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Educação e Tecnologia

Capital ganha curso gratuito para formação de chefs indígenas

Projeto "Comer Bem, Viver Mais" promove capacitação e inclusão social para mulheres indígenas em Campo Grande

Por Gabriela Couto | 04/04/2025 13:37
Capital ganha curso gratuito para formação de chefs indígenas
Comida indígena oferecida durante evento (Foto: Bruna Silveira) 

Nesta quinta-feira (3), a Aldeia Marçal de Souza,foi palco do lançamento do projeto "Comer Bem, Viver Mais", uma iniciativa inovadora que oferece um curso gratuito de capacitação voltado para mulheres indígenas em situação de vulnerabilidade social. A ação, que chega como um fomento à inclusão produtiva e ao empoderamento feminino, reúne participantes de quatro etnias indígenas da capital.

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A Aldeia Marçal de Souza, em Campo Grande, sediou o lançamento do projeto "Comer Bem, Viver Mais", um curso gratuito de capacitação para 60 mulheres indígenas em situação de vulnerabilidade social, provenientes de quatro etnias da capital. O projeto visa promover a qualidade de vida e a inclusão produtiva, oferecendo formação em gastronomia e desenvolvimento pessoal, além de auxílio transporte e certificado de conclusão. O curso, com duração de três meses no Instituto Mix, abordará técnicas de corte, cozinha brasileira e regional, panificação, confeitaria e aproveitamento de alimentos. O objetivo é capacitar as participantes para o mercado de trabalho e para empreenderem, gerando sua própria renda, em parceria com o Instituto Bia Rabinovich.

O projeto tem como objetivo promover a qualidade de vida e abrir portas para o mercado de trabalho ou empreendedorismo, por meio da formação nas áreas de gastronomia e desenvolvimento pessoal. Ao todo, 60 mulheres serão capacitadas, com direito a auxílio transporte, certificado de conclusão e uma formação completa em diversas áreas da culinária.

Helena Moreira, uma das participantes do curso, compartilhou suas expectativas em relação à formação. "É uma nova experiência para mim e espero que dê tudo certo", disse. Para ela, a capacitação representa uma chance de crescimento e aprendizado, algo fundamental para a construção de um futuro melhor.

Maria de Fátima, presidente das mulheres indígenas da comunidade urbana Jardim Aeroporto, também expressou sua felicidade em ver a realização do projeto. "Estou muito feliz de terem lembrado de nós mulheres indígenas, que não temos muitas oportunidades no mercado. Esse projeto fará uma grande benfeitoria e ajudará a encontrar um trabalho", afirmou, destacando a importância da iniciativa para a inserção dessas mulheres na sociedade e no mercado de trabalho.

Capital ganha curso gratuito para formação de chefs indígenas
Mulheres receberam kit de uniformes que vão usar durante as aulas (Foto: Bruna Silveira)

Sebastiana Batista, outra participante, ressaltou a relevância do conhecimento adquirido para a geração de alternativas de renda: "Nós somos a força dentro de nossa casa. O curso vai aprimorar nosso ganho, além de trazer autoestima, empoderamento e coragem para sair e ir trabalhar. Será maravilhoso", disse emocionada.

O cacique da Aldeia Marçal de Souza, Josias Jordão Ramires, falou sobre a importância da capacitação para as mulheres da comunidade: "Esse curso veio para fomentar e dar empoderamento para a mulher. Conhecimento é poder", afirmou, enfatizando o impacto positivo que a formação terá não apenas na vida das participantes, mas também na transformação social da comunidade como um todo.

A chef Danielle Thomaz, fundadora do projeto, explicou que o "Comer Bem, Viver Mais" visa criar um caminho para melhorar a vida das mulheres, proporcionando tanto capacitação técnica quanto o desenvolvimento pessoal. "Queremos dar a essas mulheres a chance de conquistar uma colocação melhor no mercado de trabalho, o que contribuirá diretamente para melhorar sua qualidade de vida", afirmou.

Capital ganha curso gratuito para formação de chefs indígenas
Criadora do projeto, chef Danielle Thomaz, agradeceu a participação das mulheres (Foto: Bruna Silveira)

O curso será ministrado ao longo de três meses no Instituto Mix, localizado na R. Dom Aquino, 1927, e abordará temas como técnicas de corte, temperaturas, cozinha brasileira e regional, panificação, confeitaria e aproveitamento de alimentos, capacitando as participantes para não só atuarem no mercado, mas também para empreenderem e gerarem sua própria renda.

A professora Suzane Vismara, responsável pelo curso, destacou a importância da capacitação para a inclusão social. "É uma oportunidade maravilhosa de inclusão, algo que pode transformar vidas e dar novas perspectivas para quem muitas vezes se sente à margem da sociedade", afirmou.

Parcerias  - O projeto "Comer Bem, Viver Mais" é uma parceria com o Instituto Bia Rabinovich e vai muito além de uma simples formação em gastronomia. Ele é uma verdadeira oportunidade de transformação social e autonomia financeira, oferecendo a mulheres indígenas as ferramentas necessárias para reescreverem suas histórias e conquistarem um futuro mais digno e próspero.

A expectativa é que, ao final dos três meses de curso, as mulheres se sintam preparadas para o mercado de trabalho, com a confiança necessária para dar novos passos em suas trajetórias.

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