Autorização para menor no show de Guëtta é dúvida
Para esclarecer pais que todos os dias enviam perguntas ao Lado B, menores só poderão entrar no show de David Guëtta se estiverem acompanhados por uma pessoa maior de idade e mediante apresentação de documento reconhecido em cartório.
Mesmo assim, isso só vale para fãs de 16 e 17 anos, quem ainda não chegou a essa faixa etária não terá acesso permitido.
Mas o promotor da Infância, Sérgio Harfouche, coloca em dúvida, inclusive, a liberação de alvará para entrada de menores de 16 e 17 anos pela Justiça.
“A organização teve meses para pedir a autorização e não pediu. A lei estabelece solicitação pelo menos 10 dias antes do evento, mas só na segunda-feira eles entraram com a solicitação e cheia de falhas”. Harfouche lembra que amanhã é feriado e portanto, se a solução não sair hoje, sobra apenas a sexta-feira, o dia do show, para o encaminhamento do tema.
Aos garotos que já criaram expectativa em relação ao show, o promotor avisa. “Se não for permitida a entrada de menor de 18 anos, a culpa não é minha é dos organizadores que deixaram tudo para a última hora”.
Segundo ele, a autorização está condicionada a algumas providências. “Não foi apresentado alvará dos bombeiros, por exemplo, e o da Polícia Militar permite evento de apenas 7 mil pessoas e eles já disseram que estão esperando 20 mil. Isso significa que público maior que 7 mil pode ser barrado. Eles vão ter de mudar muita coisa para conseguir a autorização”.
Para os adolescentes afoitos pela apresentação do ídolo da música eletrônica, Harfouche avisa: “Se eles não puderem entrar, a culpa não será minha. É culpa deles que deixaram tudo para a última hora”.
Outra observação feita pelo promotor é que em nenhum momento foi solicitado acesso para menores de 16 anos. “A organização estabeleceu que é para 16 e 17, menor que isso não vai entrar de jeito nenhum. Lamento”, comenta.
O promotor diz ainda que, caso o alvará seja concedido, “garoto que for pego bebendo ou que apresentar documento falso para entrar, terá uma surpresa. Os pais vão ter de buscar na delegacia”, adverte.
Para resumir a avaliação, o promotor se coloca na posição de pai. "Se um dos meus filhos pensasse em ir, não deixaria jamais depois de perceber como tudo é organizado".
Por telefone, o advogado da Move Club, Fábio de Melo Ferraz, afirmou que toda a situação está sendo avaliada. Com relação à liberação de alvará para entrada de menores, Fábio disse que o prazo estabelecido foi cumprido, como determina a lei.
As falhas apontadas pelo promotor, disse, serão esclarecidas na íntegra. “A questão dos alvarás é a seguinte: A Move deu entrada, mas tem alguns alvarás que realmente não foram entregues ainda, mas foi protocolado o pedido”, justificou.