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Esportes

Cyborg promove evento para ajudar atleta de MS a lutar jiu-jitsu nos EUA

Lorrayne é uma promessa no esporte e precisa de financiamento para permanecer no país estrangeiro

Por Ketlen Gomes | 02/04/2025 15:06
Cyborg promove evento para ajudar atleta de MS a lutar jiu-jitsu nos EUA
A promessa do jiu-jitsu de MS, Lorrayne Souza, com o atleta campeão Cyborg. (Foto: Arquivo Pessoal)

Para ajudar a atleta Lorrayne Souza Paulino de Queiroz, de 18 anos, a conseguir o visto de atleta e permanecer nos Estados Unidos, o lutador de jiu-jitsu Roberto de Abreu Filho, conhecido como "Cyborg", realizará um seminário beneficente para arrecadar recursos.

RESUMO

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O lutador de jiu-jitsu Roberto de Abreu Filho, conhecido como Cyborg, está organizando um seminário beneficente para ajudar a jovem atleta Lorrayne Souza Paulino de Queiroz a permanecer nos Estados Unidos. O evento visa arrecadar fundos para cobrir os custos do visto de atleta, que pode chegar a R$ 58 mil. Lorrayne, de 18 anos, viajou para os EUA para competir no Pan-Americano de Jiu-Jitsu e pretende ficar até o Campeonato Mundial em junho. Cyborg destaca as dificuldades financeiras enfrentadas por atletas brasileiros no exterior e espera que o seminário, além de doações de empresários e apoio governamental, ajudem a realizar o sonho da jovem.

O evento será neste sábado (5), das 10h às 13h, na Fight Sports Pantanal, que integra a rede de 46 academias em 16 países do sete vezes campeão mundial de jiu-jitsu. A iniciativa busca viabilizar a permanência da atleta sul-mato-grossense nos EUA pelo menos até junho, quando será realizado o Campeonato Mundial.

Cyborg destaca que os custos para um atleta viver fora do país são elevados e que a família de Lorrayne não tem condições financeiras para bancar o sonho da jovem. Segundo ele, os vistos necessários custam entre US$ 8 mil e US$ 10 mil, o equivalente a cerca de R$ 58 mil.

Lorrayne viajou para os Estados Unidos para disputar o Pan-Americano de Jiu-Jitsu e pretende permanecer no país para treinar e competir em outros torneios. Como está em Campo Grande para visitar a família, Cyborg decidiu organizar o seminário para ajudá-la.

“A gente resolveu há cerca de uma semana, não tivemos muito tempo para nada”, relatou o lutador. O seminário técnico ocorrerá das 10h às 13h, e a participação custa, no mínimo, R$ 150. Todo o valor arrecadado será destinado à permanência de Lorrayne nos EUA.

“Na verdade, é uma doação. Quem quiser pode contribuir com mais. É difícil, porque se tivermos 100 participantes, arrecadaremos R$ 15 mil, mas a Lorrayne precisa de R$ 58 mil. Estamos buscando apoio de empresários e esperamos que mais pessoas ajudem, inclusive o governo e a prefeitura”, afirma Cyborg.

Cyborg promove evento para ajudar atleta de MS a lutar jiu-jitsu nos EUA
Jovem de MS precisa de ajuda para lutar jiu-jitsu nos EUA. (Foto: Arquivo Pessoal)

Trajetória - Danielli Paulino de Queiroz, de 40 anos, mãe de Lorrayne, conta que a filha se interessou pelas artes marciais por conta própria. Ela lembra que queria que a menina fosse bailarina, mas, aos cinco anos, Lorrayne escolheu o taekwondo. Aos sete, migrou para o jiu-jitsu, onde permanece até hoje.

“Aos oito anos, ela começou a competir nos campeonatos da cidade e em algumas cidades do interior do Estado. Aos 13, comecei a levá-la para torneios fora de Mato Grosso do Sul, como em Curitiba, Florianópolis, Barueri (SP) e Brasília. Com isso, o jiu-jitsu passou a fazer parte da vida dela”, recorda a mãe.

Quando entrou no ensino médio, a rotina ficou mais intensa. Lorrayne acordava às 4h30 para treinar antes da escola, que frequentava em período integral. Após as aulas, seguia direto para a academia, onde também ajudava a dar aulas para crianças.

“Aos 15 anos, o mestre Cyborg falou sobre a possibilidade de ela conseguir um visto para treinar fora do Brasil, pois aqui é mais difícil obter apoio. Começamos a tentar, mas o visto foi negado duas vezes”, relata.

Diante dos altos custos das viagens e da idade da atleta, a família decidiu esperar. Em 2024, Lorrayne competiu no Campeonato Europeu, em Paris, e conquistou o segundo lugar. Após essa conquista, conseguiu o visto e, no dia 3 de março deste ano, embarcou para Miami, nos Estados Unidos.

“No entanto, ela precisa trabalhar para ajudar nas despesas, e agora exigem documentação, o que tem um alto custo”, explica a mãe.

Cyborg lembra como é difícil para um atleta sair de Mato Grosso do Sul em busca de oportunidades no exterior. “Saí daqui aos 26 anos. Aos 22, montei minha academia. Era faixa roxa e já tinha muitos títulos importantes. Quando o Mundial foi para a Califórnia, tive apoio dos meus pais e consegui ir”, conta.

O atleta, que hoje acumula títulos mundiais, recorda que, na primeira tentativa, não teve um bom desempenho no campeonato, mas decidiu permanecer fora do país para treinar em melhores condições. Ele deixou MS em 2007 e, em 2010, conquistou seu primeiro título mundial No-Gi. Por conhecer as dificuldades da carreira esportiva, busca ajudar novos talentos a saírem do Estado e realizarem seus sonhos.

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