Defesa de assassino de estudantes tenta por ação em segredo de justiça
Um dos acusados de envolvimento no assassinato dos estudantes Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos, mortos no dia 30 de agosto de 2012, solicitou que o processo corresse em segredo de justiça.
Rafael da Costa da Silva, 22 anos, apontado como chefe da quadrilha que sequestrou e matou os jovens, teve o pedido negado pela juíza Eucélia Cassal da 3° Vara Criminal. A decisão da juíza vai contra a determinação do MPE (Ministério Público Estadual) que havia concedido parecer favorável.
Apesar de negar o pedido de sigilo, a juíza solicitou que as informações do menor envolvido no caso fossem mantidas em segredo. O adolescente já foi condenado pela Vara da Infância.
Mesmo contendo informações do adolescente no processo, a juíza exigiu que o direito do menor fosse resguardado. “Contudo, deve ser assegurado o sigilo de dados quanto à cópia de feito do adolescente”.
A decisão foi divulgada no último dia 19, em um despacho da 3° Vara Criminal.
Exigindo prova testemunhal, Rafael arrolou três testemunhas e pediu o exame de insanidade mental. A mulher dele, Dayani Aguirre Clarindo, também envolvida no crime, pediu absolvição por falta de provas e disse ter confessado o crime sob tortura.
O pedido de exame de insanidade foi indeferido pela juíza, que ainda apontou cinco questões para que o perito Enver Merege Filho avalie. O MPE e a defesa também devem elaborar algumas questões que serão analisadas.
Outros dois envolvidos no assassinato, Raul de Andrade Pinto e Weverson Gonçalves Feitosa também pediram liberdade. Raul alegou que não existem provas contra ele e arrolou três testemunhas.
Weverson também disse ter confessado o crime sob tortura e arrolou três testemunhas que não moram em Campo Grande e serão ouvidas por carta precatória. Ele pediu o exame de insanidade mental. Já Edson Natalício de Oliveira Gomes também soliticitou prova testemunhal que o incriminassem.
Crime - Breno e Leonardo foram sequestrados logo após terem saído do Bar 21, no bairro Chácara Cachoeira.
Os criminosos levaram os rapazes para a saída de Sidrolândia. As margens da rodovia, os amigos foram agredidos e mortos. A quadrilha fugiu do local levando a camionete Pajero de propriedade do pai de Leonardo.
Como os estudantes não chegavam em casa, as famílias acionaram a Polícia. As primeiras prisões ocorreram em Corumbá, na fronteira com a Bolívia.
Com as declarações dos presos, a Polícia chegou até o local onde estavam os corpos das vítimas. O carro foi recuperado.