Secretaria corrige informação e diz que aguarda relatório sobre frigorífico
Diferentemente do que foi divulgado ontem, que já descartava tanto o teste quanto o fechamento, a Secretaria vai esperar relatório

A Secretaria Estadual de Saúde informou que vai aguardar o relatório da visita feita ontem ao frigorífico Naturafrig, em Rochedo, para então recomendar a testagem em massa ou o fechamento da unidade. Diferentemente do que foi divulgado ontem, que já descartava tanto o teste quanto o fechamento, a Secretaria corrigiu a informação e diz que as medidas só vão ser tomadas depois da terça-feira, quando o relatório estiver em mãos.
Equipes da Secretaria Estadual de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Rochedo estiveram ontem no frigorífico Naturafrig, em Rochedo, à convite da empresa, para avaliar avaliando as medidas adotadas e a possibilidade de um novo fechamento da unidade depois que 28 novos casos de covid foram confirmados.
Segundo a assessoria de imprensa, tanto Secretaria Estadual quanto Municipal de Rochedo estão monitorando os casos positivos e os que tiverem contato com eles e, inclusive, fornecendo cestas básicas, para asseguram que eles não tenham motivos de sair de casa.
O Campo Grande News havia noticiado 20 casos de quinta até sábado, os trabalhadores denunciavam que o frigorífico não foi fechado e que os funcionários afastados estavam isolados juntos em uma única casa. Vale lembrar que o município de Rochedo foi palco de um surto de covid com casos na unidade em junho. A empresa anunciou férias coletivas e suspensão de atividades por 15 dias devido ao número de infectados.
Os trabalhadores do frigorífico denunciaram o caso à Secretaria Estadual de Saúde. A Naturafrig confirmou 28 casos positivos, e um total de 36 afastados por terem tido contato com estes, e informou que a empresa isolou os funcionários e reduziu o abate no setor onde foram detectados os casos.
O frigorífico enfatiza que a casa onde moram os trabalhadores não é fornecida pela empresa e diz que eles que se organizam em uma república dividindo os custos da moradia. Conforme o gerente, a empresa dá um subsídio para os funcionários que são de fora do município e eles que se reúnem em repúblicas.