Lei sobre cadastro de pedófilos volta para análise da Assembleia
Proposta retornou ao legislativo para que tivesse adequações no texto, antes de funcionar na prática
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Apesar de ser lei estadual desde 1° de agosto do ano passado, o cadastro estadual de pedófilos ainda não entrou em prática e continua sob análise na Assembleia. A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) devolveu a matéria para o legislativo, para que houvesse adequações no texto, antes de entrar em prática.
De acordo com a assessoria da Sejusp, a lei foi devolvida para que com as devidas alterações, fosse possível tornar este cadastro operacional, restando aos deputados por meio da comissão de segurança e da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), fazer as devidas modificações.
O presidente da comissão de Segurança, o deputado Cabo Almi (PT), confirmou que já propôs algumas mudanças na lei, como o fato do nome do condenado ser retirado do cadastro, após ele terminar de cumprir a pena. Outra questão é informar outros estados, caso o condenado deixe Mato Grosso do Sul, enquanto estiver neste levantamento.
“As minhas mudanças foram no sentido de reforçar a questão jurídica, já que quando estivesse em prática, poderia gerar processos de indenização contra o Estado, como no caso do nome não ser retirado após a pessoa cumprir a pena”, disse o petista.
A lei continua sob análise das demais comissões, para depois com as devidas mudanças retornar a Sejusp, para que enfim seja regulamentada e colocada em prática. A proposta é de autoria do ex-deputado Coronel David, que na época foi aprovada na Assembleia e sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
Lei - De acordo com o texto, o banco de informações, que deverá ser fornecido pela Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), vai apresentar características físicas, circunstâncias e local em que o crime foi cometido, além da idade, histórico de crimes, entre outros dados.
À população, será permitido o acesso ao nome e foto de pessoas que tenham sido condenadas por algum crime contra integridade sexual de crianças e adolescentes. Apenas informações mais detalhadas ficariam restritas às polícias e Poder Judiciário.