Motorista recebe duas multas no mesmo dia, hora e minuto, mas em ruas diferentes
Empresário foi autuado durante blitz no Bairro Tiradentes e contesta erro na notificação

O empresário Matheus Davanso, de 37 anos, foi multado duas vezes por dirigir sem cinto de segurança no último dia 18, durante uma blitz da Polícia Militar no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. O que chama atenção é que as infrações foram registradas no mesmo dia, hora e minuto, mas em ruas diferentes.
RESUMO
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Um empresário de Campo Grande, Matheus Davanso, foi surpreendido ao receber duas multas de trânsito por dirigir sem cinto de segurança, ambas registradas no mesmo dia, hora e minuto, mas em ruas diferentes. As autuações ocorreram durante uma blitz da Polícia Militar no Bairro Tiradentes. Matheus questiona a validade das multas, já que foram aplicadas por agentes distintos em locais diferentes ao mesmo tempo. O Detran-MS orientou o motorista a recorrer das autuações. A Polícia Militar não se manifestou sobre o caso até o momento.
Pelo canal Direto das Ruas, Matheus relatou a surpresa ao receber as notificações nesta quinta-feira (3). Ambas as autuações foram registradas às 9h01, uma na Avenida José Nogueira Vieira e outra na Rua Final 52, que faz esquina com o ponto da fiscalização.
“Se eu estivesse sem cinto na Avenida Mato Grosso e, dez minutos depois, outro agente me flagrasse na Zahran, isso estaria correto. Mas não faz sentido ser autuado no mesmo segundo, por dois agentes diferentes, em locais distintos”, defende
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) orientou que o condutor deve recorrer da autuação e aguardar a análise do pedido. Se o recurso for negado, pode recorrer à Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) e, em última instância, ao Cetran (Conselho Estadual de Trânsito).
O órgão também destacou que, apesar de aparecer como responsável pela multa, a fiscalização foi realizada pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar.
“Agora, além do prejuízo, terei que arcar com advogado por um erro que poderia ser evitado. Os agentes deveriam ter conferido as informações antes de registrar no sistema”, lamenta Matheus.
A Polícia Militar foi procurada para comentar o caso, mas não respondeu até a publicação desta matéria.
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