Antiga Clínica Carandá dará lugar a 4 prédios com 418 apartamentos na MT
O projeto prevê 3 anos de duração das obras para cada fase, com a primeira sendo finalizada em 2028
O Bairro Carandá Bosque está na mira para ganhar quatro novos prédios, sendo mais um na lista da região do Parque dos Poderes. Desta vez, o antigo local onde era a Clínica Carandá será demolido para dar lugar ao novo empreendimento.
RESUMO
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O Bairro Carandá Bosque, em Campo Grande, está prestes a receber um novo empreendimento imobiliário no local da antiga Clínica Carandá, que será demolida. A FRZ Engenharia, de São Paulo, planeja construir um complexo residencial com 418 unidades e seis salas comerciais, em três fases. O projeto, avaliado em R$ 25 milhões, prevê torres de até 32 andares e deve durar nove anos, com a primeira fase concluída em 2028. O terreno, atualmente abandonado, já foi uma clínica psiquiátrica até 2020. A obra ainda não foi lançada oficialmente, e detalhes financeiros não foram divulgados.
O empreendimento que será construído pela FRZ Engenharia, de São Paulo, prevê a construção de um multiresidencial a ser executado em 3 fases, contendo 418 unidades residenciais e seis salas comerciais, localizado de frente para a Avenida Mato Grosso, entre a Avenida Professor Luís Alexandre de Oliveira e Rua Alfredo Rossini, e atrás da Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Carandá Bosque.
O terreno vale R$ 25 milhões, e serviu como clínica psiquiátrica até 2020. De lá para cá, nada mais foi feito e o local aparenta estar abandonado. A reportagem esteve no endereço e visualizou bastante sujeira e mato na área externa.
Por enquanto, está definido que serão três tipos de entradas, mas pode ser alterado conforme orientações da Agetran (Agência Municipal de Trânsito).
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As torres denominadas “A1” e ‘A2”, na fase 1, contam com o térreo e mais 23 andares. Cada pavimento abrange cinco unidades residenciais, totalizando 230 apartamentos. Essas moradias variam de 70,48 m² a 100,04 m². O terreno mede 6.831,83 m², sendo que o total de área construída chega a 39.502,92 m².
A torre “B” (fase 2) terá térreo e mais 23 pavimentos, com cada andar contendo quatro unidades residenciais, totalizando 92 unidades. O tamanho varia entre 120,23 m² e 135,85 m². O terreno mede 3.718,897 m² e área construída de 23.251,95 m².
A torre “C” (fase 3), com térreo mais 32 andares. Cada pavimento terá três unidades residenciais, totalizando 96 apartamentos, entre 149,94 m² e 177,75 m². Neste caso, o terreno mede 5.291,522 m² e área construída de 30.523,68 m².
Considerando que o projeto está em fase de estudo preliminar, não há quais atividades serão destinadas para a área destinada ao comércio no projeto. A expectativa é de movimento de 2.736 clientes ao dia, com horário de funcionamento podendo ser das 6h às 18h.
Conforme o cronograma, o projeto prevê 3 anos de duração das obras por cada fase. A primeira deve ser finalizada em 2028. No caso da mão de obra é estimado 185 pessoas para cada fase.
A empresa informou ao Campo Grande News que ainda a obra não foi lançada na Capital e, por isso, não foi informado o valor do quanto custará a obra e nem cada apartamento.
Vizinhança - Na frente do terreno onde os edifícios devem ser construídos, fica um dos mais antigos residenciais da Avenida Mato Grosso.
O gerente de Tecnologia da Informação, Pablo Cavalcante, de 40 anos, é contra a construção das quatro torres.
“Acho que vai atrapalhar, porque é um terreno muito grande e de área verde. Nem sei se essas árvores podem ser derrubadas, elas ajudam a manter os animais e pássaros da região”, disse.
Para ele, com o novo residencial, o trânsito daquele trecho ficará ainda mais intenso nos horários de pico. “Não comporta quatro torres, tem que mudar toda a infraestrutura de semáforos. São muitas pessoas para uma área que não foi planejada para isso”, afirmou.
O empresário Ari Mendonça, de 76 anos, também acredita que o trânsito ficará ainda mais complicado na Avenida Mato Grosso. “A única coisa que vai aborrecer é o trânsito, mas não sou contra o progresso”, disse rapidamente.
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Já a fisioterapeuta Jennifer Lima Fedrizzi, de 36 anos, acha que a construção será positiva para a região.
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“Vai ser bom, não tem problema, a via é movimentada, mas é sinalizada. O condomínio aqui na frente é muito arborizado, não vai ter problema com sombra. E esse terreno também fica vazio, a gente não sabe se é bem cuidado dentro”, pontuou.
Outra vizinha do terreno, a administradora Gislaine Ferreira, de 39 anos, destaca os impactos de um canteiro de obras em frente à sua casa. “A obra também faz muito barulho, vai ter guindaste se forem prédios altos”, opinou.
Para debater sobre o assunto, a Prefeitura de Campo Grande vai realizar no dia 10 de abril, às 18h, Audiência Pública para discutir o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança).
O encontro está marcado na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), localizada na Rua Hélio de Castro Maia, n° 279, Bairro Jardim Paulista.
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