História de amor e guerra, musical de Elton John é apresentado até domingo
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Acompanhar o ensaio geral do musical "Aida - O amor que nunca morre" é ser transportado para um universo de encantamento. No palco, 15 atores dão vida e voz a personagens que lutam não só por uma paixão, mas pela liberdade e a igualdade entre dois povos que vivem em guerra. Tudo isso, claro, cantando as músicas dos mestres Elton John e Tim Rice.
Nessa trajetória, é impossível não perceber algumas características semelhantes às produções da Walt Disney, o que segundo o diretor Fernandes Ferreira, era a intenção.
"A ideia era fazer uma homenagem ao Elton John, primeiro pensei em O Rei Leão e depois mudamos para a Aida. Recentemente uma pessoa comentou que parecia as canções da Disney e realmente era o que a gente queria", explica Fernandes.
As músicas apresentadas durante o musical serão em português. Todas foram adaptadas pelo versionista e ator Rafael Fernandes, do Rio de Janeiro e o próprio diretor. "São quinze músicas e o trabalho com os atores começou há seis meses. Alguns não tinham essa experiência do palco, mas já se relacionavam com a música, são cantores", exemplifica Fernandes Ferreira.
Nos moldes das produções norte-americanas, o diretor optou por realizar uma audição para encontrar as estrelas do musical.
A protagonista, Jacklin Andreucce, foi selecionada assim. De voz doce, mas marcante, ela ostenta cabelos cacheados e expressões fortes, que não deixam dúvida que sua personagem carrega uma fortaleza nos ombros.
"Ela é presa, torturada, escravizada e levada para o Egito. Já na primeira cena, ela tenta libertar as escravas que foram presas junto com ela, bem topetuda", brinca Jacklin.
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A personagem da atriz é a princesa Aida, de Núbia. Ela acaba se apaixonando por Radamés, que é o primeiro na linha de sucessão como faraó, do Egito. Os países são inimigos e travam uma luta histórica. Para piorar, o futuro rei está noivo de uma princesa egípcia e fútil, chamada Amneris.
"Ela é conhecida como a rainha dos acessórios, da futilidade. Só pensa nas aparências e na verdade, ela é super insegura", afirma a atriz Marjorie Matsue, intérprete da princesa.
Na outra ponta desse triângulo amoroso está Radamés, que apesar de opressor no início é um personagem com muitas surpresas. O estreante Filipe Prado que dá a vida ao faraó. "Ele é bem diferente de mim e isso que é mais interessante. Quando contraceno com a Jacklin, ela mostra toda a força da Aida e eu penso que preciso ser ainda mais forte que ela", acredita.
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O espetáculo é um projeto de extensão do curso de Artes Cênicas da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), portanto, uma parte do elenco também é estudante da faculdade. Para o diretor da peça, que tem 15 anos de trajetória no teatro e já adaptou outros musicais para os palcos do Estado, essa mistura é boa.
"É muito interessante, tem músicos que cantavam na igreja e tem um estilo de se apresentar, outros que já tem uma experiência. Mas, é um grupo que se conheceu há seis meses e que estão se adaptando a linguagem do teatro e do musical", ressalta.
O musical estreia hoje, às 20 horas, no Teatro Aracy Balabanian. Nos dias 4 e 5 de julho também haverá apresentações, sempre às 20 horas. O preço dos ingressos é R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).