Tentando driblar ladrões, lojas precisam “gradear” dos manequins às lâmpadas
Para quem trabalha no bairro, a opinião é de que o Parati é só mais um a sofrer com a insegurança
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No primeiro furto à loja de roupas que tem há sete anos na Rua da Divisão, no Parati, em Campo Grande, o comerciante Fábio Pinheiro decidiu instalar câmeras. Da segunda vez, as imagens já gravaram a ação dos ladrões. Na terceira, precisou colocar a grade na frente dos manequins. Pois os bonecos articulados foram atirados na calçada.
Na movimentada via comercial, as câmeras são lugar-comum, estão por todos os cantos, seja em residências ou lojas. Mas não é o suficiente. Também é preciso colocar grades nos dispositivos eletrônicos. Assim como as grades protegem caixas de fiação e, até mesmo, as lâmpadas.
Para quem mora ou trabalha no bairro, a opinião é de que o Parati é só mais um a sofrer com a insegurança que se espalha pela cidade. Mas o mapa da criminalidade mostra que o bairro está inserido na região urbana do Anhanduizinho, que lidera as estatísticas de roubos e furtos (incluindo tentativas) registradas pelo 190 da PM (Polícia Militar).
No mais recente furto, em abril deste ano, a loja de Fábio foi invadida numa madrugada de abril por um casal. A mulher, com as mãos cheias de sacolas, fica parada perto da porta, enquanto o homem arrebenta o cadeado. Para trás, deixaram prejuízo de R$ 18 mil e a suspeita de que as peças de roupas de academia seriam absorvidas pelo mercado paralelo da receptação.
Morador do Bairro Parati há 30 anos, um homem, de 46 anos, se viu na mira de um revólver em frente de casa, às 15h da tarde. O assaltante fugiu levando a motocicleta que estava estacionada diante do imóvel. A moto foi recuperada duas semanas depois. Mas, do portão para dentro, o morador investiu em segurança. A fachada da casa é toda fechada e o imóvel tem câmera.
“Aconteceu com a gente essa fatalidade. Tem bastante roubo de celular também e os usuários que entram nas lojas”, diz a vítima.
Com a loja especializada em venda e manutenção de bicicletas aberta há 40 dias na Rua da Divisão, Osvaldo Aparecido Gamarra já amargou prejuízo. A bandeira com a propaganda da loja, pela qual pagou R$ 370, foi levada. Ele conta que esqueceu de recolher a bandeira, que tem haste de ferro. “Nem falo que foi um roubo, foi relaxismo”.
Para repor a bandeira de propaganda, precisou gastar mais R$ 340. Desta vez, o valor teve um desconto porque a fabricante se compadeceu da situação. Afinal, ele tinha acabado de comprar o material de divulgação. A loja já conta com câmera e alarme. Os próximos investimentos serão em seguro e concertina (cerca em espiral com lâminas de aço).
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