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Economia

Dólar sobe e fecha a R$ 5,69 em dia de "tarifaço" nos EUA

Ibovespa teve leve alta de 0,07%, encerrando o pregão aos 131.245 pontos; veja os destaques

Por Gustavo Bonotto | 02/04/2025 18:38
Dólar sobe e fecha a R$ 5,69 em dia de "tarifaço" nos EUA
Cédula do dólar, moeda norte-americana utilizada para transações internacionais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar à vista subiu 0,27% nesta quarta-feira (2) e fechou a sessão cotado a R$ 5,69, após oscilar entre R$ 5,66 e R$ 5,71 ao longo do dia. O mercado reagiu com cautela ao anúncio de tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pode afetar o comércio global e aumentar a inflação. O Ibovespa teve leve alta de 0,07%, encerrando o pregão aos 131.245 pontos.

A moeda norte-americana chegou a registrar queda no início do dia, atingindo R$ 5,66 por volta das 10h20, mas reverteu o movimento e atingiu a máxima de R$ 5,71 às 11h35. Apesar da alta nesta quarta, o dólar acumula desvalorização de 7,81% em 2025 e queda de 2,61% desde 10 de março.

O índice brasileiro na Bolsa de Valores também apresentou forte volatilidade. Na máxima, às 10h28, subiu 0,2%, mas caiu 0,58% pouco depois, às 11h11. O comportamento do mercado refletiu o temor de investidores com as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que podem impactar exportações e aumentar a instabilidade econômica global.

Tarifaço - O governo norte-americano anunciou que irá impor tarifas recíprocas a um grupo de 10 a 15 países, mas ainda não detalhou quais serão afetados. O assessor econômico Kevin Hassett afirmou que a medida visa equilibrar as relações comerciais dos EUA, enquanto Trump declarou à imprensa de que as novas tarifas podem abranger "todos os países com os quais há desequilíbrio tarifário".

A decisão elevou a cautela no mercado financeiro, levando investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar. O temor de que a sobretaxação afete o comércio de commodities pressionou a cotação da moeda americana, que subiu em relação a diversas divisas de países emergentes.

A União Europeia sinalizou que pode adotar retaliações. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o bloco tem um “plano forte” para reagir, mas ressaltou que prefere uma solução negociada.

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