Polícia Federal vai à casa do prefeito de Corumbá
Não há detalhes, mas viatura descaracterizada da PF está estacionada em frente à casa do chefe do Executivo municipal
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Equipes da PF (Polícia Federal) estão espalhadas por Corumbá, principalmente na região central da cidade, na terceira operação contra desvio de dinheiro público em um mês. Desta vez, o próprio prefeito Marcelo Iunes (PSDB) é um dos alvos.
Não há detalhes, mas viatura descaracterizada está estacionada em frente à casa dele, confirmaram fontes do Campo Grande News. O prefeito Marcelo Iunes não atendeu às ligações da reportagem feitas antes da 7h. Depois o celular, só deu sinal de desligado.
Policiais federais também fazem buscas na sede da Secretaria Especial de Cidadania e Política Pública, que fica na Rua XV de Novembro, entre as ruas 13 de Junho e Dom Aquino.
Na mesma rua, funciona o Citolab Laboratório, empresa que pertence a José Batista Aguillera Iunes, um dos irmãos do prefeito, onde também há equipe da PF. Em junho, a Justiça determinou suspensão imediata de contrato, sem licitação, entre a prefeitura e a empresa.
Apartamento na região central também foi vasculhado por policiais federais nesta manhã. A reportagem apurou que no prédio mora um farmacêutico, que trabalha no laboratório. Veja a movimentação:
A Polícia Federal informou que não vai dar detalhes dos trabalhos, pois se trata de investigação que corre em sigilo.
“A PF não vai se manifestar sobre a operação de hoje”, afirmou o delegado Alan Givigi.
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Alvo de novo – Em outubro, a PF fez duas operações que tiveram como alvos integrantes do governo de Iunes. No dia 6, a Operação Offset esteve na casa do secretário de Infraestrutura de Serviços Públicos de Corumbá, o engenheiro Ricardo Ametlla, do ex-secretário municipal de Segurança Pública, Edson Panes de Oliveira Filhos, que tem cargo de assessor especial na administração municipal e de outro irmão do prefeito, Márcio Iunes.
Nove dias depois, a Operação Cornucópia 2 mirou esquema criminoso de R$ 60 milhões que consistia no aumento ilegal da folha de pagamento de servidores cooptados pela organização, com consequente aumento na margem para contratação de empréstimos consignados.
A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da prefeitura, que ainda não se manifestou.
Matéria alterada às 8h26 para correção de informação.