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Sabor

Capeta perde o pódio na Expogrande e caipirinha faz a mente da galera

Primeiro dia da feira agropecuária também teve opções de comida para todos os bolsos

Por Clayton Neves | 04/04/2025 08:24
Capeta perde o pódio na Expogrande e caipirinha faz a mente da galera
Baldão de caipirinha de dois litros é vendido a R$ 90. (Foto: Paulo Francis)

O capeta parece ter perdido protagonismo na edição deste ano da Expogrande, que começou na noite desta quinta-feira (3), no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Velho conhecido do público, o drink à base de vodca, vinho, leite condensado e licor de morango ficou em segundo plano e deu espaço para as caipirinhas de frutas.

A bebida da vez chamou atenção pelas versões em baldões e em taças gigantes de até 2 litros, opções que se tornaram atrativas para quem estava disposto a esquentar a noite.

E o fato de ser quinta-feira, em pleno meio de semana, não afastou a clientela que estava com sede da “água que passarinho não bebe”! Entre o público, os baldões e taças foram vistos aos montes.

Capeta perde o pódio na Expogrande e caipirinha faz a mente da galera
Mesmo em dia de semana, barraca de bebidas teve procura alta. (Foto: Paulo Francis)

Augusto de Paula, dono de uma barraca de bebidas, contou que esta é a sua terceira participação no evento e que, neste ano, a movimentação começou mais forte do que na edição anterior. “Ano passado choveu na abertura, então este ano está muito melhor”, disse.

No cardápio, o carro-chefe foram as caipirinhas de limão, maracujá, morango, vinho e abacaxi, além das batidas nos mesmos sabores. Teve até batida de chocolate para quem queria algo ainda mais doce.

“A caipirosca de vodca e a caipirinha de morango estão bombando. Os baldões geralmente começam a sair mais, e o pessoal toma em duas ou três pessoas”, pontuou. Os tamanhos começam em 500 ml, a R$ 30, e chegam a 2 litros, por R$ 90. “O pessoal começa pelo copo menor, mas depois já vai pro baldão... e depois até dá trabalho pro Samu”, brinca.

Capeta perde o pódio na Expogrande e caipirinha faz a mente da galera
Tradicionais, espetinhos foram uma das opções mais procuradas, com preços a partir de R$ 15. (Foto: Paulo Francis)

Wagner Rodrigues, de 25 anos, escolheu a taça com um litro de caipirinha, mas garantiu que não beberia tudo sozinho. "Eu não bebo muito, e uma taça dessa é mais do que suficiente. Ainda vou repartir com os amigos. Paguei R$ 60 e achei bem caro, mas gosto de caipirinha e o lugar não tinha muita fila, então foi essa mesmo", relata.

Nas barracas, o capeta até disputou lugar de destaque, mas, entre os copos que o pessoal segurava, a caipirinha e outros drinks com vodca foram os que reinaram.

Comida para todos os bolsos — Mas, entre as milhares de pessoas que saíram de casa em plena quinta-feira, muita gente foi com um objetivo claro: matar a fome e experimentar a variedade gastronômica da feira.

Capeta perde o pódio na Expogrande e caipirinha faz a mente da galera
Banca de shawarma, lanche de carne enrolada no pão sírio, teve fila de clientes. (Foto: Paulo Francis)

Além dos tradicionais espetinhos, pastéis e hambúrgueres, opções garantidas todos os anos, três novos restaurantes entraram no evento, e teve até frutos do mar no cardápio.

A Fazenda Churrascada, uma das estreantes, montou uma estrutura para reproduzir o ambiente de uma churrascaria e atender até 350 pessoas por vez. O subgerente, Alberto Ribeiro, contou que a aposta foram os cortes na parrilla, com destaque para o ancho, o corte mais pedido, vendido a R$ 156. “É um corte extraído do contrafilé e tem uma gordura que garante sabor e maciez”, detalhou.

