Guarda-chuva vira gambiarra para salvar celular de motoentregador
Recurso é uma das “gambiarras” usadas pela categoria para evitar que o aparelho esquente ou molhe
Com tanto chove e faz sol, até o celular acoplado na moto do entregador Elton Silva Fernandes ganhou um acessório especial, um pequeno guarda-chuva preso ao painel. Na Rua Canandrina, no bairro Vivendas do Bosque, ele espera até que o celular avise que há uma corrida. O barulho enfim chega, mas o cliente cancela.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Motoentregador Elton Silva Fernandes, de 31 anos, encontrou uma solução criativa para proteger seu celular durante o trabalho nas ruas de Campo Grande: um mini guarda-chuva acoplado ao painel da moto. O acessório, que custa entre R$ 15,50 e R$ 67 em sites de compras online, protege o aparelho tanto do sol quanto da chuva, evitando superaquecimento e melhorando a visibilidade da tela. Há dois anos na profissão, Elton já trabalhou como porteiro, vigilante e na construção civil, mas prefere a liberdade de fazer seus próprios horários como entregador autônomo. Apesar dos riscos da profissão - já sofreu dois acidentes de trânsito - ele mantém sua rotina diária, começando o trabalho às 8h, após levar o filho à creche, percorrendo toda a cidade de Campo Grande.
Nesse meio tempo ele explica que o recurso é uma das “gambiarras” para evitar que o aparelho esquente muito e superaqueça com as altas temperaturas. De quebra, ele também aguenta alguns pingos de chuva e até ajuda em nublados, já que o equipamento faz com que Elton enxergue melhor a tela.
A ideia surgiu vendo colegas de profissão e outros motoristas de aplicativo usando o item. O mini guarda-chuva foi comprado na internet. Em uma busca rápida é possível encontrar algumas opções nos sites mais famosos de compras online. No mercado livre, por exemplo, ele custa de R$ 50 a R$ 67. Já na Shopee, o mesmo produto sai de R$ 15,50 a R$ 27.
“Tem algumas pessoas que já tem ele, vejo direto. Eu comprei pela internet, coloquei e foi R$ 50 no máximo. Ele ajuda mesmo, não aquece tanto”.
A profissão sob rodas começou há dois anos. Nesse meio tempo, Elton já sofreu dois acidentes de trânsito. Segundo ele, todos devido à falta de seta de outros motoristas. O motoentregador comenta que antes de ser autônomo, passou por diversos trabalhos em áreas totalmente diferentes. Ele já foi porteiro, vigilante e chegou a tentar algo na parte de construção civil.
Com 31 anos, Elton não troca a moto por outro emprego de carteira assinada. Mesmo com medo da rotina estressante e do fluxo de carros, fazer o próprio horário é liberdade.
“Quis mudar de área porque dá mais dinheiro, mas a gente corre risco. Faço o próprio horário, não trabalho para ninguém, coloco uma meta no dia e boa. Eu moro no Jardim Noroeste. Rodo a cidade toda. Levo meu guri para creche e começo, lá paras 8h”
A conversa breve é encerrada pelo toque do celular. Chegou uma corrida. O tempo que Elton tem para descansar é o intervalo entre uma chamada e outra. Mas a pausa nunca dura muito. Não há tempo para demoras.

Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e Twitter. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.