Perícia apontará se gatos morreram envenenados com chumbinho
Carne, aparentemente com chumbinho, também foi levada à delegacia
Até ontem (3), Ana Eloir da Silva Morilho, aposentada de 78 anos, já tinha encontrado seis de seus gatos mortos. Hoje de manhã, mais um morreu. A tutora registrou boletim de ocorrência na Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) e levou os animais para passarem por perícia. Só assim saberá se houve envenenamento.
RESUMO
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Ana Eloir da Silva Morilho, de 78 anos, encontrou sete de seus gatos mortos, suspeitos de envenenamento, em Campo Grande. A aposentada, que cuida de gatos abandonados há 10 anos, registrou ocorrência na Decat, onde os corpos dos animais passarão por perícia. Pedaços de carne com possível veneno foram achados junto aos corpos. Ana, que tinha 26 gatos, viu cinco filhotes mortos na garagem e outros três desapareceram. A família espera que a investigação identifique o responsável e impeça novos casos. O incidente abalou Ana e os vizinhos, que são amigos dos animais.
Ana Morilho dedicou os últimos 10 anos a cuidar de gatos abandonados. Junto aos felinos, havia pedaços de carne misturados com o que aparenta ser chumbinho, um tipo de veneno com venda proibida. Este material também será periciado na Decat.
Antes, a tutora tinha 26 gatos. Primeiro, na quarta-feira (2), um felino passou mal e morreu. Nesta quinta-feira, Ana encontrou cinco filhotinhos mortos na garagem de casa. Hoje, mais um foi encontrado morto. Pelo menos outros três animais cuidados por Ana desapareceram. Ela suspeita que esses três felinos também podem estar mortos.
"Não temos suspeitas de quem fez isso, porque os vizinhos ao redor são pessoas amigas. Só se forem pessoas que mudaram recentemente, mas eu não sei. Os bichinhos não saem da casa", explica a filha da tutora, a servidora pública Elizandra Morilho, de 46 anos.
Ana mora no Bairro Guanandi, em Campo Grande, somente com o esposo, Ronaldo Morilho, de 84 anos. Ela dedica o tempo a cuidar dos gatos da região de forma voluntária. "Às vezes as pessoas abandonam gatinhos na casa dela e minha mãe trata deles e tenta arrumar um dono", afirma Elizandra.
A esperança da família é que, após a perícia e investigação conduzida pela Decat, a pessoa responsável pelo envenenamento e que o crime não se repita. "Até quem não gosta do animal, mas é um ser humano com sentimentos, fica abalado. Imagina minha mãe que trata deles diariamente, até a pressão dela subiu. Ela, meu pai e os vizinhos ficaram muito abalados", desabafa Elizandra.
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