O cardápio ainda incluía chorizo a R$ 127, costela fatiada a R$ 216 e porções de linguiça toscana a R$ 37 e cuiabana a R$ 32.

Capeta perde o pódio na Expogrande e caipirinha faz a mente da galera
Barraca de doces tinha nove opções, mas cocada foi o item mais pedido. (Foto: Paulo Francis)

No restaurante OldSheep, que participa pela primeira vez da Expogrande, além de entradas, lanches e sobremesas, as carnes de destaque foram a picanha a R$ 117 e o cupim soleado na laranja e alho por R$ 78 a porção.

Já o Coco Bambu decidiu apostar pela primeira vez na Expogrande. Como a estrutura é mais limitada, a marca precisou reduzir o cardápio e levou apenas 15% das opções do restaurante original.

“O carro-chefe é o Camarão Coco Brasil, que vem com risoto puxado na base de moqueca e camarão empanado com catupiry”, contou o proprietário, Cláudio Monteiro Filho. No entanto, para agradar todos os gostos, opções de carne também foram apresentadas, como filé Alfredo, picanha e steak, um dos pratos campeões de saída.

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Seu Antônio participa da Expogrande há 30 anos vendendo pipoca. (Foto: Paulo Francis)

“Muita gente associa o Coco Bambu apenas a frutos do mar, mas a feira foi uma oportunidade para divulgar que também temos opções de carnes”, disse. Segundo ele, houve um equilíbrio nas vendas entre pratos de peixe e carne.

No restaurante tem ainda as entradas que começam em R$ 46 e os os pratos principais de peixes em R$ 164, e de carnes em R$137. O restaurantes também colocou opções e sobremesas, adega e drinks no cardápio.

Mas para quem sentiu fome e quis algo mais rápido e com preço acessível, shawarma, o tradicional lanche árabe, foi alternativa. Em uma barraca que vendida o prato, enormes espetos com peças de carne e frango atraíram muita gente. Os lanches enrolados no pão sírio vinham na versão carne, frango ou misto, e custavam R$ 35.

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Barraca de lanches e espetinhos na rua gastronômica da exposição. (Foto: Paulo Francis)

Os tradicionais espetinhos continuam entre as opções mais procuradas. Isabella Cardoso, que participa da feira há três anos, notou um aumento no público na abertura deste ano. “A estrutura melhorou bastante e, este ano, veio bem mais gente no primeiro dia do que a gente esperava”, contou.

Na barraca, os destaques são os espetinhos de carne, frango com bacon e coração, além da opção completa, que vem com arroz, mandioca e vinagrete. “O espetinho de carne é o mais vendido, custa R$ 15. O completo sai por R$ 30”, explicou Isabella.

Para quem queria um lanche mais leve ou uma sobremesa, a barraca de pipoca de Antônio dos Santos foi uma das mais procuradas. Com 30 participações na Expogrande, ele atraiu uma fila de clientes que esperaram sem reclamar.

No carrinho, pipoca doce e salgada com queijo, todas vendidas a R$ 15 o saquinho. “Todas vendem bem, acho que meio a meio”, disse Antônio. A meta dele era vender pelo menos 300 pacotes ao longo da noite.

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Churrascaria montou ambiente reservado dentro da feira. (Foto: Paulo Francis)

Para adoçar o rolê, a barraca onde Jean Carlos da Silva trabalha levou nove variedades de doces, incluindo cocadas (branca, queimada, de maracujá e de leite condensado), paçoca caseira, doce de leite e frutas banhadas no chocolate. “A cocada queimada é a mais pedida”, revelou Jean. Cada doce custava R$ 10.

Para comer nas barracas mais populares, que incluíam itens como pastéis, lanches e doces e churros, os visitante precisavam desembolsar a partir de R$ 15. No primeiro dia, o movimento foi tranquilo e o atendimento teve espera média de 10 minutos.

Segundo a Acrissul, que organiza a Expogrande, neste ano mais de 70 barracas foram cadastradas entre serviços de alimentação e diversão.

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