados para atuações sem a necessidade de usar um veículo para subir em árvores, mas sempre com os equipamentos de segurança previstos.
A capacitação continuará em Campo Grande em maio, na tentativa de mais competidores aparecerem por aqui. Na edição do ano passado, em João Pessoa, foram 12 "atletas" e 12 árbitros.