Grafite ganha a moçada e até artista plástico de carreira consolidada
O artista Street Art Giu Beto começou a grafitar há apenas 4 anos e já é considerado uma figura que pode avançar no estilo em Campo Grande. A arte de rua é cada vez mais vista na cidade e já tem artista plástico de carreira consolidada mudando para o time do spray.
Antes, no Rio de Janeiro, Giu até tentou ser militar, mas “esfriou a cabeça” e foi para a rua, fazer arte. O cenário carioca serviu para apresentar o grafite ao jovem, hoje com 24 anos.
Ao voltar para Campo Grande, a faculdade de Publicidade reforçou a decisão tomada.
Hoje, o artista diz que deixou de trabalhar em agências publicitárias para ser grafiteiro. “Consigo viver apenas do dinheiro da minha arte”, justifica. Para sobreviver, o grafite vira decoração, do quarto a garagem.
“A escolha da arte é feita por mim mesmo, analiso o gosto do cliente, faço um estudo de pesquisa em livros, revistas e internet. Os clientes confiam no meu trabalho, me dão essa liberdade”.
A arte com tinta em spray saiu da marginalidade das ruas e alcançou galerias e exposições, o que faz mais gente se encantar pelo grafite.
Os amigos Moisés Campos, 17 anos, e Otávio Augusto, 16 , já têm o spray como ferramenta de trabalho, mas de forma diferente.
Moisés sempre desenhou e a partir da adolescência começou a pedir para moradores para que o deixassem usar o muro. Os vizinhos entraram na onda e o bairro começou a ficar colorido.
“O grafite já existia na cultura indígena e na cidade se transformou em uma forma urbanizada da pintura”, explica como quem gosta discutir o assunto.
O artista plástico Jonir Figueiredo nunca quis ser convencional e agora radicalizou, aos 62 anos virou grafiteiro. “Eu migrei para o grafite, pois acredito que o artista tenha que se renovar. Devemos viver em constante renovação”.
Para marcar a nova fase, decidiu encabeçar mostras nas ruas. Em novembro, na rua lateral a Morada do Baís ganhará uma exposição de grafite produzida por artistas de Campo Grande.
Por conta da proximidade do natal, 50% da renda adquirida com a venda dos quadros será doada para a “Casa das crianças com HIV em Campo Grande”.