Justiça eleitoral torna inelegível por oito anos ex-prefeito de Ladário
Ex-secretária de Assistência Social recebeu a mesma condenação

Em decisão proferida nesta terça-feira (1º), com base em investigações do Ministério Público Estadual, a juíza da 50ª Zona Eleitoral e Corumbá, Luiza Vieira Sá de Figueiredo, declarou o ex-prefeito de Ladário, Iranil de Lima Soares (PP), inelegível por oito anos por perseguições a servidores do município durante as eleições municipais do ano passado.
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A Justiça Eleitoral declarou o ex-prefeito de Ladário, Iranil de Lima Soares, inelegível por oito anos devido a perseguições a servidores durante as eleições municipais. A decisão, baseada em investigações do Ministério Público, também atinge a ex-secretária Graciele Zório Franco. Ambos foram acusados de assédio moral e eleitoral, com demissões e retaliações contra funcionários que não apoiaram suas campanhas. A sentença destaca a conduta abusiva e retaliações públicas. Iranil já enfrenta outra condenação por improbidade administrativa, relacionada a irregularidades financeiras quando presidia a Câmara de Vereadores.
Iranil e a ex-secretária de Assistência social Graciele Zório Franco, que recebeu a mesma condenação na sentença, foram denunciados ao MPE por assédio moral e eleitoral, demissões e perseguições a servidores da prefeitura de Ladário, durante e após a eleição realizada em 6 de outubro, vencida pelo tucano Munir Ramunieh, com 58,52% dos votos.
Depoimentos de servidores e documentos, como mensagens ameaçadoras por aplicativo do celular, comprovaram os abusos praticados, incluindo demissões sumárias de funcionários por não apoiarem a ambos na campanha. O então prefeito tentou eleger seu sucessor, Luciano Cavalcante Jara, e a ex-secretária disputou uma vaga na Câmara de Vereadores e não se elegeu.
Conduta abusiva - O caso foi denunciado pela servidora Rafaella Fernanda Sabetti Lengruber, que coordenou o Cras e sofreu retaliações por recusar-se a trabalhar na campanha da ex-secretária. Rafaella perdeu o cargo e foi transferida repetidas vezes para outros setores da prefeitura, dentre os quais o Creas, onde cumpria expediente sem função, 8h por dia, sentada em uma cadeira de plástico.
O testemunho da denunciante, comprovado por outros depoimentos recolhidos pelo MPE, foi transcrito na sentença da juíza eleitoral, que considerou caracterizado as irregularidades praticadas por Iranil e Graciele. Ela apontou a “reiterada conduta abusiva de natureza psicológica, com a finalidade de troca de favores, e retaliação e constrangimentos públicos”.
O ex-prefeito já é réu em sentença proferida pela juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo por improbidade administrativa, acusado de promover farra com pagamento de diárias quando era presidente da Câmara de Vereadores de Ladário. Ele foi condenado a devolver parte dos R$ 497,5 mil aos cofres do legislativo municipal liberados de forma irregular, entre 2011 e 2013.