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Interior

Atrativo instala barragem de contenção e aguarda vistoria para liberação

A instalação de barreiras físicas para impedir o acesso dos visitantes à água foi uma exigência do Imasul

Por Viviane Oliveira | 02/04/2025 12:18


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Após ataques de peixes a turistas na Praia da Figueira, em Bonito, uma barragem de contenção foi instalada para impedir o acesso dos visitantes ao Bar Molhado, local dos incidentes. O Imasul havia determinado a interdição da lagoa artificial e exigido barreiras físicas e educativas. O gerente do grupo Praia Parque, Alecsandro Kossmann, informou que a área de banho e o Bar Molhado foram fechados para garantir a segurança dos visitantes. O Imasul deve avaliar a situação para liberar o funcionamento total do local. Desde janeiro, 26 mil pessoas visitaram o local, com 20 ocorrências de mordidas, 11 delas envolvendo ataques de peixes, incluindo amputações de falanges. A remoção dos peixes não está prevista, mas o manejo aguarda aprovação do Imasul.

Após ataques de peixes a turistas, a Praia da Figueira, em Bonito, distante 297 quilômetros de Campo Grande, instalou uma barragem de contenção para impedir o acesso dos visitantes ao Bar Molhado, onde ocorreram os incidentes. Veja o vídeo acima.

Na semana passada, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) determinou que a lagoa artificial permanecesse interditada e exigiu a instalação de barreiras físicas e educativas para impedir o acesso dos visitantes à água. A decisão foi tomada após a revogação parcial da suspensão da Licença de Operação do empreendimento, permitindo a retomada das atividades terrestres que não envolvam a lagoa.

Conforme o gerente do grupo Praia Parque, Alecsandro Kossmann, toda a área de banho e o  bar molhado da praia foram fechados. “Dando total segurança aos visitantes. O Imasul foi comunicado pela administração e ficou de avaliar nesta quarta-feira (2) para que o local volte a operar 100%”, destacou.

Atrativo instala barragem de contenção e aguarda vistoria para liberação
Imagem aérea dos peixes da espécie tambaquis, que são considerados exóticos rodeiam turista e ponto do bar molhado à procura de comida (Foto: reprdoução / rede social)

Ainda de acordo com o gerente, de janeiro até agora, 26 mil pessoas visitaram o empreendimento turístico. “O índice de ocorrências envolvendo mordidas foi baixo se comparado ao número de turistas. Nós sempre fizemos orientações sobre não alimentar os peixes. Temos panfletos entregues na recepção, placas às margens da lagoa e nos quiosques”, explicou.

Indagado se os peixes serão retirados da lagoa, o gerente informou que, a princípio, não. "Estamos também aguardando um aval do Imasul para fazer o manejo, mas, com essa contenção, não atrapalha mais a operação. Não há risco de ocorrer mordidas", destacou.

Na sexta-feira, a reportagem mostrou que os peixes da espécie tambaqui, inseridos no local para simular um aquário compartilhado com os banhistas, estavam mutilando os turistas. Das 20 ocorrências registradas no local neste primeiro trimestre do ano, 11 envolviam ataques de peixes, sendo cinco casos de amputação de falanges dos dedos das mãos.

Atrativo instala barragem de contenção e aguarda vistoria para liberação
Mulher perdeu o terceiro dedo após ser mordida por peixe no bar molhado da Praia da Figueira (Foto: arquivo pessoal)

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