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Capital

Sobe para 13 número de pais que denunciaram professor por abuso em escola

A delegada Anne Karine Trevisan, titular da Depca, não passou mais informações sobre os casos

Lucia Morel e Ana Beatriz Rodrigues | 22/11/2022 16:14
Sobe para 13 número de pais que denunciaram professor por abuso em escola

Já somam treze o número de pais e mães de alunos do 1º ao 5º ano de escola municipal na Vila Carvalho que denunciaram professor de inglês à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) por abuso. O caso veio à tona no sábado, 12 de novembro, quando o Campo Grande News recebeu a denúncia.

A delegada Anne Karine Trevisan, titular da Depca, informou apenas a quantidade de responsáveis que foram fazer denúncias, afirmou que o caso segue em sigilo e que mais informações só serão dadas quando for necessário.

A reportagem teve acesso a três mães que registraram boletim de ocorrência e, em todos os casos, o comportamento do professor afastado era o mesmo: passar a mão nas partes íntimas dos garotos ao final das aulas.

Uma das mães que procurou o Campo Grande News contou que soube da situação pela mãe de outra vítima, que era um amigo de seu filho. Ela então conversou com menino, que revelou também ter sido abusado dentro de sala de aula pelo mesmo professor. Os dois têm 9 anos de idade.

Após esses dois, a reportagem recebeu a informação de mais uma mãe, a do terceiro que teria sido abusado. O filho dela, diferente dos outros dois que eram do 4º ano do Ensino Fundamental, estudava no 5º ano e tem 11 anos de idade. Conforme o relato feito à polícia, depois de ver material na imprensa, ela questionou o filho, que contou também ter sido abusado.

As crianças, segundo ela, estão recebendo atendimento psicológico na escola. A Semed (Secretaria Municipal de Educação), por sua vez, manteve as respostas anteriores, e informou que “imediatamente após ter conhecimento do caso, afastou o professor em questão da Rede Municipal de Ensino (REME)” e que “o caso já é de conhecimento da escola e da Semed e todas as medidas foram tomadas para o atendimento socioemocional e psicológico dos alunos e das famílias”.

Sustentou que “a unidade escolar e a Semed estão dando o suporte necessário para garantir o bem-estar dos alunos e seus familiares. A Semed não tolera qualquer tipo de violência dentro e fora do ambiente escolar”.

Por fim, foi informado que como o profissional era temporário e contratado, ele foi afastado e não passa por sindicância interna, ficando as investigações restritas à polícia.

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