Europeus pressionam comissão para compra de soja brasileira
Se há uma perspectiva desfavorável para o Brasil na compra de fertilizantes russos, vários países europeus estão pressionando a União Europeia para facilitar a aquisição de soja brasileira e de milho da Argentina e Estados Unidos.
Uma semana de pressões.
A União Europeia, sediada em Bruxelas, dispõe de uma Comissão que edita todas as normas para a importação de cereais. Os países europeus que criam porcos e vacas estão há uma semana pressionando esse órgão para que elimine ou afrouxe as normas fitossanitárias de importação com receio de um aumento exagerado nos preços da alimentação que elevaria a inflação.
Afrouxar normas de plantio.
Ao mesmo tempo que pressionam a Comissão da União Europeia para facilitar a importação de grãos, pedem facilidades para o plantio. Quem é minimamente responsável, prevê que o conflito Rússia-Ucrânia será duradouro e implicará na quebra de fornecimento de grãos (e de fertilizantes, no caso brasileiro). Querem eliminar, temporariamente , o tempo de repouso da terra.
Milho e soja geneticamente modificados.
Também pressionam para quebrar um mantra europeu pró-ambientalismo. A União Europeia vem apertando drasticamente as compras de milho e soja geneticamente modificados. Os países dependentes do milho e soja ucranianos e russos, solicitam a liberação desse tipo de cereal polêmico. Além disso, querem que as fiscalizações afrouxem no que tange os denominados "resíduos de produtos fitossanitários", leia-se os excessos de produtos químicos que fazem mal à saúde humana que os plantadores do Brasil e Argentina tanto utilizam. Enfim, se as notícias sobre fertilizantes são desanimadoras, as de ampliação de mercados para venda dos grãos brasileiros, trazem esperanças.
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