Presidentes de federações passam a ganhar R$ 215 mil mensais
Revista Piauí revelou que a CBF reajustou os salários dos 27 presidentes de federações estaduais em 330%

Salário polpudo, pouca ou quase nenhuma produtividade em favor da organização e profissionalização do futebol em troca da garantia de voto em eleições e apoio à projetos da CBF. É a farra proporcionada pela Confederação Brasileira de Futebol com pagamento de altos proventos mensais aos 27 presidentes de federações estaduais.
Em sua edição de abril, publicada nesta sexta-feira, 04, a revista Piauí revelou o aumento expressivo no salário dos 27 presidentes de federações estaduais, que passou de R$ 50 mil para R$ 215 mil mensais, um reajuste de 330%. Nada mal para quem passa o tempo apostando no quanto pior melhor, exatamente para manter tudo como está, ou seja, na estagnação, para não chamar a atenção e o interesse de possíveis concorrentes.
É o caso da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, que teve Francisco Cezário de Oliveira na presidência por quase 30 anos e só deixou o cargo ao ser preso em 21 de maio de 2024 na Operação Cartão Vermelho, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apurou desvio R$ 6 milhões da Federação. No seu lugar assumiu Estevão Petrallas, mas, pelo visto, nada mudou.
A revelação da revista Piauí acontece logo depois da reeleição unânime de Ednaldo Rodrigues para a presidência da CBF no fim de março. O ex-jogador Ronaldo chegou a cogitar lançar candidatura, mas não obteve apoio e desistiu. A última disputa eleitoral com mais de um candidato na CBF aconteceu em 1989.
Ednaldo, de 71 anos, assumiu a CBF interinamente em 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo, e foi eleito oficialmente em março de 2022 e desde então o futebol brasileiro tem vivido um verdadeiro caos. Seu novo mandato se estenderá de março de 2026 a março de 2030.
