Público lota Aracy Balabanian para primeira noite da Bienal de Teatro
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“Formar público e formar plateia de teatro”, com essa frase o curador da mostra de teatro Victor Samúdio define a estratégia da segunda Bienal de Teatro de Mato Grosso do Sul, que teve seu primeiro espetáculo apresentado nesta quarta-feira (12). A missão do evento pode parecer difícil quando se imagina que o teatro não tem público em Campo Grande, o que na verdade não passa de uma falsa impressão.
Na primeira noite, a apresentação de Denise Stoklos lotou o teatro Aracy Balabanian com público que sente falta de maior presença do teatro na vida cultural da Capital. O espetáculo “Preferiria Não?” trouxe a atriz que mescla teatro, dança e expressão corporal contando o movimento do mundo.
Denise não permite qualquer tipo de imagem, fotografia ou gravação da peça, o que provocou ainda mais a curiosidade de quem aguardava na entrada do Centro Cultural José Octavio Guizzo.
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A proposta Bienal é apresentar o hibridismo, que é mesclar teatro, vídeo, internet em mais de 30 apresentações, que seguem até o próximo domingo (16). “Hoje em dia tudo se funde, nada mais se separa em caixinhas e isso que queremos mostrar”, conta Samúdio.
A Bienal atrai o público que veio de cidades com uma tradição de espetáculos maior de Campo Grande. “Eu sou do Rio de Janeiro e lá não ia ao teatro, aqui eu tenho mais contato”, conta a estudante Ana Delgado, 40 anos.
O Campo Grande News apóia a Bienal de Teatro e o Lado B continuará divulgado a programação das apresentações.
Os espetáculos da Bienal são realizados em locais que facilitam o acesso do público, como o teatro Aracy Balabanian, no centro, e a avenida Afonso Pena. “Eu acho interessante pelo custo e também pelo local, que é de fácil acesso”, comentou a bióloga Cintia Possas, 27 anos.
Cintia foi acompanhada do amigo publicitário Rodrigo Mota, 23 anos, que elogiou a proposta de misturar diferentes formas de cultura. “É muito boa a proposta de misturar redes sociais, colaborativismo e arte contemporânea”, comentou.
As apresentações são gratuitas ou com ingressos de R$ 5 e R$ 10, o que também pesa para atrair o público.
“O valor baixo é uma forma de viabilizar a cultura e é uma forma de experiência entre o público e os artistas”, define a bailarina Ana Carolina, 21 anos.
O acadêmico de filosofia Régis Pereira Cláudio, 29 anos, foi acompanhado dos amigos da faculdade e também concorda que a Bienal é uma ótima forma de ter acesso a espetáculos. “É uma oportunidade até para trazer mais teatro para Campo Grande, facilitar o acesso a cultura”, finalizou.