Professora denuncia agressão de crianças contra o filho autista em condomínio
Boletim de ocorrência por vias de fato foi registrado; condomínio aplicou multa aos pais dos denunciados
Uma professora de 52 anos denunciou a agressão ao filho do espectro autista, de 12 anos, dentro de condomínio localizado no Bairro Pioneiros, onde mora há três meses, em Campo Grande. O menino chegou a escrever uma carta relatando o fato ao síndico do residencial. Por conta da situação, está de mudança do apartamento.
RESUMO
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Uma professora de 52 anos denunciou agressões sofridas por seu filho autista, de 12 anos, dentro de um condomínio em Campo Grande. O menino, que não relatava os abusos à mãe, escreveu uma carta ao síndico após ser agredido por quatro crianças. As agressões, que incluem violência física e verbal, foram registradas por câmeras de segurança e relatadas à polícia. A mãe, preocupada com o impacto psicológico no filho, decidiu se mudar do local. O síndico afirmou que os pais dos agressores foram notificados e multados. O caso está sendo investigado, e a identidade dos envolvidos foi preservada.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
Conforme a mãe, há cerca de um mês, o filho vem sofrendo vários tipos de agressões físicas e verbais por parte de quatro crianças, com idades entre 7 e 10 anos. Ela foi informada do caso por uma mulher que faz a segurança do condomínio. “Até então, eu não sabia, porque meu filho não contava para mim. Ele chegava em casa com a roupa rasgada e dizia que tinha se machucado no parquinho”, lamentou.
Ao questionar o filho sobre o assunto, o garoto confirmou as agressões e chegou a escrever uma carta relatando o que havia acontecido. No texto, o menino afirmou que foi 'puxado' sem nenhum motivo ao pedir para brincar e as crianças não deixarem.
A primeira agressão ocorreu no dia 19 de março, e a mais recente, no dia 24 do mesmo mês. Uma das cenas foi registrada por câmeras de segurança, e as imagens entregues à polícia. Na gravação, é possível ver as crianças rasgando a roupa da vítima.
Um boletim de ocorrência por vias de fato foi registrado no último dia 26 na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro.
Segundo a mãe, após esses episódios, o filho, que faz tratamento psicológico e terapia, tem tido crises, passou a não se alimentar e não consegue verbalizar, além de sofrer com episódios de pânico. A professora afirma ainda que tentou conversar com os pais dos agressores, mas sem sucesso.
Preocupada com a situação, ela não viu outra alternativa a não ser se mudar para outro residencial. “Estou vendendo os móveis a preço de banana para sair daqui”, desabafou. Ela também lamentou a postura do condomínio, afirmando que o síndico não tomou providência sobre o caso. “Meu filho fica a tarde toda na escola. Ele apanhava quando descia para levar o lixo. Ele não reage, apanha quieto, fica em posição fetal enquanto é surrado”, contou.
Indagado sobre o caso, o síndico afirmou que os pais das crianças envolvidas nas agressões foram notificados e multados, conforme previsto no regimento. “O condomínio faz o que lhe compete”, declarou. O Campo Grande News não divulgou o nome dos envolvidos, seguindo determinação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
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