2025: o país ainda carente de lideranças
LIDERANÇA-1: Direto ao ponto; atualmente temos que admitir a falta de líderes nas comunidades, nos segmentos ligados à administração pública ou à política partidária. Convenhamos, a tão sonhada liderança pode ser comparada a beleza: até difícil de se definir, mas muito fácil de reconhecer ao deparamos com ela.
LIDERANÇA-2: Bastaria ao leitor olhar ao seu redor, no seu ambiente do dia a dia, para se deparar com o deserto de protagonistas diferenciados. Não se pode confundi-los com aventureiros, invasores deste vácuo de carência, que se apresentam como solução para todos os males. Ora! Eleição não é programa de calouros.
PERIGO: Exemplos de Campo Grande, de Dourados e de outros rincões mostraram que seus ‘aventureiros de estimação’, no lugar de resolver os desafios acabaram por agravá-los. Em outra dimensão, o ex-presidente Collor de Mello ficou conhecido pelo cognome de ‘Salvador da Pátria’ – por motivos óbvios, de memória nacional.
REQUISITOS: Dwight Eisenhower defendia que ‘a qualidade suprema da liderança é a integridade’. Ignácio Granados entende que ‘a coerência na política é fundamental para edificar a imagem e a reputação do candidato’. Para ele, ‘ser exemplar é ter um comportamento capaz de suscitar admiração e de querer ser imitado’.
SAARA: Num país populoso, de dimensão continental, não temos meia dúzia de líderes que possam ser vistos como timoneiros de nossos sonhos. Não vale citar Datena, Pablo Marçal, Gustavo Lima e nem culpar o Regime Militar. Os motivos são outros. Somos os culpados. Afinal, liderança é a capacidade de transformar a visão em realidade.
COMPROMISSO: Em comparação com outros povos, economicamente inferiores, como é o Vietnam por exemplo, conclui-se que o brasileiro olha apenas para o próprio umbigo. Desdenha seu país, não pensa no coletivo. A ‘Lei de Gerson’ - a opção pela vantagem, representa nossa postura e caráter. Isso afeta a credibilidade no campo das lideranças.
POLÍTICA: Eleitores votam em líderes, não em partidos. Você constata isso das eleições municipais às eleições nacionais. Os partidos engessados funcionam como as capitanias hereditárias. Prova disso que sinto no ar o cheiro de desconfiança quanto aos anunciados ‘casamentos partidários’. Será que muda o que?
EXEMPLO: Indaguei do deputado João Catan qual sua visão quanto ao caminho do PL (fusão-federação) em 2026. Não disfarçou, ao admitir que a tendência seria de caminhar com as próprias pernas, pois a sigla sabe de seu tamanho. Reiterou que o PL só aceitará a proposta que reconheça e valorize sua estatura. Portanto, sem ilusões.
CONCORRÊNCIA: Pré-candidatos com potencial para a Assembleia Legislativa: os ex-prefeitos Odilon (Aquidauana), Guerreiro (Três Lagoas), Helio Peluffo (Ponta Porã), Alan Guedes (Dourados), Alcides Bernal e Puccinelli (capital), Jerson Domingos, os vereadores da capital Marcos Trad, Luiza Ribeiro e Rafael Tavares.
CALCULO: Hoje, apenas Mara Caseiro e Jamilson Naime disputariam a Câmara Federal, enquanto Marcio Fernandes e Paulo Correa concorreriam a indicação ao TC-MS no lugar de Jerson Domingos que completará 75 anos em 14 de novembro próximo. Os demais (20) tentariam a reeleição numa disputa acirrada. Haja votos - haja money!
FATOS NOVOS: Pelo retrovisor vemos as lições no MS. Azarões ganharam, favoritos perderam, como no futebol. É preciso frisar que as decisões influentes ocorrerão só 6 meses (abril) antes do pleito, quando vence o prazo para a concretização das fusões e federações partidárias. Até lá teremos conchavos, rasteiras e traições – é claro.
FATOR GERSON: Tudo é possível. Estão em curso as articulações do deputado Gerson Claro (PP) junto a senadora Tereza Cristina (PP) para viabilizar seu nome para disputar uma das duas vagas ao Senado. Claro quer fortalecer o PP na composição do futuro Senado a ser eleito em 2026. Claro costura o apoio do governador Riedel, de Azambuja e de seus colegas deputados.
COMPLICAÇÕES: Não há inocentes na política. Ainda há de se levar em conta a vice-prefeita Gianni Nogueira (PL) de Dourados – mulher do deputado Rodolfo Nogueira – sempre lembrada por Bolsonaro como valorosa companheira e tida como forte concorrente a vaga ao Senado. Ela tem forte representação Bolsonarista. Uma carta na manga?
CALMA: O senador Nelsinho Trad (PSD) vem se notabilizando por suas ações e confia na força de seu partido em termos nacionais. Sob o comando de Kassab o PSD elegeu 45 deputados federais e conta com 15 senadores (maior bancada). O senador vem também se alinhando com o governador Riedel e o ex-governador Reinaldo.
NUVENS: Não é fácil decifrar os desejos e projetos de Bolsonaro. Para cada entrevista uma conclusão nebulosa que planta dúvidas entre companheiros do PL, PP e de aliados de outras siglas. É notório que ele vive um drama existencial imensurável, mas o problema é que avoca todas as decisões partidárias no Brasil inteiro. Aí fica difícil.
MEMÓRIA: Na chamada ‘jurisprudência’ das decisões das urnas há um vasto repertorio de resultados tidos como traiçoeiros. Mas vou citar apenas um: em 2002, Pedro Pedrossian com seu currículo invejável, era tido como imbatível para o Senado, mas ficou em 3º lugar - atrás de Ramez Tebet e Delcídio do Amaral. Portanto...
QUESTÕES: O cenário continuará o mesmo das eleições de 2024? As mudanças das regras eleitorais vão efetivamente pesar no conjunto das forças? O quadro nacional será fator decisivo no resultado do pleito estadual ou o eleitor conseguirá fazer a separação? Até as eleições haverá a reconciliação nacional ou o país estará ainda mais dividido?
CAFÉ AMARGO: Nas 415 páginas da sentença que começou a decidir o caso do ‘Coffee Break’, envolvendo um punhado de notáveis, há margem para recursos e novos capítulos. Ninguém irá para a cadeia e o ex-prefeito Alcides Bernal não terá o cargo de volta. O dinheiro que poderá receber um dia não compensará o ‘estresse’ sofrido desde 2014. Não terá valido a pena.
POLÍTICA: Longe de discutir o mérito destes tormentosos episódios vividos pelo então prefeito, deve-se aproveitar o fato para uma serena reflexão sobre a política. O sonho de poder, de servir à população, mesmo na mais pura das intenções, nem sempre encontra eco. Os personagens mudam, são outros, mas o enredo é o mesmo. Eis a lição.
VITÓRIA DE PIRRO: A oposição desunida vencerá a fadiga do Lulismo? Para 7 em cada 10 eleitores (71%) Lula fura as promessas de campanha. Para 53% Lula 3 é pior do que Lula 1 e 2. Para 43% é pior que Bolsonaro. Nada adiantaram a isenção do Imposto de Renda; suas viagens e o empréstimo consignado com carteira assinada. Mas, e daí? Lula venceria no 2º turno.
COMUNICADO OFICIAL:
A vida se tornou imensuravelmente melhor desde que fui forçado a parar de leva-la tão a sério. ( Hunter Thompson)