Denúncia de abandono encerrou 6 meses de buscas por Rebeca
Chow-chow deixada no Jardim das Palmeiras tinha dona, que procurava por ela desde março de 2023

Dormindo ao relento no Jardim das Palmeiras, próximo às Moreninhas, desde o início de agosto, Rebeca, a cadelinha chow-chow que ganhou holofotes nas redes sociais após ser abandonada, voltou para casa.
O Campo Grande News conversou com a empresária Patricia Trento dos Santos, 37 anos, dona da cachorra de 8 anos, e descobriu que a versão inicial contada no jornal é apenas um pedaço dos 6 meses de busca da família por Rebeca.
De acordo com a empresária, Rebeca e o irmão, o cachorro Eddie, fugiram do pátio da empresa da família em março desde ano. Apenas Eddie voltou para casa, muito machucado, e então a família iniciou as buscas por Rebeca, com o apoio dos funcionários da empresa.
Patricia conta que foram feitos anúncios e divulgações nas redes sociais para tentar encontrar a "filha" perdida, mas sem sucesso. A empresária conta que chegou até a imaginar que a cachorra pudesse estar morta, pois Eddie havia voltado para casa ferido.
Na última semana, imagens publicadas no Facebook por moradores do Jardim das Palmeiras chegaram até a empresária. "Ontem, no final do dia, vi que uma mulher tinha postado, entrei em contato e pedi a localização, porque era parecida com a Rebeca", conta a empresária, que reconheceu a cadela por causa de uma marca na boca.
Patricia conta que os moradores a informaram sobre o homem que abandonou a cachorra no terreno, mas à reportagem ela declarou que não sabe quem pode ter sido. "Ela está bem assustada, magra e muito machucada”.
Após voltar para casa, Patricia garante que Rebeca está recebendo todos os cuidados necessários e comenta que a cachorra "foi correndo deitar no cantinho dela, dentro do escritório. Foram semanas e semanas de muita dor procurando ela, e nunca desistimos. Para nós, é uma alegria sem fim”.
Na manhã de hoje (13), a equipe do Campo Grande News esteve no terreno onde Rebeca foi deixada, e no local, restaram apenas os potes onde os moradores da região deixavam água e comida para Rebeca.
Conforme apurado no local, Rebeca estava lá há 15 dias, e no dia em que foi encontrada, estava amarrada em um poste. “Uns adolescentes estavam passando e soltaram ela, porque o poste que ela estava amarrada estava ao lado de um terreno que estava queimando”, comentou Adriano Alves, 46 anos, morador da região.

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