Justiça ouve hoje 16 testemunhas sobre acidente de Rayssa
Seis delas foram arroladas apenas para a defesa do rapaz
Dezesseis testemunhas devem ser ouvidas hoje no processo de lesão corporal grave contra Marcelo Olendzki Broch pelo acidente ocorrido no dia 21 de abril de 2009 e que deixou sequelas graves na jovem Rayssa Favaro.
Seis das testemunhas foram arroladas apenas para a defesa e as outras dez serão ouvidas tanto pela acusação quanto pela defesa do rapaz. Até o momento, apenas cinco pessoas deram seu depoimento ao juiz da 2ª Vara Criminal, Augusto Roberti Coneglian.
A família de Rayssa acompanha a audiência. Parentes de Marcelo também estão no Fórum, mas nenhum deles nem o rapaz aceitaram conceder entrevista.
Pai de Rayssa, o superintendente da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Valter Favaro, diz esperar pela Justiça. Ele lembra que testemunhas que foram socorrer Rayssa após o acidente disseram que Marcelo passou o sinal vermelho, mas diz que foi à audiência como pai e não quer assumir o papel de imputar culpa ao rapaz.
“O que eu agradeço todos os dias é que a minha filha está viva e que a gente vai continuar lutando pela justiça”, declarou.
Sobre a rotina de Rayssa, a irmã Lariane Favaro diz que a jovem já consegue tomar banho, comer e navegar na internet sozinha, além de permanecer de pé sem apoio por cerca de três minutos.
Ela lembra que após o acidente, os médicos disseram que Rayssa ficaria em estado vegetativo e por isso comemora cada avanço na recuperação da irmã. “Serviu para unir mais a família”, observa.
Acidente – Rayssa conduzia um Fiat Uno pela rua Bahia e Marcelo um Honda Civic pela avenida Mato Grosso quando houve a colisão que jogou os carros a 36 metros do ponto de impacto. Rayssa teve traumatismo craniano, ficou meses internada e com sequelas. Já Marcelo não teve ferimentos.